Abu Sharib

Mark Fischer - Flickr, CC BY-SA 2.0, via Joshua Project

Povo não alcançado Fronteira

Abu Sharib

População107 mil
IdiomaMararit
ReligiãoIslã
Não alcançado
0,01%
Evangélicos
Africanos SubsaarianosOuaddai-Fur
Quem são

Os abu sharib vivem no leste do Chade, entre as regiões de Wadi Fira e Ouaddaí, e se chamam a si mesmos de ibilak. Diferente de muitos povos do árido norte e centro do país, eles se estabeleceram perto de rios, o que garante água para irrigar plantações e criar animais.

A agricultura está no centro da vida das aldeias: o painço é a base da alimentação, e amendoim e algodão são cultivados como produtos de venda. Também conhecidos como abou charib, fazem parte de um conjunto maior de povos do leste do Chade ligados historicamente ao povo tama, e falam a língua mararit, que os une a um grupo vizinho de mesma origem.

A vida cotidiana gira em torno da terra, da água que a irriga e dos laços de família que sustentam cada aldeia.

História e origem

O povo abu sharib migrou para o centro-leste do Chade há vários séculos, fixando-se numa faixa de terra mais fértil que a de outros grupos da mesma região árida. Sua história está entrelaçada à do povo mararit, com quem compartilha língua e origem comum, dentro do conjunto maior de povos tama do leste do país.

A proximidade de rios permitiu um modo de vida agrícola estável, diferente do pastoreio nômade comum em boa parte do Chade. Nas últimas décadas, a região também recebeu grande número de famílias que fugiram dos conflitos no oeste do Sudão, tornando o leste do Chade mais diverso e, por vezes, mais tenso.

Onde vivem
1
País
107 mil
População
PaísParcela do povoPopulação
Chade Não alcançado
100%
107.000
Como vivem

A vida dos abu sharib gira em torno da lavoura de painço, amendoim e algodão, com o trabalho organizado pela família extensa e pelos laços de aldeia. É comum que homens deixem a comunidade por um período para trabalhar fora, contribuindo com renda antes de voltar para casa. Os casamentos costumam ser arranjados entre famílias, e um homem pode ter até quatro esposas.

Os filhos, sobretudo os meninos, são vistos como bênção, e criar uma família numerosa é motivo de honra. A água dos rios próximos, incomum na região árida do Chade, dá à comunidade uma estabilidade que povos vizinhos nômades não têm.

No que creem

Praticamente todos os abu sharib são muçulmanos sunitas, e a fé islâmica está profundamente misturada a crenças populares mais antigas da região onde vivem. No início da estação chuvosa, antes de plantar o painço, é comum oferecer sacrifícios pedindo bênção sobre a colheita e chuva suficiente, um costume que antecede a chegada do islã mas que hoje convive lado a lado com a identidade muçulmana do povo.

Ser abu sharib e ser muçulmano são, na prática, quase a mesma coisa aos olhos da comunidade, e essa fusão molda desde os rituais agrícolas até os laços mais íntimos de família.

Religiões dos não alcançados
Islã99,99%
Cristianismo0,01%
Idioma e Bíblia

A língua mararit, falada pelos abu sharib, já tem um trabalho de tradução bíblica iniciado, mas ainda não existe Bíblia completa disponível no idioma. Praticamente não há literatura cristã ou material de fé em mararit circulando entre as famílias, e o acesso a conteúdo em áudio ou a porções já traduzidas segue muito limitado. Para a maior parte dos abu sharib, o primeiro contato com a mensagem de Jesus ainda dependeria de alguém falando diretamente na própria língua do povo.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)0,01%
Evangélicos0,01%
Barreiras ao evangelho

Ser abu sharib é, na prática, ser muçulmano: fé e identidade caminham juntas, e abandonar o islã é visto como romper com a família e com a comunidade. A quase ausência de uma Bíblia completa em mararit, somada à distância de qualquer igreja ou comunidade cristã na região, faz do primeiro contato com o evangelho algo raríssimo. A chegada recente de milhares de famílias deslocadas pelos conflitos no Sudão também deixa a região mais instável, dificultando ainda mais qualquer aproximação com o povo.

Necessidades

O deslocamento de milhares de famílias vindas do oeste do Sudão pressiona os já escassos recursos da região onde vivem os abu sharib, aumentando a necessidade de alimento, água e estabilidade para todos. As crianças precisam de escolas, e as famílias de assistência médica básica, hoje praticamente inexistente nas aldeias mais distantes.

No campo espiritual, o povo carece quase por completo de alguém que mostre, na prática, o amor de Cristo e anuncie as boas novas na própria língua mararit.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Por assistência médica para as aldeias mais distantes do povo.
Pelo surgimento dos primeiros seguidores de Jesus entre os abu sharib.
Por pessoas dispostas a viver e servir entre o povo abu sharib.
Por corações abertos ao evangelho, apesar do forte laço entre identidade e islã.

Ore por Abu Sharib

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

Acessar Calendário de Oração

Outros povos