Povo
Onde o evangelho ainda não chegou a este povo
103 mil pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
-
Togo Não alcançado
103.000 pessoas
Os anufos, também conhecidos como chokossi, vivem no norte do Togo, no nordeste de Gana e no norte do Benin. Chamam a si mesmos de “gente de Anu”, em memória de uma terra ancestral às margens do rio Komoé, no atual território da Costa do Marfim, de onde seus antepassados partiram para o leste.
Falam o anufo, língua da família akan. É um povo de identidade mista: em sua formação se encontraram cavaleiros de tradição mandê, soldados de origem akan e eruditos muçulmanos, que acabaram se fundindo numa só comunidade com língua e costumes próprios.
Essa herança aparece até nos nomes. As crianças recebem o nome do dia da semana em que nasceram, costume partilhado com outros povos akan, mas os anufos seguem uma ordem própria dos dias, um pequeno sinal de que a identidade deles tem traços inconfundíveis. Em Gana, grande parte das famílias vive em áreas de savana e do trabalho agrícola, e a vida em comunidade continua sendo o centro do cotidiano.
A tradição conta que, no século XVIII, grupos reunidos em torno de Anu formaram uma tropa de mercenários e partiram para o leste. Entre eles havia cavaleiros mandê, soldados de origem akan armados de mosquete e eruditos muçulmanos que preparavam amuletos. Serviram a chefes vizinhos e se demoraram na região de Gambaga, no nordeste do atual Gana.
Mais tarde, a comunidade se estabeleceu na região de Mango, no Togo, que se tornou um importante centro de comércio e a principal cidade do povo. Dessa fusão de gente de origens diferentes nasceu uma só comunidade, com língua e costumes próprios, que hoje se estende por três países.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Gana Parcialmente alcançado
|
48,4%
|
125.000 |
Togo Não alcançado
|
39,9%
|
103.000 |
Benim Parcialmente alcançado
|
11,6%
|
30.000 |
A sociedade anufo guarda a marca de suas origens. Há clãs cujas raízes se ligam aos papéis desempenhados pelos antepassados na antiga tropa, e tradicionalmente distinguem-se a nobreza, as famílias de eruditos religiosos e as pessoas comuns, cada grupo com seu lugar na vida social. O parentesco define laços, deveres e solidariedades.
A terra era tradicionalmente tratada como bem comum do grupo de parentes de cada aldeia, mesmo dos que vivem longe, e o uso dependia mais da necessidade de cada família do que de uma posse formal. O costume de dar aos filhos o nome do dia de nascimento mostra como a memória coletiva e a ligação com outros povos akan seguem presentes em gestos simples, repetidos de geração em geração.
A religião mais associada aos anufos é o islã, presente desde a origem do povo por meio dos eruditos que acompanharam a tropa fundadora e que até hoje têm lugar de destaque na tradição. O papel dos mestres religiosos, inclusive na preparação de amuletos, mostra uma fé vivida de forma muito próxima do cotidiano e da proteção da família.
Ao mesmo tempo, a vida espiritual não é igual em todos os lugares. Em Gana, sobretudo, as crenças tradicionais africanas seguem fortes e se misturam com a herança islâmica. Fé, linhagem e identidade caminham juntas, e há também algumas igrejas anufo, pequenas comunidades de pessoas que seguem Jesus.
Existe o Novo Testamento na língua anufo, o que já é um tesouro para um povo que ouve e lê o idioma do coração. Há também porções bíblicas, o filme Jesus e histórias bíblicas orais na língua, além de aplicativos com a Escritura. Mas a Bíblia completa ainda não está disponível. O desafio é que a Palavra chegue a cada família em formatos que alcancem também quem não lê, como áudio e vídeo, para que todos possam ouvir a história de Jesus de modo natural.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Etapa atual
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os anufos, fé e identidade andam juntas: a herança islâmica ligada à origem do povo e as práticas tradicionais das famílias fazem com que seguir a Jesus possa ser visto como afastar-se da linhagem e da comunidade. O peso dos clãs e dos líderes religiosos torna a decisão de uma pessoa um assunto de toda a família. Soma-se a isso a distância entre os três países onde vivem, que dificulta que os poucos crentes se conheçam, e o fato de que a Bíblia completa ainda não existe em sua língua.
Os anufos precisam de acesso à Palavra de Deus completa na sua língua e de materiais de áudio e vídeo que alcancem quem não lê. Há necessidade de obreiros que aprendam o anufo, respeitem os costumes do povo e cultivem amizades de longo prazo.
Os poucos que já creem precisam de discipulado, de comunidade e de líderes da própria cultura que os fortaleçam, inclusive com canções de louvor compostas na própria língua. Como vivem espalhados por três países, também precisam de laços entre os crentes de cada lugar, para que ninguém caminhe sozinho.
Há sinais concretos de que a semente já foi lançada. O Novo Testamento está disponível em anufo, assim como o filme Jesus, histórias bíblicas em áudio e aplicativos com a Escritura. Existem algumas igrejas entre os anufos de Gana, e começaram grupos de estudo bíblico em que as pessoas descobrem Jesus por si mesmas, com testemunhos de interessados que podem vir a se tornar discípulos comprometidos.
Ore por Anufo chokossi
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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