Povo
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Khalid Mahmood - Wikimedia, CC BY-SA 3.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os sindis levam o nome do rio Indo, chamado Sindhu em sânscrito, a língua antiga da região onde essa identidade nasceu, Sindh. Hoje, porém, a maior parte deste grupo específico vive fora dali, espalhada por comunidades em países como Afeganistão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã, Malásia, Singapura, Filipinas, Austrália e Estados Unidos.
São conhecidos historicamente pelo talento para o comércio: famílias sindis construíram redes de negócios que atravessaram oceanos, levando tecidos, artesanato e outros produtos a portos distantes muito antes de a palavra “globalização” existir. Essa vocação comercial ainda marca a identidade do povo, que preserva a língua sindi e um forte senso de pertencimento onde quer que esteja.
Viver fora da terra de origem moldou um povo acostumado a se adaptar, aprender novos idiomas e prosperar em meio a outras culturas, sem abrir mão da própria.
As raízes dos sindis remontam às antigas civilizações que floresceram às margens do rio Indo, num passado que combinou influências locais, persas e árabes ao longo dos séculos. A chegada do islã, entre os séculos VII e VIII, transformou profundamente a religião e a cultura da região, deixando marcas que os sindis carregam até hoje.
A divisão do subcontinente indiano em 1947 foi um segundo marco decisivo: famílias inteiras deixaram sua terra natal e se reorganizaram em outros países, muitas seguindo rotas comerciais que suas próprias famílias já haviam aberto décadas antes. Foi assim que comunidades sindis se firmaram em portos e cidades de vários continentes.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Arábia Saudita Não alcançado
|
43,7%
|
231.000 |
Emirados Árabes Unidos Não alcançado
|
20,6%
|
109.000 |
Estados Unidos Não alcançado
|
9,8%
|
52.000 |
Malásia Não alcançado
|
6,2%
|
33.000 |
Filipinas Não alcançado
|
6,2%
|
33.000 |
Omã Não alcançado
|
5,7%
|
30.000 |
Afeganistão Não alcançado
|
5,1%
|
27.000 |
Belize Não alcançado
|
1,3%
|
6.800 |
Singapura Não alcançado
|
0,8%
|
4.300 |
Austrália Não alcançado
|
0,5%
|
2.600 |
O comércio segue sendo um traço marcante da vida sindi: muitas famílias trabalham com lojas, importação, imóveis e pequenos negócios, aproveitando redes familiares construídas ao longo de gerações em diferentes países. A língua sindi une essas comunidades separadas por milhares de quilômetros, e é comum encontrar bairros ou círculos sociais onde ela ainda é falada em casa, ao lado do idioma local.
A família extensa continua sendo o centro da vida social, com forte senso de lealdade e hospitalidade entre parentes, mesmo quando vivem em países diferentes. Casamentos costumam ser arranjados dentro da própria comunidade, muitas vezes reunindo famílias sindis de países distintos, o que reforça os laços de identidade através das fronteiras.
A fé dos sindis varia bastante conforme o país onde vivem. Em comunidades ligadas às rotas do Golfo e da Ásia Central, prevalece o islamismo sunita, presente na identidade do povo desde a chegada dos árabes à região de Sindh, há mais de um milênio. Já em boa parte da diáspora mais antiga, formada por famílias que deixaram Sindh no momento da divisão do subcontinente em 1947, é o hinduísmo que predomina, com comunidades sindis hindus bem estabelecidas em vários países.
Seja qual for a fé herdada da família, ela costuma estar entrelaçada com o orgulho de ser sindi: praticá-la é também uma forma de manter viva a identidade do povo em meio a outras culturas.
A língua sindi já conta com a Bíblia completa há décadas, incluindo o Novo Testamento, além de um filme sobre a vida de Jesus, gravações em áudio e aplicativos com o texto bíblico disponíveis para quem deseja ler ou ouvir em sindi. Ainda assim, viver espalhados por tantos países diferentes torna difícil que esse material chegue às famílias sindis, e a maioria segue sem contato direto com esse conteúdo, mesmo estando ele pronto e acessível.
Para boa parte dos sindis, a fé herdada da família, seja islâmica ou hindu, é parte inseparável da identidade étnica: abandoná-la é visto como abandonar o próprio povo. Some-se a isso a dispersão geográfica em dezenas de países diferentes, o que torna raro o contato com uma igreja local ou com cristãos que falem sindi, e a fé cristã continua sendo praticamente desconhecida entre eles.
Vivendo como minoria em quase todos os países onde estão, os sindis enfrentam os desafios comuns de qualquer comunidade migrante: manter a língua e os costumes vivos diante da pressão de assimilação, e ao mesmo tempo criar raízes nos novos lugares onde se estabelecem. Há grande carência de contato com comunidades cristãs que falem sindi, de material voltado à sua cultura específica e de discipulado que leve em conta a realidade de um povo espalhado por tantas fronteiras diferentes, muitas vezes sem nenhuma igreja local por perto.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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