Bandeira de Síria

Ásia · Oriente Médio

Síria

CapitalDamasco
LínguaÁrabe
População26,1 milhões
RepúblicaMaioria muçulmana, com minorias cristãs, drusas e alauítasEconomia em reconstrução após a guerra
Governo de transição após a queda do regime de Assad em 2024.
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Conheça

A identidade da nação

Sobre a nação
Sobre Síria

A Síria é um dos berços da história bíblica e da igreja cristã. Foi na estrada para Damasco que Saulo de Tarso, perseguidor dos primeiros cristãos, teve um encontro com Jesus e se tornou o apóstolo Paulo, um dos maiores missionários de todos os tempos. Damasco é considerada uma das cidades mais antigas do mundo ainda habitadas, e por séculos abrigou uma comunidade cristã vibrante ao lado da maioria muçulmana.

Hoje esse legado enfrenta uma ameaça real. Depois de treze anos de guerra civil e da queda do antigo governo em dezembro de 2024, a Síria vive um momento de transição incerta. Grupos armados de diferentes origens disputam influência, e a população, cansada da guerra, tenta reconstruir a vida em meio à destruição de cidades inteiras, como Alepo e Homs.

A comunidade cristã síria, que já foi numerosa e influente, encolheu de forma drástica. Restam hoje cerca de 300 mil cristãos, muito menos do que havia dez anos atrás. Igrejas antigas, algumas com raízes que remontam aos primeiros séculos do cristianismo, ficaram vazias com a emigração em massa. Um ataque à igreja ortodoxa de Mar Elias, em Damasco, em 2025, mostrou como a insegurança recaiu com força sobre essas comunidades.

Ainda assim, a Síria segue sendo um território de grande importância espiritual. Trinta grupos étnicos vivem no país, e dezenove deles são considerados não alcançados pelo evangelho. Curdos, alauítas, drusos e árabes muçulmanos formam um mosaico de povos que, em sua maioria, nunca tiveram contato próximo com a mensagem de Jesus.

Orar pela Síria é orar por um povo marcado pela dor da guerra, mas também guardião de uma herança bíblica única. É pedir que, da mesma forma que aconteceu com Paulo na estrada para Damasco, muitos sírios tenham um encontro pessoal e transformador com Jesus Cristo.

História
  • Antiguidade Damasco é uma das cidades mais antigas do mundo, habitada de forma contínua há milênios
  • Cerca de 37 d.C. Saulo de Tarso é convertido na estrada para Damasco e batizado pelo discípulo Ananias, tornando-se o apóstolo Paulo
  • Séc. VII Exércitos árabes muçulmanos conquistam a região, que passa a integrar um grande império islâmico, com Damasco como capital
  • 1516-1918 A região faz parte do Império Otomano por quatro séculos
  • 1920-1946 A Síria fica sob mandato da França, que ocupa o território após a Primeira Guerra Mundial
  • 1946 A Síria conquista a independência plena
  • 1963 Um golpe de Estado leva um novo partido ao poder
  • 1971 Uma mesma família se consolida no governo, iniciando um domínio que dura mais de cinco décadas
  • 2011 Protestos da Primavera Árabe são reprimidos com violência, dando início à guerra civil
  • 2011-2024 Treze anos de guerra civil deixam centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados
  • 2024 O antigo governo cai em dezembro, encerrando mais de cinco décadas de domínio da mesma família; um governo de transição assume o poder
  • Hoje O país tenta se reconstruir em meio à fragilidade política, à insegurança e à fuga de minorias religiosas
Idiomas
  • Árabeidioma oficial e majoritário, falado por cerca de 90% da população, no dialeto levantino do dia a dia
  • Curdofalado pela minoria curda, principalmente no norte e no nordeste do país
  • Aramaicoainda falado em poucas aldeias ao norte de Damasco, como Maalula, uma das últimas comunidades do mundo a manter viva a língua que Jesus falava
  • Armêniofalado por descendentes de armênios que se refugiaram no país após o genocídio de 1915
  • Assírio (siríaco)falado por comunidades cristãs assírias, sobretudo no nordeste do país
  • Circassiano e turcomanofalados por pequenas minorias étnicas espalhadas pelo território
Geografia, cidades e clima

A Síria fica no Oriente Médio, na costa leste do mar Mediterrâneo, entre a Turquia, o Iraque, a Jordânia, Israel e o Líbano. O território combina uma faixa litorânea estreita e fértil, cadeias de montanhas a oeste e um grande planalto que se estende para o leste, cortado pelo rio Eufrates, a principal fonte de água do país. Cerca de 60% do território é desértico ou semidesértico, e a maior parte da população vive na faixa mais úmida entre o litoral e o vale do Eufrates.

