Povo
Povo não alcançado Fronteira
O nome bhoyar vem da palavra “bhor”, que significa manhã, uma referência que a tradição do povo liga à época em que teriam sido expulsos de uma casta superior pelos rajputes e migrado para as províncias centrais da Índia. Hoje vivem principalmente nos distritos de Betul e Chhindwara, em Madhya Pradesh, com presença também no distrito de Wardha, em Maharashtra.
São reconhecidos sobretudo como agricultores dedicados, com destaque para o cultivo da cana-de-açúcar em terras que exigem trabalho árduo para se tornarem produtivas. A casta se divide em subgrupos, entre os quais os dholewar, os chaurasia, os daharia e os panwari, sendo estes últimos os que mais se destacam por reivindicar descendência dos rajputes panwar que teriam protegido a cidade de Dhar. Essa origem confere aos panwari um lugar de maior prestígio dentro da hierarquia interna do próprio povo bhoyar.
A tradição bhoyar remonta a uma expulsão da casta de origem pelos rajputes, episódio que teria levado o grupo a se estabelecer nas províncias centrais da Índia, onde vive até hoje, principalmente nos distritos de Betul, Chhindwara e Wardha. Entre seus subgrupos, os panwari carregam a memória mais marcante: afirmam descender dos rajputes panwar que defenderam a cidade de Dhar, ligação que lhes confere, dentro da própria casta, o lugar de maior prestígio entre os bhoyar. Essa memória de origem segue viva na forma como o povo entende sua própria identidade até os dias de hoje.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
226.000 |
A vida bhoyar gira em torno da lavoura, sobretudo do cultivo da cana-de-açúcar em terras irrigadas das regiões centrais da Índia, trabalho que exige empenho constante para preparar solos pedregosos de planalto. A casta se organiza em subgrupos como panwari, dholewar, chaurasia e daharia, sendo os panwari tradicionalmente vistos como o ramo de maior prestígio, por se considerarem descendentes dos rajputes panwar que um dia defenderam a cidade de Dhar.
O casamento acontece dentro do próprio grupo, mas nunca entre primos de primeiro grau, e viúvas podem se casar novamente, embora se espere que escolham um viúvo, e não um homem solteiro. Essas regras de aliança e parentesco moldam boa parte da vida social e das decisões familiares.
Os bhoyar seguem o hinduísmo, e sua identidade de casta está entrelaçada à posição que ocupam dentro da hierarquia social hindu da Índia central. A hierarquia entre os próprios subgrupos, como o prestígio atribuído aos panwari por sua suposta origem rajpute, mostra como linhagem, casta e fé caminham juntas na forma como se veem e são vistos pelos vizinhos.
As regras de casamento, sempre dentro do grupo e nunca entre primos próximos, e a orientação para que viúvas se casem com viúvos, revelam uma religiosidade vivida menos em templos e mais nas normas que regem a família e a aliança entre linhagens.
Os bhoyar falam uma variedade local ligada ao dialeto malwi, por vezes chamada de bhoyari ou pawari, ao lado do hindi, língua que usam no comércio, na escola e no contato com outras comunidades. Já existem materiais cristãos em hindi, em texto, áudio e vídeo, mas ainda não chegaram de forma consistente às famílias e aldeias bhoyar. A Palavra segue, assim, mais próxima do povo pela língua que aprenderam para se relacionar com o mundo ao redor do que pela fala do próprio lar.
Entre os bhoyar praticamente não há relatos de seguidores de Cristo, o que torna o primeiro contato um desafio em si: não existe testemunho vivo dentro da própria comunidade a quem alguém possa recorrer. Como em muitas castas agrícolas da Índia central, a fé é decidida em bloco, pela liderança da família e da aldeia, e não pelo indivíduo isoladamente. Alcançar o povo bhoyar exige, portanto, chegar primeiro aos chefes de família e às lideranças locais, capazes de abrir caminho para que outros também conheçam o evangelho.
Como em outras castas agrícolas da região, a vida bhoyar depende diretamente do sucesso da lavoura de cana-de-açúcar, o que torna clima, irrigação e preço da colheita fatores decisivos para o sustento das famílias, sobretudo nas terras de planalto que exigem preparo constante. A maior carência, no entanto, é espiritual: não há comunidade cristã conhecida entre os bhoyar, o que significa ausência de igreja, de discipulado e de qualquer rede de apoio para quem viesse a se interessar pelo evangelho e buscar uma vida nova em Cristo.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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