Povo
+2
Povo não alcançado Fronteira
Os dargins, também chamados dargwa, formam um dos povos nativos das montanhas do Cáucaso do Norte, no centro-sul do Daguestão, na Rússia. Pequenos grupos vivem ainda no Turcomenistão, no Azerbaijão, no Quirguistão e no Uzbequistão, levados sobretudo por migrações do período soviético para outras repúblicas da região.
Falam variantes da língua dargwa, da família caucasiana do Nordeste, e mantêm até hoje estruturas de clã, aldeia e conselho de anciãos que moldam praticamente todos os aspectos da vida social, dos casamentos à resolução de disputas entre famílias.
Historicamente ligados ao comércio e ao artesanato, os dargins guardam com orgulho tradições como a prataria de Kubachi, os tecidos de Kaitag e o trabalho em pedra, sinais de uma identidade forjada em séculos de vida nas montanhas do Cáucaso.
Os antepassados dos dargins habitam as montanhas do Cáucaso do Norte há séculos, organizados em pequenas sociedades de aldeia que resistiram a sucessivas invasões: hunos, turcos, mongóis e persas passaram pela região sem jamais apagar a identidade local. No fim da Idade Média, os dargins formaram o principado de Kaitag, um dos centros de poder do Daguestão.
A partir do século XI, o islã se firmou como religião e elemento unificador do povo, e a aldeia de Akusha tornou-se o centro espiritual e a sede da corte judicial de toda a nação dargwa. A conquista russa no século XIX trouxe os dargins para dentro do império, e mais tarde da União Soviética, período que espalhou pequenos grupos por outras repúblicas da Ásia Central.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Rússia Não alcançado
|
98%
|
625.000 |
Turcomenistão Não alcançado
|
0,6%
|
3.800 |
Azerbaijão Não alcançado
|
0,5%
|
3.200 |
Uzbequistão Não alcançado
|
0,5%
|
2.900 |
Quirguistão Não alcançado
|
0,4%
|
2.600 |
A vida gira em torno do aul, a aldeia de montanha, e do clã, que ainda hoje organiza casamentos, disputas e decisões importantes por meio de conselhos de anciãos e assembleias comunitárias. A agricultura em terraços e a criação de rebanhos sustentam muitas famílias, ao lado de ofícios transmitidos de geração em geração.
Os dargins são conhecidos, sobretudo, pela habilidade dos artesãos de Kubachi, famosos pela prataria e pelas armas ornamentadas, além dos tecidos tradicionais de Kaitag e do trabalho em pedra e couro. A hospitalidade e o respeito aos mais velhos permanecem centrais na vida comunitária das aldeias de montanha.
Os dargins são quase inteiramente muçulmanos sunitas da escola xafeita, presente em boa parte do Cáucaso do Norte desde que o islã se firmou entre eles, a partir do século XI, e está profundamente entrelaçado com a identidade de clã e de aldeia. Ser dargin, para a maioria, é ser muçulmano: os dois se confundem na vida cotidiana, da infância à velhice, moldando costumes, festas e ritos de passagem.
Ao lado da prática islâmica formal, sobrevivem crenças populares ligadas às montanhas, aos ancestrais e à proteção da aldeia, num sincretismo comum às sociedades tradicionais do Cáucaso, ainda pouco tocado por qualquer testemunho cristão.
A língua dargwa reúne mais de uma dezena de variantes pouco inteligíveis entre si, distribuídas por dezenas de aldeias de montanha, o que torna a tradução das Escrituras uma tarefa complexa. Até hoje existem apenas algumas porções bíblicas traduzidas, sem o Novo Testamento completo. Para a maioria dos dargins, a Palavra de Deus na própria língua ainda é algo praticamente desconhecido, mesmo nas gerações mais jovens.
Entre os dargins, ser muçulmano sunita da escola xafeita é parte inseparável da identidade étnica e da honra da família: abandonar o islã é visto como romper com o clã e com a terra dos ancestrais. O isolamento nas montanhas do centro-sul do Daguestão, a força das assembleias de aldeia e dos conselhos de anciãos e a ausência quase total de qualquer testemunho cristão local mantêm o povo distante do evangelho.
A vida nas montanhas do Daguestão ainda enfrenta desafios de infraestrutura, acesso a serviços de saúde e educação, e oportunidades econômicas fora da agricultura e do artesanato tradicional. Entre os dargins praticamente não existe comunidade cristã local, nem discipulado ou acompanhamento para quem viesse a se interessar pelo evangelho.
Falta também Escritura acessível nas variantes da própria língua e testemunho vivo de irmãos na fé que falem o dargwa e compreendam por dentro a cultura do clã e da aldeia de montanha.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
Acessar Calendário de OraçãoCrie sua conta para adotar e receber pontos de oração.