Berço da Reforma
O continente onde o protestantismo nasceu hoje tem, em muitos países de tradição reformada, poucas igrejas realmente ativas.
Região
Compilado a partir dos dados de cada país desta região.
Compilado a partir dos dados de cada país desta região.
A Europa é o continente onde o cristianismo se organizou como religião de estado, gerou a Reforma Protestante e enviou missionários para o mundo inteiro. De Portugal à Rússia, de Malta à Islândia, os 59 países e territórios que formam o continente carregam catedrais, mosteiros e igrejas em quase toda cidade, um lembrete visível de um passado profundamente cristão.
Hoje, esse mesmo continente é um dos lugares mais secularizados do planeta. Nas grandes capitais, os templos históricos seguem de pé, mas as igrejas por dentro deles, muitas vezes, esvaziaram. A fé cristã ainda é referência cultural, mas deixou de ser vivida por boa parte da população, e o cristianismo nominal, aquele que se declara na identidade mas não se pratica, é a marca da região.
Os números mostram esse quadro: apenas 2,6% da população europeia é evangélica, uma fração pequena para um continente com 1.456 traduções da Bíblia catalogadas, das quais 447 ainda não têm nenhuma parte das Escrituras em seu idioma. Entre os 523 povos que vivem na Europa, 263 são considerados não alcançados, muitos deles ligados à migração recente de outras partes do mundo e a minorias históricas que nunca tiveram uma igreja própria.
O desafio missionário na Europa não é abrir caminho onde o evangelho nunca chegou, é replantar fé viva onde a cristandade envelheceu. Ore por um continente que precisa redescobrir, em casa, a mensagem que um dia levou ao mundo.
O continente onde o protestantismo nasceu hoje tem, em muitos países de tradição reformada, poucas igrejas realmente ativas.
Catedrais, mosteiros e tradições religiosas seguem visíveis na paisagem, mesmo onde a prática de fé diminuiu.
Grande parte da população não se opõe ao cristianismo, apenas o considera irrelevante para o dia a dia.
Reúne realidades muito diferentes entre si, do luteranismo nórdico à ortodoxia dos Bálcãs e ao islã do Cáucaso.
A migração trouxe ao continente povos e línguas que nunca tiveram uma igreja local em seu próprio idioma.