Povo
Anonymous - Flickr, CC BY-SA 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado
Selkup, Ostyak Samoyed
Os selkups são um povo indígena da Sibéria Ocidental, de língua samoieda, que vive ao longo dos grandes rios e das florestas do norte, em regiões de Tomsk, Krasnoiarsk e Tiumen, até as terras árticas de Yamal. Durante muito tempo a literatura científica os chamou de ostyak-samoiedos, nome que eles mesmos nunca adotaram de fato.
Sua vida sempre esteve ligada à água e à mata: pesca, caça de animais de pele e, no extremo norte, a criação de renas. Há diferenças entre os grupos. Os selkups do norte conservaram por mais tempo o modo de vida tradicional, com tendas cônicas e deslocamentos sazonais, enquanto os do sul se misturaram muito com a população russa vizinha.
Hoje são uma comunidade pequena, que guarda com carinho a memória dos antepassados, os contos e a relação íntima com a natureza, mesmo vendo a língua materna se tornar cada vez mais rara nas casas.
Os selkups descendem de povos samoiedos que, ao longo de séculos, se estabeleceram nas bacias dos rios Ob e Ienissei. Seu modo de vida foi moldado pela taiga: no verão moravam em tendas cônicas, no inverno em casas de toras, sempre perto de rios e de bons locais de caça e pesca.
A chegada dos russos trouxe comércio de peles, cobrança de tributos e batismos formais na Igreja Ortodoxa, que tocaram a vida do povo sem apagar suas crenças antigas. No século XX, o período soviético foi o golpe mais profundo: o povo foi levado a se fixar em aldeias, as crianças passaram a estudar em internatos em russo e as práticas espirituais tradicionais foram duramente reprimidas.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Rússia Não alcançado
|
100%
|
3.400 |
Tradicionalmente, o sustento vem da pesca nos rios, da caça de animais de pele, da coleta de frutos silvestres e de pinhões e, entre os grupos do norte, da criação de renas, usadas sobretudo como animais de tração. As famílias costumam se organizar em torno de parentes próximos, e o conhecimento da floresta e dos rios passa de geração em geração, junto com contos e canções.
Hoje muitos moram em aldeias e pequenas cidades, trabalham em empregos locais e falam russo no dia a dia. Entre os mais jovens, o idioma selkup perde espaço, e por isso os mais velhos, guardiões das histórias e dos ofícios, ocupam um lugar de grande respeito. A pesca e a coleta continuam sendo, para muitas famílias, tanto sustento quanto marca de identidade.
A visão de mundo selkup é animista. O universo é entendido em camadas: um mundo celeste, onde habita uma divindade suprema chamada Num, o mundo dos vivos e um mundo inferior, morada dos mortos e de espíritos malignos. Rios, florestas e animais têm espíritos que precisam ser respeitados e, quando necessário, apaziguados com oferendas e sacrifícios. O xamã era o mediador entre esses mundos.
O batismo ortodoxo chegou séculos atrás, mas, para a maioria, não substituiu as crenças antigas, que continuaram convivendo com ele. Depois da repressão soviética, o xamanismo organizado quase desapareceu, mas a crença nos espíritos e os ritos de oferta permanecem vivos em muitos lares e ajudam a explicar o medo de ofender forças invisíveis.
A língua selkup é falada em dialetos distintos e hoje está ameaçada: só cerca de metade dos adultos a domina, e os jovens crescem em russo. Não existe Bíblia no idioma, nem gravações em áudio, nem o filme Jesus em selkup; a tradução ainda precisa ser começada. Por isso, a tradução, as gravações em áudio e os materiais em selkup, assim como bons recursos em russo para quem já o usa como língua principal, são caminhos importantes para que a Palavra chegue ao coração do povo.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- 1 Tradução iniciada Ainda falta
- 2 Porções Ainda falta
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
A tradução ainda não começou nesta língua.
Dados de tradução: Joshua Project.
Para muitos selkups, o cristianismo é visto como a religião dos russos, associada à assimilação e à perda da cultura, e não como boas notícias para o seu próprio povo. Além disso, o temor dos espíritos e a lealdade aos antepassados criam receio de romper com as práticas herdadas. A dispersão das aldeias em regiões remotas e de clima rigoroso, a ausência de igrejas e de obreiros que conheçam a língua e a cultura, e a falta de Escrituras no idioma completam o quadro que mantém o povo pouco alcançado.
O povo precisa, antes de tudo, ouvir o evangelho de modo claro e na língua do coração, de forma que a fé em Jesus não pareça uma troca de identidade. Muitos vivem presos ao medo dos espíritos e carecem da liberdade e da paz que só Cristo dá.
Há também necessidades concretas: o fortalecimento do idioma e da memória cultural e o apoio a comunidades pequenas e isoladas, de onde os jovens partem em busca de trabalho. Faltam Escrituras traduzidas, discipuladores e comunidades de fé que possam florescer entre os próprios selkups.
Ore por Selkup, Ostyak Samoyed
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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