Povo
Os batui são um pequeno povo da costa leste da península oriental da ilha de Celebes (Sulawesi), na Indonésia. Vivem no subdistrito de Batui, no distrito de Banggai, na província de Sulawesi Central, entre o mar e as florestas do interior.
Falam o batui, língua austronésia do grupo celébico, aparentada ao saluano e ao banggai. É um idioma de poucos falantes, ouvido sobretudo dentro das casas e das aldeias, e raramente conhecido por quem vive fora dali.
Seu território tradicional inclui a floresta de Bakiriang, lar da ave maleo, que ocupa lugar central na memória e nos rituais da comunidade. Hoje a língua materna convive com o indonésio, que avança sobretudo entre os mais jovens, e o povo procura manter viva a herança recebida dos antepassados.
A tradição oral batui remonta ao século XVI. Segundo a memória do povo e relatos locais, um casamento ligado ao reino de Banggai deu origem ao costume de enviar ao reino os primeiros ovos da ave maleo, colhidos nas terras de Batui. Dessa promessa nasceu um vínculo que atravessa os séculos.
No século XX, a floresta de Bakiriang passou a ser administrada pelo Estado e foi declarada reserva de fauna. Plantações, obras de infraestrutura e projetos de energia ocuparam o entorno das terras tradicionais, e lideranças do povo falam de direitos comunitários que se foram desgastando. Hoje, encontrar ovos de maleo na própria floresta ficou mais difícil.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Indonésia Não alcançado
|
100%
|
3.700 |
Tradicionalmente, os batui vivem da agricultura, dos recursos da floresta e da pesca. A vida social é orientada pelo conselho de costumes (adat), formado por anciãos e lideranças que zelam pelas regras sobre a terra, a floresta e os rituais.
Hoje a modernização e as mudanças na economia levam muitas famílias a buscar trabalho fora da lavoura e a falar cada vez mais o indonésio em casa.
O costume mais conhecido é o molabot tumpe, a entrega anual dos ovos de maleo ao antigo reino de Banggai, seguida do monsawe, celebração de gratidão pelos primeiros ovos. É uma festa que reúne gerações e recorda, a cada ano, quem o povo é e de onde veio.
A grande maioria dos batui é muçulmana, e o islã faz parte da vida comum: das orações às festas e aos ritos de passagem. Ser batui e ser muçulmano caminham juntos na percepção da comunidade, e a religião é também um laço de pertencimento familiar e social.
Ao lado do islã costuma permanecer uma religiosidade antiga, ligada à natureza, aos lugares sagrados e à memória dos antepassados, como se vê no apreço pela floresta e pelo ritual do maleo. Seguir outro caminho de fé pode gerar tensão com a família e a vizinhança, e praticamente não há batui conhecidos como seguidores de Jesus.
Existem apenas porções da Bíblia no idioma batui, ainda sem o Novo Testamento nem a Bíblia completa nessa língua. Também não há, até onde se sabe, áudio ou filme sobre a vida de Jesus no idioma. Como a língua perde espaço entre os jovens, muitos batui acabam ouvindo a Palavra apenas em indonésio, que nem sempre toca o coração como a língua da casa. Materiais em áudio e em formato oral são caminhos promissores para uma comunidade que valoriza a tradição falada.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Etapa atual
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
A fé muçulmana está entrelaçada com a identidade batui e com os laços de família, de modo que mudar de religião é visto como afastar-se do próprio povo. A isso se somam a presença de crenças tradicionais misturadas à vida religiosa, a ausência de cristãos de origem batui para servir de testemunho e a escassez de Escrituras na língua materna. Povo pequeno e pouco conhecido, os batui raramente recebem visitas de quem queira ouvir sua história e partilhar a mensagem de Cristo com respeito.
Os batui precisam de acesso ao evangelho em sua própria língua, de Escrituras e áudios que falem ao coração e de um discipulado paciente, que respeite a cultura e caminhe ao lado de cada família. Precisam de obreiros maduros, dispostos a aprender o idioma e a conviver com o povo.
Também têm necessidades concretas: proteção do território e da floresta que sustentam sua vida, valorização da língua entre os jovens e oportunidades de estudo e trabalho que não os obriguem a abrir mão de suas raízes.
Ore por Batui
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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