Principais cidades

  • Damascocapital e uma das cidades mais antigas do mundo, com um centro histórico reconhecido pela Unesco
  • Alepoantigo polo comercial, com uma cidadela medieval e um dos maiores mercados cobertos do mundo, ainda em reconstrução após a guerra
  • Homscidade central que liga a capital ao norte e ao leste do país, uma das mais atingidas pelo conflito
  • Latakiaprincipal porto do país, no litoral do Mediterrâneo
  • Tartuscidade portuária no litoral, mais tranquila e menos afetada pela guerra
  • Palmira (Tadmor)cidade próxima às ruínas da antiga Palmira, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Oriente Médio

Clima e temperatura

Litoral mediterrâneoverões quentes e secos e invernos suaves e chuvosos, a região mais úmida do país
Planalto e deserto interiormais da metade do território é seco, com grande diferença de temperatura entre o dia e a noite
Montanhas ocidentaisrecebem neve entre dezembro e abril
Verão (junho a agosto)calor intenso no interior, podendo passar de 40°C
Inverno (dezembro a fevereiro)frio e chuva concentrados no litoral e nas montanhas
Pessoas conhecidas
Ananias de Damasco
discípulo de Damasco que, segundo o livro de Atos, batizou o apóstolo Paulo
João Damasceno
monge e teólogo nascido em Damasco no século VII, autor de hinos ainda usados na igreja oriental
Zenóbia
rainha de Palmira no século III, lembrada até hoje por desafiar o Império Romano
Comidas típicas
🥙

Quibe (kibbeh)

prato nacional, feito de carne moída com trigo em grão partido (bulgur), temperado e assado, frito ou servido cru

🧆

Falafel

bolinho frito de grão de bico, servido dentro do pão árabe com legumes e molho de gergelim (tahine)

🫓

Homus

pasta cremosa de grão de bico, tahine, limão e alho, servida com pão árabe

🌯

Xauarma (shawarma)

fatias finas de carne assadas lentamente no espeto, enroladas no pão árabe

🥗

Tabule

salada fresca de trigo para quibe, salsinha, hortelã, tomate e limão

🍆

Cusa

pequenas abobrinhas recheadas com arroz e carne, cozidas em caldo de tomate ou de iogurte

🍯

Baclava

doce em camadas finas de massa, nozes picadas e calda de mel ou açúcar

Café árabe

café forte, servido em xicrinhas pequenas, às vezes aromatizado com cardamomo

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Entenda

Cultura e espiritualidade

2a · A cultura

Pontos culturais

Hospitalidade

receber bem os visitantes com café, chá e comida é um valor central da cultura síria

Souks (mercados cobertos)

mercados tradicionais, como o de Alepo e o Al-Hamidiyah em Damasco, são centros de comércio e vida social há séculos

Poesia e música árabe

a Síria tem longa tradição de poetas e cantores, com forte presença na cultura árabe em geral

Artesanato

Damasco é famosa pelo trabalho em madeira com incrustação (marchetaria) e por tecidos de seda desde a Antiguidade

Diversidade religiosa

muçulmanos sunitas, alauítas, drusos, cristãos de várias tradições e outras minorias convivem no mesmo território há séculos

Cidades milenares

Damasco e Alepo estão entre as cidades mais antigas do mundo habitadas sem interrupção

O que evitar
Indicadores socioeconômicos

2b · O campo

Religiões
Muçulmanos90%
Católicos3,1%
Ortodoxos3%
Outras religiões2,2%
Sem religião1,4%
O que precisa ser redimido · Onde a nação se afastou de Deus

Áreas de batalha espiritual e cativeiro cultural a serem cobertas em oração. Toque em cada ponto para entender:

a identidade de grupo (sunita, alauita, curdo, druso) muitas vezes pesa mais do que a fé ou a unidade nacional

anos de vigilância e guerra deixaram marcas profundas de suspeita entre vizinhos e famílias

seguir o Islã é visto como parte de pertencer à família e à nação, o que dificulta qualquer mudança de fé

o ciclo de violência da guerra alimenta o desejo de retaliação entre grupos que se enfrentaram no conflito

décadas de governo autoritário formaram o hábito de depender de líderes fortes, mesmo na vida espiritual

crenças em amuletos, no mau-olhado e na intercessão de santos populares se misturam à prática religiosa do dia a dia

a destruição material e a perda de parentes deixam muitas famílias sem esperança de futuro

a fuga em massa de cristãos ameaça apagar séculos de presença cristã contínua no país

décadas de abuso de poder corroeram a confiança da população nas instituições

o mercado paralelo e a economia de sobrevivência empurram muitas famílias para atalhos desonestos

Liberdade e alcance
Perseguição religiosa

Depois da queda do antigo governo em dezembro de 2024, a Síria se tornou um dos lugares mais perigosos do mundo para quem segue Jesus. Em pouco tempo, o país saltou dezenas de posições na lista de perseguição da organização Portas Abertas e passou a integrar o grupo de nações com o nível mais alto de perseguição a cristãos.

Em junho de 2025, um ataque suicida atingiu a igreja ortodoxa de Mar Elias, em Damasco, durante um culto, matando dezenas de pessoas e ferindo muitas outras. Foi o primeiro ataque desse tipo na capital desde a queda do antigo governo, e mostrou o quanto os cristãos ficaram vulneráveis num país em transição, sem forças de segurança consolidadas.

