Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os Dhangar Bharwad são uma casta hindu de pastores, tradicionalmente ligada à criação de cabras, ovelhas, gado e búfalos no oeste da Índia e em áreas vizinhas do Paquistão. O próprio nome do povo remete à palavra sânscrita para vaca, uma lembrança de como a vida com os rebanhos moldou sua identidade ao longo de gerações.
Por séculos, famílias Dhangar Bharwad percorreram colinas e florestas em busca de pasto e água, um estilo de vida seminômade adaptado às estações. Hoje, muitos já se fixaram em aldeias, embora o vínculo com o gado e a memória do deslocamento continuem presentes na forma como se veem e se organizam.
Falantes de gujarati na Índia e de sindhi no Paquistão, mantêm um lugar bem definido dentro do sistema de castas da região, associado historicamente ao trabalho pastoril e a uma vida simples do campo.
A identidade Dhangar Bharwad se formou em torno do pastoreio de gado, ovelhas e cabras nas regiões áridas e semiáridas do oeste indiano, um ofício transmitido de pai para filho por gerações. O deslocamento sazonal em busca de pastagem e água levou famílias inteiras a se espalharem por diferentes regiões da Índia e, mais a oeste, pela província de Sindh, no Paquistão, onde hoje formam uma comunidade menor, porém estabelecida.
Com o tempo, a vida errante foi cedendo espaço à fixação em vilarejos, um processo ainda em curso que reorganiza a economia e os laços comunitários do povo sem apagar sua origem pastoril.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
97,9%
|
2.931.000 |
Paquistão Não alcançado
|
2,1%
|
62.000 |
O gado, os búfalos, as ovelhas e as cabras continuam no centro da vida econômica dos Dhangar Bharwad. Como hindus, não abatem vacas nem búfalos, animais que consideram sagrados, mas vivem da venda de leite e derivados desses rebanhos, além de comercializar a carne de cabras e ovelhas para sustentar suas famílias.
A posição da casta na hierarquia social tradicional, somada à baixa escolaridade, faz com que o povo ainda seja visto com preconceito por outros grupos, mesmo à medida que deixam a vida errante para trás. Crianças frequentemente têm dificuldade de frequentar a escola com regularidade, o que perpetua, de geração em geração, o ciclo de pouco acesso à educação formal e às oportunidades que ela poderia abrir.
A fé hindu está profundamente entrelaçada com a identidade Dhangar Bharwad. Entre as divindades mais veneradas estão Khandoba e Biroba, ambas associadas a Shiva e reconhecidas como guardiãs especiais dos pastores, o que aproxima a religião do próprio ofício da comunidade.
Feiras e festas dedicadas a essas divindades reúnem famílias em torno de rituais ligados aos ciclos agrários e ao bem-estar dos rebanhos. Muitas crianças recebem nomes em homenagem a essas divindades ou a antepassados, um costume que reforça a continuidade entre fé, família e ocupação.
O gujarati, língua da maioria dos Dhangar Bharwad na Índia, tem Bíblia completa há mais de um século e meio, com edições impressas, aplicativos e áudio hoje disponíveis. Ainda assim, esse acesso amplo à Escritura raramente chega às aldeias e acampamentos pastoris do povo, onde o hinduísmo segue sendo praticamente a única referência religiosa conhecida. No Paquistão, os Dhangar Bharwad que falam sindhi enfrentam uma realidade ainda mais distante do texto bíblico em sua própria língua do coração.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Ser Dhangar Bharwad é, na prática, ser hindu: a fé está unida à casta, ao ofício pastoril e à honra da família, de modo que considerar outra religião soa como abandonar a própria origem. A baixa escolaridade e o isolamento de muitas comunidades, sobretudo as que ainda vivem do deslocamento sazonal com os rebanhos, tornam ainda mais raro o contato com qualquer testemunho cristão.
O preconceito social ligado à casta e à ocupação pastoril, somado ao acesso limitado à escola, mantém muitas famílias Dhangar Bharwad presas a um ciclo de pouca instrução e poucas oportunidades fora do pastoreio. Há uma necessidade concreta de dignidade, de educação regular para as crianças e de reconhecimento social para um povo historicamente visto com desdém por sua casta e seu ofício.
No campo espiritual, a carência é igualmente grande: praticamente não há comunidade cristã entre eles, nem alguém que fale de Jesus na língua e na cultura do povo pastoril, tanto nas aldeias já fixadas quanto entre as famílias que ainda seguem os rebanhos.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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