Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os koli patelia formam uma casta de proprietários de terras no oeste da Índia, concentrada no estado de Gujarat, com uma pequena parcela também vivendo no Paquistão. O nome Patel vem de uma palavra que significa chefe de aldeia, herança de um tempo em que essas famílias governavam vilarejos inteiros e administravam suas terras.
Muitos reivindicam descendência das divindades Rama e Krishna e se consideram kshatriyas, a segunda casta mais alta do hinduísmo, embora outros prefiram se identificar como vaishyas, a casta de comerciantes. Essa dupla reivindicação, de linhagem guerreira e de talento para os negócios, ajuda a explicar por que o sobrenome Patel aparece hoje com destaque na política, na indústria, na medicina e no entretenimento de Gujarat, dentro e fora da Índia.
A origem do título Patel remonta à figura medieval do chefe de aldeia, responsável por administrar terras e resolver disputas locais em nome da comunidade. Com o tempo, essas famílias de liderança se multiplicaram e formaram uma extensa rede de proprietários rurais espalhada por Gujarat.
Durante o período colonial britânico, muitos koli patelia serviram como cobradores de impostos e administradores locais, papel que reforçou sua posição de prestígio. Outros aproveitaram o mesmo período para entrar no comércio, lançando as bases da forte presença empresarial que a comunidade mantém até hoje.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
98,5%
|
489.000 |
Paquistão Não alcançado
|
1,5%
|
7.200 |
Hoje a maioria dos koli patelia está envolvida em negócios, educação, administração pública e política, vivendo majoritariamente em cidades e vilas modernas de Gujarat. As famílias costumam incentivar fortemente os filhos a buscar formação superior e pós-graduação, vendo o estudo como caminho natural de ascensão.
Os casamentos seguem sendo arranjados pelas famílias, geralmente com o consentimento dos jovens envolvidos, e a herança de terras e bens passa aos filhos. Nos ritos de passagem importantes, como casamentos e funerais, contratam sacerdotes bramânicos, e os mortos são cremados. Na alimentação, alguns mantêm dieta vegetariana rigorosa, enquanto outros comem carne, com exceção da carne bovina.
Os koli patelia são hindus, com devoção especial a Rama e Krishna, dos quais muitas famílias se dizem descendentes diretas. Creem que a prática fiel de rituais religiosos e de boas obras ao longo da vida conduz ao moksha, a libertação do ciclo interminável de nascimento, morte e renascimento que estrutura toda a cosmovisão hindu.
A vida religiosa se expressa com força nas grandes celebrações do calendário hindu, como Holi, Diwali, Navratri e Rama Navami, momentos em que família, casta e fé se entrelaçam publicamente diante de toda a comunidade. Para muitos, honrar essas tradições é também uma forma de honrar a linhagem, a memória dos antepassados e o nome da própria família.
O guzerate, língua principal dos koli patelia, tem uma Bíblia completa recém-revisada, lançada em 2016, além de aplicativos bíblicos, gravações em áudio e o filme Jesus disponíveis no idioma. Apesar dessa fartura de recursos em guzerate, eles ainda chegam pouco às famílias koli patelia, cuja vida social gira em torno de círculos hindus fechados, onde raramente alguém apresenta as Escrituras como algo relevante para uma casta que já se vê próspera e realizada.
Ser koli patelia é, para a maioria, também ser hindu praticante e orgulhoso de uma linhagem que remonta a Rama e Krishna. Trocar de fé soaria como abandonar não só a religião, mas a própria honra da família e da casta. Some-se a isso o sucesso material e a posição de destaque que muitos já ocupam na política e nos negócios de Gujarat, o que reduz a sensação de precisar de algo além do que já têm, tornando ainda mais rara qualquer abertura genuína ao evangelho.
Apesar da prosperidade e da influência que muitas famílias koli patelia acumularam em Gujarat, permanece grande a necessidade de um testemunho cristão genuíno dentro de seus círculos de negócios, educação e política, onde o evangelho raramente chega de forma pessoal e respeitosa. Há também necessidade de discipulado sólido para o pequeno número de crentes já existentes entre eles, que hoje enfrentam isolamento dentro da própria família e comunidade ao seguir Jesus, e de amizades pacientes que atravessem as barreiras de casta e prestígio social.
Já existe um pequeno número de crentes entre os koli patelia, sinal de que o evangelho encontra espaço mesmo numa comunidade tão identificada com o hinduísmo. A chegada de uma Bíblia completa e revisada em guzerate em 2016, somada à disponibilidade do filme Jesus e de aplicativos bíblicos no idioma, amplia as portas por onde a Palavra pode alcançar essas famílias.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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