1873–1958

Compositor · Evangelista metodista

George Bennard

Resumo
Compositor e evangelista metodista norte-americano, autor do hino Rude Cruz (The Old Rugged Cross), um dos mais cantados do cristianismo. Pregou por décadas nos Estados Unidos e Canadá, mas foi este hino, nascido de uma noite de zombaria, que atravessou o século e chegou a igrejas em todo o mundo.
Quem foi
Biografia

Quase todo mundo já cantou Rude Cruz ao menos uma vez, seja num funeral, seja numa vigília de Sexta-feira Santa. Poucos sabem que o hino nasceu não de um estudo teológico tranquilo, mas de uma noite de humilhação, quando um jovem pregador metodista foi ridicularizado por sua mensagem sobre a cruz.

George Bennard nasceu em 4 de fevereiro de 1873, em Youngstown, Ohio, cidade de mineração e siderurgia, filho de um mineiro. A morte súbita do pai obrigou ainda jovem a sustentar mãe e irmãs, adiando o sonho de se tornar evangelista.

Em 1897 ingressou no Exército de Salvação como oficial, ao lado da esposa Araminta, pregando pelos Estados Unidos e Canadá. Mais tarde foi ordenado ministro na Igreja Metodista Episcopal, vivendo da estrada como evangelista itinerante.

No outono de 1912, hospedado em Albion, Michigan, Bennard enfrentou zombaria depois de pregar sobre o sofrimento de Cristo. Ele orou buscando entender o lugar da cruz no evangelho e, segundo relatou depois, viu o sentido de João 3:16 tomar forma diante de si.

Ali escreveu a primeira estrofe e o refrão de Rude Cruz. Completou o hino meses depois, entre dezembro de 1912 e janeiro de 1913, durante reuniões evangelísticas em Sturgeon Bay, Wisconsin. A versão final estreou em 7 de junho de 1913, em Pokagon, Michigan.

O hino só ganhou alcance nacional quando Bennard vendeu os direitos autorais à editora de Homer Rodeheaver, por volta de 1920, cujas gravações o levaram a igrejas de todo o país. Ao longo da vida, compôs mais de 300 outros hinos, mas nenhum se aproximou do impacto de Rude Cruz.

Bennard morreu em Reed City, Michigan, em 10 de outubro de 1958, décadas depois de escrever aquela estrofe numa noite de humilhação. Sua história lembra que o evangelho, muitas vezes, floresce não apesar da fraqueza, mas através dela.

Hoje Rude Cruz é cantado em vários idiomas ao redor do mundo, mantendo viva a mensagem da expiação em igrejas que talvez nunca conheçam o nome de quem a escreveu.

“Eu vi Cristo e a cruz inseparavelmente. Foi como ver João 3:16 sair da página impressa, tomar forma e representar o sentido da redenção.”
George Bennard · Relato do próprio Bennard sobre a criação do hino Rude Cruz (The Old Rugged Cross), registrado por George W. Sanville antes de 1943 e citado em obras de referência sobre a história de hinos cristãos (ex.: Hymnology Archive)
Linha do tempo
1873

Nascimento em Youngstown, Ohio

1897

Ingressa no Exército de Salvação como oficial

Serve ao lado da esposa Araminta, pregando pelos Estados Unidos e Canadá.

outono de 1912

Escreve a primeira estrofe e o refrão de Rude Cruz, em Albion, Michigan

O verso nasce depois de enfrentar zombaria numa reunião evangelística.

dez 1912 - jan 1913

Conclui o hino em Sturgeon Bay, Wisconsin

Termina a composição durante reuniões evangelísticas com o companheiro Ed Mieras.

13 fev 1913

Registra o direito autoral do hino

7 jun 1913

Rude Cruz é apresentado pela primeira vez completo, em Pokagon, Michigan

1915

O hino é publicado pela primeira vez, no hinário Heart and Life Songs

ca. 1920

Vende os direitos autorais à editora de Homer Rodeheaver

As gravações da editora difundem o hino por igrejas de todo o país.

1958

Morre em Reed City, Michigan

Obras e marcos

Rude Cruz (The Old Rugged Cross)

1912-1913

Escreve a primeira estrofe em Albion, Michigan, e conclui o hino meses depois em Sturgeon Bay, Wisconsin.

Oficial do Exército de Salvação

1897

Serve como oficial ao lado da esposa Araminta, pregando pelos Estados Unidos e Canadá.

Estreia pública de Rude Cruz

7 jun 1913

O hino completo é apresentado pela primeira vez na Primeira Igreja Metodista Episcopal de Pokagon, Michigan.

Heart and Life Songs

1915

Co-edita o hinário que traz a primeira publicação impressa de Rude Cruz.

Venda dos direitos autorais

ca. 1920

Vende os direitos de Rude Cruz à editora de Homer Rodeheaver, cujas gravações popularizam o hino nacionalmente.

Mais de 300 hinos

1913-1958

Compõe centenas de outros hinos ao longo do ministério, ainda que nenhum alcance a fama de Rude Cruz.

Cruz memorial em Reed City

1954

Uma cruz é erguida e dedicada perto de sua casa em Reed City, Michigan, em homenagem ao hino.

Contribuições
1

O hino mais cantado sobre a expiação

Rude Cruz tornou-se um dos hinos mais executados do cristianismo do século 20, cantado em cultos, funerais e celebrações da Páscoa.

2

Ministério itinerante

Como evangelista metodista, pregou por décadas pelos Estados Unidos e Canadá, unindo música e mensagem em suas campanhas.

3

Vasta produção hínica

Compôs mais de 300 hinos ao longo da vida, ainda que apenas um tenha atravessado gerações e fronteiras.

4

Difusão por gravação

A parceria com a editora de Homer Rodeheaver levou o hino a alcançar um público muito além dos púlpitos onde Bennard pregava.

Legado missionário

Rude Cruz foi traduzido para vários idiomas e ainda é cantado em igrejas ao redor do mundo.

O hino se tornou parte do repertório padrão de campanhas evangelísticas e cultos de Sexta-feira Santa ao redor do mundo.

Sua história de composição, marcada pela zombaria e pela oração, lembra pregadores e missionários de que a fraqueza humana não impede a mensagem de alcançar nações inteiras.

Permanece hoje como um dos poucos hinos que atravessam divisões denominacionais, unindo tradições diferentes em torno da mesma melodia sobre a cruz.

Outras pessoas