Em 9 de maio de 2026, militantes do Estado Islâmico de Moçambique (EIM) atacaram a aldeia de Namecala, na província de Cabo Delgado, matando cinco cristãos, incendiando uma edificação da igreja local e destruindo mais de 160 residências. O ataque foi confirmado pela organização Barnabas Aid, que monitora a violência contra cristãos na região. Poucos dias antes, em 30 de abril, extremistas haviam atacado a histórica Igreja São Luís de Montfort em Meza, destruindo o templo, os escritórios e a residência dos missionários que serviam na paróquia, além de vandalizar uma escola infantil ligada à comunidade.
A insurgência islamista em Cabo Delgado começou em 2017 e desde então tem devastado a região norte de Moçambique. Em mensagens de propaganda recentes, o Estado Islâmico de Moçambique passou a se referir a cristãos que se recusam a se converter como ‘combatentes’ — uma linguagem que analistas e organizações cristãs interpretam como uma ameaça direta à vida de civis cristãos. Os bispos de Moçambique emitiram declaração conjunta em maio de 2026 exigindo que as mortes cessem e denunciando a inação do governo.
Organizações missionárias evangelicais que operam na região relatam que, apesar do terror, as comunidades cristãs se recusam a abandonar sua fé. Líderes locais continuam reunindo pequenos grupos para orar e estudar a Bíblia em locais improvisados após a destruição de seus templos. O testemunho de perseverança dos cristãos de Cabo Delgado tem inspirado igrejas em toda a África Austral e chamado atenção internacional para a necessidade de resposta missionária e humanitária urgente.
Interceda pelas famílias dos cinco mártires de Namecala e pelos cristãos que perderam suas casas e sua igreja. Ore pela reconstrução espiritual e física das comunidades destruídas em Cabo Delgado. Clame a Deus para que as organizações missionárias que atuam na região sejam protegidas. Que o governo de Moçambique tome medidas efetivas para proteger as populações civis das atrocidades do Estado Islâmico em Moçambique.


