Povo
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Jose Luis Cernadas Iglesias - Flickr, CC BY 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os lezguis são um povo caucasiano cuja presença nas montanhas do sul do Daguestão remonta a tempos antigos, hoje divididos principalmente entre a Rússia e o Azerbaijão por uma fronteira que corta ao meio o território histórico do povo. Falam o lezgui, língua da família caucasiana do nordeste, com dialetos que variam de uma região a outra, entre eles as formas faladas em Cuba e Akhti, no Azerbaijão.
Conhecidos por dar seu nome à lezginka, uma das danças mais celebradas do Cáucaso, os lezguis mantêm viva uma identidade forjada na vida de aldeia, no clã e num código de honra transmitido de geração em geração. Apesar da divisão política entre países, o povo preserva um forte senso de unidade cultural e de pertencimento à terra dos seus ancestrais, cultivado tanto nas montanhas do Daguestão quanto nas comunidades do outro lado da fronteira.
Os lezguis descendem de povos indígenas do Cáucaso que habitam o sul do Daguestão desde a Antiguidade, com registros que remontam à Idade do Bronze. Ao longo dos séculos, o território lezgui foi disputado por impérios persas, otomanos e russos, até ser incorporado ao Império Russo no século XIX.
A fronteira soviética traçada no século XX entre a Rússia e o Azerbaijão dividiu o povo lezgui em dois países, separando famílias e aldeias que antes formavam um só território cultural. Essa divisão segue marcando a identidade lezgui até hoje.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Rússia Não alcançado
|
68,9%
|
487.000 |
Azerbaijão Não alcançado
|
24,6%
|
174.000 |
Turcomenistão Não alcançado
|
3,3%
|
23.000 |
Cazaquistão Não alcançado
|
0,8%
|
5.500 |
Uzbequistão Não alcançado
|
0,6%
|
4.500 |
Ucrânia Não alcançado
|
0,5%
|
3.500 |
Turquia Não alcançado
|
0,5%
|
3.500 |
Quirguistão Não alcançado
|
0,4%
|
3.000 |
Geórgia Não alcançado
|
0,4%
|
2.600 |
A vida social lezgui se organiza historicamente em syhils, clãs que remontam a um ancestral comum, reunidos em uniões chamadas djamaat. As aldeias de montanha costumam ter um espaço comunitário onde os homens mais velhos discutem os assuntos do grupo, e cada família mantém fortes laços com o clã de origem, mesmo depois de migrar para as cidades.
A pecuária de cabras e ovelhas, ao lado do cultivo de cevada, centeio e milho, sustentou por séculos as comunidades das montanhas do Daguestão, somada ao trabalho em couro e tecidos. A dança lezginka, em que o homem se move como uma águia e a mulher como um cisne, segue viva em casamentos e festas como expressão máxima da identidade do povo.
Os lezguis são majoritariamente muçulmanos sunitas da escola xafiíta, com a fé islâmica entrelaçada de tal forma à identidade do povo que ser lezgui e ser muçulmano praticamente se confundem. Ao lado da prática islâmica, sobrevivem crenças e costumes mais antigos, ligados à vida das aldeias e ao calendário agrícola dos vales e montanhas do Daguestão.
Um exemplo é o Yaran Suvar, festa pré-islâmica que celebra a chegada da primavera com fogueiras e rituais de purificação, celebrada lado a lado com o Ramadã e o Eid al-Fitr. Essa camada mais antiga de tradições convive com o islã sem que os lezguis a percebam como contradição.
O Novo Testamento em língua lezgui foi concluído e publicado, fruto de um longo trabalho de tradução que envolveu linguistas e colaboradores do próprio povo. Hoje existem aplicativos com o Novo Testamento em áudio, o que amplia o alcance da Palavra entre falantes que preferem ouvir a ler. Ainda assim, o conhecimento desse conteúdo é baixo entre a maioria da população.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os lezguis, a identidade étnica está profundamente ligada ao islã sunita, de modo que abandonar a fé é entendido como abandonar o próprio povo e a honra da família. O código não escrito do lezguiwal reforça esse laço, cobrando lealdade ao clã acima de tudo. A dispersão entre várias repúblicas e países também dificulta que pequenos grupos de crentes se conheçam ou se apoiem.
Comunidades de aldeia nas montanhas do Daguestão ainda enfrentam isolamento geográfico e acesso limitado a serviços básicos, enquanto famílias lezguis espalhadas por outros países lidam com o desafio de manter viva sua língua e identidade. Há uma necessidade profunda de acesso ao evangelho em contextos onde quase não existem crentes lezguis nem comunidades cristãs próximas para acompanhar quem decide seguir Jesus.
O Novo Testamento em lezgui já foi concluído e está disponível também em áudio, um marco alcançado com anos de trabalho de tradutores e colaboradores do próprio povo lezgui. Esse trabalho abre caminho para que a Palavra alcance mais lares nessa língua, mesmo onde o número de crentes ainda é pequeno.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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