Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os mallik formam uma comunidade muçulmana de origem indiana, hoje espalhada entre Índia, Bangladesh e Paquistão, com raízes ligadas a famílias que se converteram ao islã a partir do hinduísmo. O nome do grupo está associado a um antigo título de prestígio usado no subcontinente indiano, uma origem que ao longo do tempo ajudou a moldar a identidade social da comunidade nas aldeias onde vive.
Na Índia, os mallik estão presentes principalmente em Gujarat, mas também em Maharashtra e Bengala Ocidental; em Bangladesh, falam majoritariamente o bengali; no Paquistão, concentram-se sobretudo entre falantes de hindko do norte. Essa dispersão geográfica reflete tanto migrações antigas quanto deslocamentos mais recentes, como os que levaram famílias mallik a se estabelecer em diferentes partes do Paquistão.
São muçulmanos sunitas, e sua identidade de casta permanece estreitamente ligada à fé islâmica herdada há gerações, um traço que os aproxima de outros grupos do subcontinente com trajetória semelhante de conversão a partir do hinduísmo.
O nome mallik remonta a um antigo título de prestígio, historicamente associado a famílias que se converteram ao islã e passaram a ocupar posição de destaque em suas comunidades no subcontinente indiano. Com o tempo, essa origem comum deu forma a um grupo com identidade própria, distribuído por diferentes regiões da Índia.
A divisão do subcontinente indiano no século XX levou parte da comunidade a se estabelecer no Paquistão, enquanto o restante permaneceu na Índia e se espalhou também para Bangladesh, formando os três ramos nacionais que hoje compõem o povo mallik.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
88,3%
|
591.000 |
Bangladesh Não alcançado
|
9,6%
|
64.000 |
Paquistão Não alcançado
|
2,1%
|
14.000 |
Por gerações, os mallik viveram da agricultura em suas aldeias de origem, e muitas famílias ainda possuem terra própria. Hoje a comunidade também se dedica a outros ofícios e ocupações urbanas, sinal de uma economia que se diversificou com o tempo.
A vida comunitária gira em torno de um conselho local de nove membros, escolhidos por voto entre os próprios moradores para mandatos de um ano, responsável por resolver disputas e cuidar dos interesses do grupo. O casamento é marcado por costumes próprios, como o uso de um pingente no nariz pela mulher casada, sinal reconhecido de que ela é comprometida.
Os mallik são muçulmanos sunitas, e sua fé islâmica está entrelaçada com a própria história e identidade de casta do grupo, já que a conversão ancestral ao islã foi o que deu origem ao nome e ao status social da comunidade. Praticar o islã, para os mallik, é também honrar essa herança de família e de linhagem, transmitida de geração em geração junto com os costumes locais.
Como em outras comunidades muçulmanas de origem sul-asiática, reconhecem Jesus, a quem chamam de Isa al-Masih, como um profeta enviado por Deus, mas não o veem como Salvador nem seguem os ensinamentos cristãos a seu respeito. A fé islâmica permanece, assim, o centro da vida religiosa e social do grupo em todos os países onde vive.
Onde os mallik vivem em maior número, na Índia e em Bangladesh, a Bíblia completa já existe nas línguas locais, gujarati e bengali, mas isso pouco alcança a comunidade, que permanece majoritariamente alheia às Escrituras por razões de identidade religiosa, não de acesso ao texto. Já entre os mallik do Paquistão, que falam principalmente hindko do norte, o Novo Testamento foi publicado apenas recentemente, e a Bíblia completa nesse idioma ainda não existe.
Entre os mallik, ser muçulmano é parte da própria identidade de casta: a conversão histórica ao islã veio acompanhada de status social dentro da comunidade, e romper com essa herança é visto como abandonar a família e o grupo. Quem chega a Cristo em meio a um grupo muçulmano tende a enfrentar rejeição do próprio clã, o que torna qualquer aproximação ao evangelho rara e arriscada. A ausência de igrejas locais e de cristãos conhecidos entre os mallik em qualquer dos três países onde vivem aprofunda esse isolamento espiritual.
Como comunidade agrária que hoje também busca espaço nas cidades, os mallik enfrentam os desafios comuns a quem sai da vida rural em busca de novas oportunidades de trabalho e renda. Mais do que isso, porém, precisam de algo que hoje lhes falta por completo: não há nenhum cristão conhecido entre os mallik em nenhum dos três países onde vivem, o que significa ausência de testemunho vivo do evangelho, de comunidade de fé e de discipulado em sua própria língua e cultura.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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