Marcos é o evangelho mais curto e o mais rápido dos quatro. Há poucos discursos longos e muita ação: Jesus cura, ensina, expulsa demônios e enfrenta a oposição religiosa quase sem pausa.
No grego original, o termo traduzido por imediatamente aparece dezenas de vezes ao longo do texto, dando à narrativa um ritmo urgente. Cada cena parece empurrar o leitor para a seguinte, como se não houvesse tempo a perder.
A tradição da igreja atribui o livro a João Marcos, jovem que acompanhou Paulo e Barnabé em parte da primeira viagem missionária. Mais tarde, ele se tornou próximo colaborador do apóstolo Pedro em Roma.
Boa parte do que Marcos registra reflete a pregação e as lembranças pessoais de Pedro, testemunha ocular dos fatos. Por isso, o evangelho traz detalhes vívidos, quase de quem estava presente.
Escrito para cristãos de Roma, muitos deles gentios que enfrentavam perseguição, o livro apresenta Jesus como o Servo de Deus. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos.
Cerca de um terço do livro é dedicado à última semana de Jesus, à sua prisão, ao julgamento e à cruz. Para Marcos, a cruz não é uma derrota inesperada, mas o propósito para o qual Jesus veio.
Jesus também pede sigilo sobre milagres e sobre sua identidade em vários momentos. Ele quer ser reconhecido, antes de tudo, como o Servo que sofre, não apenas como alguém que faz prodígios.
Os discípulos aparecem sem retoques: duvidam, discutem sobre quem é o maior e fogem no momento decisivo. Ainda assim, são chamados de volta e enviados a pregar o evangelho a todas as pessoas.
Leia Marcos e veja Jesus em movimento, servindo, sofrendo e chamando outros para servir como ele serviu.