Entre novembro e dezembro de 2025, o governo da Eritreia libertou dezenas de cristãos que haviam sido detidos arbitrariamente por pertencer a igrejas não registradas. A Open Doors e outras organizações receberam a notícia com cautela: as libertações vieram acompanhadas de uma condição devastadora — os crentes foram obrigados a assinar um documento renunciando ao seu direito de adorar. Além disso, nenhum dos sete líderes eclesiásticos proeminentes pelos quais organizações internacionais advocavam foi incluído entre os libertados.
A Eritreia é um dos países mais fechados do mundo para a prática religiosa independente. Apenas quatro grupos são reconhecidos pelo Estado: a Igreja Ortodoxa Eritreia, a Igreja Católica Romana, a Igreja Luterana e o Islã Sunita. Todos os demais — incluindo batistas, pentecostais, evangelicais e membros das Testemunhas de Jeová — são tratados como ilegais. Crentes dessas igrejas podem ser presos sem acusação formal, mantidos em containers metálicos ao ar livre, submetidos a temperaturas extremas, e torturados, segundo relatórios da Human Rights Watch de 2026.
A USCIRF (Comissão dos Estados Unidos para Liberdade Religiosa Internacional) destacou em 2026 que pastores proeminentes permanecem presos há mais de duas décadas sem julgamento ou acesso a advogados. Em abril de 2026, a ICC reportou que os Estados Unidos estavam considerando aliviar sanções contra a Eritreia apesar da perseguição religiosa grave e contínua — uma decisão que organizações cristãs criticaram duramente, argumentando que a pressão internacional é um dos poucos instrumentos disponíveis para proteger os cristãos no país.
Ore pelos cristãos eritreus libertados condicionalmente, para que o Senhor os fortaleça a permanecer fiéis apesar do documento assinado sob coerção, e que a Igreja global interceda por sua situação. Interceda pelos líderes presos há décadas — Haile Nayzgi, Petros Sorsa e outros — para que sejam libertados ainda em 2026. Peça a Deus que mova governos e organizações internacionais a manter pressão sobre a Eritreia em favor da liberdade religiosa, e que a Igreja eritreia, mesmo sofrendo, seja fortalecida na fé e no amor pelo Seu Senhor.


