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A identidade da nação
Os Emirados Árabes Unidos são uma federação jovem, nascida em 1971 da união de sete emirados às margens do Golfo Pérsico. Em pouco mais de cinco décadas, a nação saltou de aldeias de pescadores e beduínos do deserto para uma das economias mais dinâmicas do mundo, com arranha-céus, portos e aeroportos que conectam o Oriente ao Ocidente. Abu Dhabi é a capital política e Dubai, o grande centro comercial e turístico.
A identidade emiratense é profundamente árabe e muçulmana. O islã sunita molda a vida pública, o calendário e os valores da nação, e a hospitalidade, o café com tâmaras e o majlis, espaço tradicional de encontro reconhecido pela Unesco, seguem no coração da cultura. Os emiratenses nativos são minoria em seu próprio país: cerca de nove em cada dez habitantes são estrangeiros, vindos sobretudo do sul da Ásia, do mundo árabe, das Filipinas e do Ocidente.
Esse mosaico humano torna os Emirados um cruzamento de povos como poucos no planeta. Lado a lado vivem muçulmanos, hindus, cristãos e budistas. A presença cristã é quase inteiramente formada por migrantes, que se reúnem em compostos de igrejas autorizados pelo governo. Para o emiratense nativo, porém, o evangelho permanece praticamente desconhecido, e a conversão é cercada de barreiras familiares, sociais e legais.
A riqueza do petróleo e do comércio trouxe prosperidade material visível, mas também os desafios espirituais da fartura: o materialismo, a ostentação e a busca de identidade no consumo. Ao mesmo tempo, milhões de trabalhadores migrantes sustentam a economia, muitos longe da família e em condições de trabalho duras, abrindo portas para o cuidado e a esperança.
Os Emirados são, assim, uma nação de contrastes: tradição beduína e modernidade extrema, abundância e necessidade, abertura ao mundo e fechamento ao evangelho entre os nativos. É um lugar onde gente de quase todas as nações se encontra, e onde Deus pode usar esse encontro para que muitos ouçam dele pela primeira vez.
Os Emirados Árabes Unidos ocupam o canto sudeste da Península Arábica, com longa costa no Golfo Pérsico e uma faixa no Golfo de Omã. O território é em grande parte deserto plano e dunas, com oásis no interior e as montanhas Hajar a leste. O clima é desértico, quente e árido, e a água doce é escassa, vinda em boa parte da dessalinização.
Arroz aromático com carne, frango ou peixe, temperado com lima seca (loomi) e açafrão, considerado o prato nacional.
Mingau espesso de trigo e carne cozido por horas, tradicional no Ramadã e em casamentos.
Bolinhas de massa fritas, crocantes por fora e macias por dentro, regadas com calda de tâmara e gergelim.
Café árabe servido com tâmaras, ritual central da hospitalidade emiratense.
Ensopado cremoso de peixe ou frango com arroz e especiarias.
Cultura e espiritualidade
Receber o visitante com café e tâmaras é honra e dever; a generosidade define o caráter emiratense.
Espaço tradicional de encontro, reconhecido pela Unesco, onde família e comunidade conversam e resolvem questões.
A oração, o Ramadã e os valores islâmicos orientam o calendário e a vida pública.
Os laços de família estendida e de tribo são base da identidade e da honra.
Cerca de 90% da população é estrangeira; nativos são uma minoria privilegiada em seu próprio país.
Heranças beduínas convivem com arranha-céus, luxo e tecnologia de ponta.
Onde se concentra a batalha
Áreas de batalha espiritual e cativeiro cultural a serem cobertas em oração. Toque em cada ponto para entender:
A riqueza do petróleo e do comércio alimenta a busca de identidade no luxo e no consumo.
A fé muçulmana e a cidadania se fundem, dificultando qualquer caminho fora do islã.
O emiratense que crê em Cristo enfrenta rejeição da família, da tribo e da lei.
Uma sociedade de dois mundos, com privilégios e exclusões marcadas.
Milhões de migrantes sustentam o país, muitos em jornadas duras e longe dos seus.
A pressão de preservar a honra familiar pesa sobre escolhas pessoais e espirituais.
Hinduísmo, budismo e outras crenças chegam com os povos do sul da Ásia.
A fartura material convive com solidão e busca de sentido.
O povo emiratense permanece praticamente sem acesso à fé cristã.
Os Emirados Árabes Unidos figuram entre as nações onde os cristãos enfrentam pressão significativa. Migrantes cristãos têm liberdade de culto em ambientes privados ou em compostos de igrejas designados pelo governo, mas é proibido por lei compartilhar o evangelho ou orar em público.
A perseguição mais severa recai sobre o emiratense que se converte do islã para Cristo. Esses crentes enfrentam forte pressão da família e da comunidade, além do risco legal, e por isso vivem a fé em sigilo. A apostasia e o proselitismo são tratados como ofensas graves.
Relatórios recentes apontam aumento da violência ligada à fé, o nível mais alto registrado no país nos últimos cinco anos. Ainda que a nação não esteja entre as mais perigosas do mundo para os cristãos, a tendência tem se agravado, e a liberdade para anunciar a Jesus permanece cerceada.
O score de perseguição vai de 0 a 100: quanto maior, maior a pressão sobre os cristãos.
Os Emirados Árabes Unidos são um dos maiores cruzamentos de povos do mundo. Os emiratenses nativos, sunitas, formam apenas cerca de um décimo da população e seguem em sua quase totalidade sem acesso ao evangelho. A maioria são migrantes do sul da Ásia, do mundo árabe, das Filipinas e de muitas outras nações, entre eles grandes grupos hindus, muçulmanos e budistas ainda não alcançados. Essa concentração de povos faz do país um lugar estratégico, onde gente de muitas terras pode ouvir de Cristo.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Fonte: Joshua Project. Estimativas, podem variar.
Logística para quem deseja ir
sobretudo em Dubai e Abu Dhabi
Valores de referência (base: Numbeo). Confirme antes de viajar.
Interceda por esta nação
Cada nação carrega um propósito redentor. Marcas que parecem fazer parte da identidade que Deus deseja restaurar:
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