Restam hoje cerca de 300 mil cristãos na Síria, muito menos do que havia dez anos atrás. A guerra civil, que durou treze anos, e a insegurança que veio depois da mudança de governo levaram famílias inteiras a deixar o país, esvaziando igrejas que existem desde os primeiros séculos do cristianismo.

Grupos extremistas armados continuam ativos em várias regiões, e minorias religiosas, entre elas os cristãos, os alauítas e os drusos, vivem com medo de retaliação e discriminação. Quem deixa o Islã para seguir Jesus enfrenta risco de rejeição da própria família e, em alguns casos, de violência.

O score de perseguição vai de 0 a 100: quanto maior, maior a pressão sobre os cristãos.

Povos não alcançados

A Síria tem 30 grupos étnicos catalogados pelo Joshua Project, e 19 deles são considerados não alcançados, isto é, sem uma igreja local com força e recursos suficientes para evangelizar seu próprio povo. Os árabes sírios são o maior grupo, seguidos por curdos, alauítas e drusos. Apesar da presença cristã milenar no país, apenas 0,2% da população é evangélica, e a guerra civil, seguida da onda recente de emigração, reduziu ainda mais a igreja local.

No país i
5,4%cristãos
0,2%evangélicos
Por população i
35,4%não alcançada
0%significativamente alcançada
  • 9,3 mi Não alcançado 35,4%
  • 16,4 mi Pouco alcançado 62,8%
  • 278 mil Superficialmente alcançado 1,1%
  • 165 mil Parcialmente alcançado 0,7%
  • 0 Significativamente alcançado 0%
Por grupos de povos i
30grupos de povos
19não alcançados · 63,3%
  • 19 Não alcançado 63,3%
  • 4 Pouco alcançado 13,3%
  • 5 Superficialmente alcançado 16,7%
  • 2 Parcialmente alcançado 6,7%
  • 0 Significativamente alcançado 0%

Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.

Alguns povos não alcançados deste país

Fonte: Joshua Project. Estimativas, podem variar.

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Ore

Interceda por esta nação

O chamado de Deus sobre a nação

Cada nação carrega um propósito redentor. Marcas que parecem fazer parte da identidade que Deus deseja restaurar:

Um povo com raízes bíblicas profundasHospitalidade e acolhida ao estrangeiroResiliência diante do sofrimentoGuardiões de línguas milenares como o aramaicoPonte entre povos árabes, curdos e outras etniasMemória viva da igreja dos primeiros séculos
Pelo que orar
Intercessão pela Síria
Ore pela paz e estabilidade política num país que ainda vive a transição depois de décadas de governo autoritário e treze anos de guerra civil.
Peça proteção para as igrejas e comunidades cristãs, alvo de ataques como o de Mar Elias, em 2025.
Ore por cura para as famílias que perderam parentes e lares na guerra, e por reconciliação entre grupos que se enfrentaram no conflito.
Peça que o pequeno número de cristãos que resiste no país tenha coragem para permanecer e força para servir sua nação.
Peça que os milhões de refugiados sírios espalhados por outros países encontrem oportunidade de conhecer o evangelho fora de sua terra.
Ore para que o Espírito Santo toque o coração de muçulmanos sírios, mesmo em meio ao medo e à insegurança.
Peça por reconstrução material e espiritual das cidades destruídas, como Alepo e Homs.
Ore por sabedoria para o governo de transição, para que proteja a liberdade religiosa de todos os grupos do país.
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Logística para quem deseja ir

Horário local
Horário local · Damasco
--:--:--
· · UTC+3
--:--
Brasília

Custo de vida
Refeição em restaurante simples US$ 4,50

preço citado em dólar; a moeda local passou por uma reforma monetária em 2026 e a cotação ainda é instável

Refeição completa para duas pessoasUS$ 29 preço médio de um jantar de três pratos em restaurante de nível médio
Custo mensal para uma pessoa, sem aluguelcerca de US$ 427 estimativa do Numbeo para despesas básicas
Custo mensal para uma família de quatro pessoas, sem aluguelcerca de US$ 1.516 inclui alimentação, transporte e contas básicas
Aluguelvalores muito instáveis o mercado imobiliário ainda reflete os efeitos da guerra e da reconstrução

Custo nas cidades

Damascocapital, com preços em geral mais altos do que o resto do país
Alepocusto de vida mais baixo, mas ainda em reconstrução após a guerra

Valores de referência (base: Numbeo). Confirme antes de viajar.

Pontos práticos para quem vai
  • Segurança: a situação política ainda é instável, então busque informações atualizadas antes de qualquer deslocamento pelo país.
  • Moeda: a libra síria perdeu muito valor nos últimos anos e passou por uma reforma monetária em 2026, que retirou duas casas de zeros da moeda antiga; muitos preços ainda são cotados em dólar americano como referência.
  • Energia: cortes de eletricidade ainda são comuns em boa parte do território.
  • Internet: o acesso à internet pode ser instável ou monitorado em algumas regiões.
  • Infraestrutura: estradas, prédios e serviços em várias cidades ainda carregam marcas da guerra.
  • Idioma: o árabe é essencial no dia a dia; fora dos grandes centros, poucas pessoas falam inglês.
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Envie e sustente

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