Povo
+3
Nasha Ila - Flickr, CC BY-NC-SA 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado
Baloch do sul
Os baloch do sul formam um dos ramos do grande povo baloch, espalhado hoje entre o Irã e a península Arábica, do golfo de Omã às costas dos Emirados e do Catar. Falam uma variedade própria da língua balochi e carregam uma identidade que atravessa fronteiras nacionais sem se dissolver nelas: onde quer que estejam, seguem se reconhecendo como baloch antes de tudo.
São um povo de origem iraniana com raízes muito antigas na região que ficou conhecida como Baloquistão, uma terra árida de montanhas e vales secos. A migração para o litoral do golfo de Omã levou parte do povo a se tornar também gente do mar, vivendo entre a pesca, o comércio costeiro e os laços que sempre mantiveram com as terras de origem.
A hospitalidade, a honra e a lealdade à família e ao clã estão no centro de quem são os baloch do sul. É um povo que valoriza acolher o estrangeiro, resolver conflitos pela palavra dos mais velhos e transmitir sua história por meio de canções e poesia, mais do que pela escrita.
A origem do nome baloch é incerta, e a própria história do povo se perde em tradições orais que remontam a tempos muito antigos. O que se sabe com mais segurança é que os baloch se estabeleceram na região que hoje leva seu nome por volta do século XII, numa terra de relevo difícil entre o Irã, o Afeganistão e o subcontinente indiano.
Com o tempo, famílias e clãs baloch se espalharam para além do planalto original, levados pelo comércio, pela busca de pastagens e pelo mar. Assim surgiram comunidades baloch na costa do golfo de Omã e, mais tarde, nos países do Golfo, onde os baloch do sul constituem hoje uma presença antiga e estabelecida, ainda ligada por laços de parentesco e memória à terra de origem.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Omã Não alcançado
|
36%
|
645.000 |
Irã Não alcançado
|
33,8%
|
607.000 |
Emirados Árabes Unidos Não alcançado
|
25,3%
|
453.000 |
Catar Não alcançado
|
3,4%
|
61.000 |
Arábia Saudita Não alcançado
|
0,9%
|
16.000 |
Somália Não alcançado
|
0,7%
|
12.000 |
Tradicionalmente, os baloch combinam a pastorícia semi-nômade, criando ovelhas, cabras e gado, com a agricultura nos poucos vales onde a água permite plantar. Nas comunidades costeiras do golfo de Omã, a pesca e o comércio marítimo se somaram a esse modo de vida, e muitos baloch do sul hoje vivem também em cidades, trabalhando no comércio e em serviços.
A vida social gira em torno da família extensa e do clã, com os mais velhos e os líderes tribais orientando decisões importantes e mediando disputas. A hospitalidade ao estrangeiro é tratada quase como um dever sagrado, e a honra da família pesa em cada escolha, do casamento ao modo de resolver um desentendimento.
Os baloch do sul são praticamente todos muçulmanos sunitas, e essa fé está profundamente entrelaçada com o que significa ser baloch: pertencer ao povo é, na prática, pertencer ao islã. Ao lado da prática islâmica formal, persiste entre eles um forte substrato de crenças populares, com espíritos, amuletos e curandeiros ocupando um lugar real na vida cotidiana, especialmente diante de doenças e aflições.
Essa mistura de islã sunita e religiosidade popular dá à fé baloch um caráter prático e comunitário, vivido nas mesquitas, nas festas familiares e nos rituais de passagem, mas também nas soluções buscadas fora deles quando a vida aperta.
A língua balochi do sul já recebeu um Novo Testamento, fruto de um longo trabalho de tradução, além de materiais em áudio e vídeo, incluindo um filme sobre a vida de Jesus. Ainda assim, esses recursos permanecem pouco conhecidos entre os próprios baloch, e o acesso a eles depende muito de rádio, gravações e do boca a boca, já que a leitura de textos religiosos formais não faz parte do cotidiano da maioria das famílias.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Etapa atual
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os baloch do sul, ser baloch e ser muçulmano são praticamente a mesma coisa aos olhos da comunidade, o que torna qualquer aproximação de outra fé um risco à pertença à família e ao clã. A dispersão do povo por vários países do Golfo e do Irã, cada um com suas próprias restrições à conversão religiosa, soma-se ao isolamento social de quem se afasta do islã, tornando raro o primeiro contato com uma fé diferente e ainda mais raro que ele encontre continuidade.
Como povo de origem migrante, muitos baloch do sul vivem hoje como trabalhadores em países que não são o seu, o que traz necessidades ligadas à moradia, ao trabalho digno e à manutenção dos laços familiares à distância. Há também uma carência profunda de qualquer comunidade cristã na própria língua e cultura: praticamente não existem igrejas ou grupos de fé entre os baloch do sul, o que deixa quem se interessa por Jesus sem referência de comunhão, discipulado ou apoio de outros que compartilhem a mesma fé e a mesma cultura.
Ore por Baloch do sul
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
Acessar Calendário de Oração