Povo
Os yong são um povo tai do norte da Tailândia, vivendo em aldeias espalhadas pelas planícies férteis de Lamphun, Chiang Mai e Chiang Rai. Seu nome vem de Muang Yong, a antiga cidade de onde seus antepassados partiram, e que ainda marca a memória do grupo como ponto de origem e de identidade.
Aparentados dos lue e dos demais povos tai, falam uma língua própria, do ramo sudoeste da família tai-kadai, que mantêm viva no dia a dia das famílias e das festas. Muitos também falam o tailandês do norte e o tailandês central, o que os insere com naturalidade na vida do país.
São conhecidos pelos tecidos feitos à mão e pelos templos antigos que cuidam com zelo. Apesar de pequeno em número, o povo preserva com orgulho seus costumes, sua língua e a consciência de ter uma história diferente da dos vizinhos.
Os yong descendem de gente lue que vivia em Muang Yong, no atual estado Shan, em Mianmar. No início do século XIX, os governantes de Chiang Mai, empenhados em restaurar o norte devastado por décadas de guerra com os birmaneses, trouxeram populações inteiras daquela região para repovoar a terra. A maior leva chegou em 1805.
Os primeiros grupos se estabeleceram no distrito de Pasang, em Lamphun, numa aldeia chamada Ban Vieng Vong, que continua habitada até hoje. Dali os yong se espalharam pela região, levaram consigo seus templos e tradições e acabaram por se tornar parte central da vida de Lamphun, sem esquecer a terra de onde vieram.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Tailândia Não alcançado
|
100%
|
14.000 |
A vida yong gira em torno da aldeia, da família e do templo. A maioria das comunidades vive da agricultura de planície, do arroz e de pequenos cultivos, e muitas famílias mantêm o ofício do tecido artesanal, passado de mães para filhas e hoje valorizado como marca da identidade local. A casa e o templo são o centro dos encontros, das refeições partilhadas e dos trabalhos coletivos.
O calendário é marcado por festas religiosas ligadas ao templo, nas quais as famílias expressam gratidão e o desejo de acumular méritos. Respeito aos mais velhos, hospitalidade e solidariedade entre vizinhos são valores muito estimados, e o orgulho de ser yong aparece na língua, na roupa e nos costumes.
Os yong são budistas, e o templo é parte inseparável da vida comunitária. Fazer mérito, oferecer alimento aos monges e participar das festas do calendário budista são práticas que ligam cada família à comunidade e aos antepassados.
Esse budismo convive com uma antiga crença nos espíritos. Muitos honram espíritos da terra, dos antepassados e dos lugares, e as aldeias costumam fazer oferendas em santuários próprios ao longo do ano. Para o povo, ser yong e seguir essas tradições caminham juntos, e por isso a fé de cada pessoa raramente é vista como assunto apenas individual. Mesmo assim, como em todo povo, há perguntas sobre a vida, a morte e o futuro que o budismo e as oferendas nem sempre conseguem responder.
O acesso dos yong às Escrituras na própria língua ainda é muito limitado. Até onde se sabe, não há uma Bíblia completa nem um Novo Testamento no idioma, de modo que a maioria das famílias não tem a Palavra inteira na língua do coração.
Quem fala tailandês pode recorrer às Escrituras nesse idioma, mas ouvir e ler a mensagem na língua de casa faz grande diferença. Materiais em áudio e porções bíblicas são caminhos valiosos, ainda pouco conhecidos entre as aldeias.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Etapa atual
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
Para os yong, ser budista e ser yong costuma ser a mesma coisa. Os templos, as festas e as cerimônias aos espíritos sustentam a vida da aldeia, e deixar essas práticas pode ser entendido como afastar-se da família e do povo. Soma-se a isso a quase ausência de comunidades cristãs entre eles, a falta de uma tradução completa da Bíblia na língua e o fato de o evangelho quase nunca ter sido apresentado de maneira clara e na cultura deles.
Os yong precisam, antes de tudo, de pessoas que os conheçam, aprendam sua língua e lhes apresentem Jesus com respeito pela cultura. Precisam da Escritura inteira na língua que falam em casa, para que possam lê-la e ouvi-la como palavra dirigida a eles.
Precisam também de um coração aberto ao evangelho e de famílias que creiam em Jesus e possam formar comunidades de fé saudáveis, enraizadas na vida das aldeias e capazes de se multiplicar. Precisam, por fim, de oração constante, porque somente Deus pode abrir caminhos entre um povo tão ligado à sua tradição.
Ore por Yong
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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