Bete-Áven é um lugar pequeno e quase esquecido nas Escrituras, citado apenas de passagem. Seu nome significa casa da iniquidade, quase um trocadilho com Betel, que significa casa de Deus.
No livro de Josué, Bete-Áven aparece só como referência geográfica. Fica perto de Ai e a leste de Betel, marcando um trecho da fronteira norte da tribo de Benjamim, numa região desértica das montanhas centrais de Canaã.
Em 1 Samuel, o nome volta a aparecer numa batalha. Depois do ataque corajoso do príncipe Jônatas contra os filisteus, o Senhor deu a vitória a Israel, e o combate se espalhou para além de Bete-Áven.
Séculos depois, o profeta Oseias usa o mesmo nome de um jeito diferente. Ele passa a chamar Betel, o antigo santuário onde Jacó encontrou Deus, de Bete-Áven, por causa do bezerro de ouro que o rei Jeroboão havia instalado ali para o povo adorar.
O que era casa de Deus havia se tornado, na prática, casa da iniquidade. Oseias adverte Israel a não subir até lá e anuncia que aquele ídolo será levado para o exílio.
Bete-Áven lembra que um lugar de encontro com Deus pode se tornar, pela idolatria, um lugar de juízo.
