Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os baloch rind khosa formam um dos muitos ramos da grande família baloch, vivendo principalmente no Punjab, mas também em Balochistão e no Sindh, no Paquistão. Fazem parte da histórica confederação rind, uma das tribos mais lembradas na tradição oral do povo baloch.
Falam predominantemente o balochi oriental, embora muitos dominem também saraiki, urdu e outras línguas da região, reflexo de séculos de convivência entre povos no oeste do subcontinente indiano. A identidade rind khosa é marcada pelo orgulho tribal, pela poesia épica transmitida de geração em geração e por um forte senso de pertencimento que atravessa fronteiras provinciais.
Hoje, mais estabelecidos do que nômades, seguem enraizados em terras áridas e montanhosas, onde a paisagem difícil moldou tanto o caráter quanto os costumes desse povo.
As raízes do povo baloch remontam possivelmente à região do Cáspio, de onde migrações sucessivas os trouxeram até o sul da Ásia por volta do século XII. Entre as tribos que se formaram nesse processo, os rind ganharam destaque sob a liderança lendária de Mir Chakar Khan Rind, cujo confronto com a tribo rival lashari tornou-se um dos episódios mais cantados da poesia baloch.
Dessa confederação descendem os rind khosa, que ao longo dos séculos se espalharam pelo Punjab, por Balochistão e pelo Sindh, preservando o nome e a memória da tribo mãe mesmo depois de fixar raízes distantes da terra de origem.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Paquistão Não alcançado
|
100%
|
133.000 |
A vida social dos rind khosa é organizada em clãs e linhagens, do grupo familiar mais próximo até confederações tribais mais amplas, uma estrutura que ainda hoje orienta casamentos, alianças e a resolução de conflitos. Casamentos costumam ser arranjados entre o pai da noiva e o noivo, com o pagamento de gado e dinheiro à família da noiva, e as mulheres tradicionalmente usam adornos de ouro como sinal de status.
O centro da vida moral é o balochmayar, o código de honra baloch, que exige hospitalidade incondicional ao estranho, lealdade à palavra dada e generosidade mesmo em tempos difíceis. Embora a memória tribal guarde a fama de povo nômade, os rind khosa de hoje vivem majoritariamente fixados em vilarejos e áreas rurais, cultivando a terra em uma região de clima árido.
Praticamente todos os rind khosa são muçulmanos sunitas, e essa fé está profundamente entrelaçada à identidade tribal: ser rind khosa é, na prática, ser muçulmano. Ao lado da observância das orações e das festas islâmicas, é comum a devoção popular a santos sufis e a peregrinação a seus santuários, buscando bênção, intercessão e cura.
Essa fé se soma ao balochmayar, o código de honra baloch, como pilar da vida comunitária: o respeito ao santuário de um pir, por exemplo, é parte do próprio código que rege a conduta entre os rind khosa. Fé islâmica e honra tribal caminham tão unidas que romper com uma significa, aos olhos da comunidade, romper com a outra.
O Novo Testamento em balochi oriental foi concluído ainda no início do século vinte, e existem hoje aplicativos bíblicos e outras porções das Escrituras na língua, mas a Bíblia completa ainda não foi traduzida. Como a tradição oral é mais forte que a leitura entre os rind khosa, e o analfabetismo ainda é comum, áudio, aplicativos para celular e narrações faladas tendem a alcançar mais famílias do que o texto impresso.
Entre os rind khosa, ser muçulmano sunita e pertencer ao clã são praticamente a mesma coisa: abandonar o islã é visto como trair não só a fé, mas a honra da família e da tribo inteira. Some-se a isso o isolamento de muitas comunidades rurais, a baixa alfabetização e a quase total ausência de igrejas ou de qualquer contato anterior com a fé cristã, o que torna raro sequer ouvir falar de Jesus fora do que a tradição islâmica já ensina.
Muitas famílias rind khosa vivem em áreas rurais pobres do Punjab e de Balochistão, onde ainda faltam água potável, escolas e postos de saúde adequados, e onde a seca e a instabilidade econômica pesam sobre o dia a dia. Há também uma carência silenciosa de acesso simples às Escrituras em formatos que alcancem quem não lê com facilidade, e, para os poucos que viessem a conhecer Jesus, a falta quase completa de comunidade cristã local e de acompanhamento espiritual por perto.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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