Entre os dias 30 de maio e 5 de junho de 2026, terroristas das Forças Democráticas Aliadas (ADF) — grupo jihadista com laços reconhecidos ao Estado Islâmico desde 2019 — realizaram uma série de ataques noturnos nas aldeias de Ngadi e Mbau, na região de Beni, no leste da República Democrática do Congo. O saldo de sete dias de violência foi de pelo menos 57 cristãos mortos. Entre as vítimas estavam um pastor local e sua esposa, assassinados na aldeia de Mbau, a cerca de 20 quilômetros de Beni.
O ataque de 30 de maio em Ngadi deixou 15 mortos, e a nova investida de 2 de junho em Mbau ceifou mais 24 vidas. As comunidades atacadas estavam sob a proteção nominal das Forças Armadas da RD Congo (FARDC), apoiadas por tropas ugandesas e capacetes azuis da MONUSCO — o que levou moradores sobreviventes a questionar publicamente como homens armados conseguem atacar repetidamente em zonas com presença militar. A crueldade dos ataques, com vítimas decapitadas e casas incendiadas, levou organizações internacionais a pressionar por investigação urgente.
A ADF tem sido responsabilizada pela morte de mais de 1.100 cristãos apenas em 2026 no leste do Congo, segundo dados compilados por organizações de defesa da liberdade religiosa. O Conselho Ecumênico dos Direitos Humanos da RD Congo documentou um massacre de 70 cristãos em um único evento e acionou organismos internacionais. A violência sistêmica desta região — uma das mais ricas em minerais do mundo — reflete a convergência entre extremismo islâmico, disputas por recursos e desamparo institucional diante das comunidades cristãs rurais.
Como orar: Ore pelas famílias enlutadas de Ngadi e Mbau. Clame a Deus por proteção sobrenatural para as comunidades cristãs no leste do Congo. Interceda por pastores e líderes que continuam o ministério arriscando suas vidas. Peça a Deus que abra os olhos dos governantes congoleses e da comunidade internacional para agir com urgência diante do genocídio silencioso que se desenrola nessa região.


