Povo
Terry Feuerborn - Flickr, CC BY-NC 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado
Baharlu
Os baharlus são um povo de origem turcomana do Irã, ligado à longa história das tribos de pastores que percorreram o sul do país. Sua maior presença está na província de Fars, mas há comunidades também em Kerman, Khorasan e outras regiões. Falam uma variedade muito próxima do azeri do sul, língua turca bem distinta do persa, e isso os faz herdeiros de um mundo cultural diferente do da maioria iraniana.
Durante séculos, a vida do grupo girou em torno do rebanho, da tenda e dos caminhos sazonais entre pastagens. A lealdade à tribo e à família extensa moldou a identidade de cada baharlu, e ela continua forte mesmo entre os que hoje moram em aldeias e cidades.
Os baharlus são conhecidos como uma das tribos que formaram a confederação Khamseh, ao lado de outros grupos de Fars. Ainda assim, permanecem pouco conhecidos fora do Irã, e raramente aparecem nos mapas do mundo missionário.
A origem dos baharlus é debatida entre os estudiosos. Alguns os ligam a um ramo dos shamlus, importante tribo dos guerreiros qizilbash que sustentaram a dinastia safávida. Outros veem na palavra Baharlu uma forma do nome Baranlu, a tribo da qual surgiu a dinastia turcomana dos Qara Qoyunlu. Em ambos os casos, trata-se de um povo turco que se estabeleceu no sul do Irã séculos atrás.
No século XIX, o xá Naser al-Din, da dinastia Qajar, reuniu os baharlus com outras tribos de Fars em uma confederação chamada Khamseh, que passou a ser conduzida pela poderosa família Qavam. Esse arranjo uniu povos de línguas diferentes numa mesma aliança política e marcou profundamente a memória do grupo. Com o tempo, muitos deixaram a vida nômade e fixaram-se em povoados.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Irã Não alcançado
|
100%
|
11.000 |
Tradicionalmente, os baharlus viviam da criação de ovelhas e cabras, movendo-se conforme as estações entre pastagens. Hoje muitos já se fixaram em aldeias e cidades, seja por programas de assentamento, seja pela busca de trabalho, mas a vida rural continua presente na memória e na rotina de várias famílias.
A vida social gira em torno da família extensa e da tribo, e o respeito aos mais velhos é um valor central. Entre os povos do Irã, a hospitalidade costuma ser levada a sério, e o visitante é recebido à mesa com generosidade. A mudança econômica e a migração para os centros urbanos pressionam esse modo de viver, e cada geração precisa decidir o que guardar do mundo dos pais.
Os baharlus são muçulmanos, em sua grande maioria xiitas, como a maior parte do Irã. O islã marca o calendário, as festas, os ritos de nascimento, casamento e morte, e dá linguagem às decisões da vida em família. Os líderes religiosos e o costume têm grande peso na comunidade.
Para muitos, ser baharlu e ser muçulmano são uma só coisa, e abandonar a fé dos antepassados seria entendido como romper com a família e com o povo. Em sociedades tribais como a deles, a fé costuma ser vivida em comunidade, ligada à honra e à lealdade ao grupo.
Os baharlus não têm uma tradução própria das Escrituras, mas falam uma variedade muito próxima do azeri do sul, língua em que existem o Novo Testamento e a Bíblia completa. Há também materiais em áudio e recursos para conversas sobre a fé. O desafio é que quase ninguém sabe que essas Escrituras existem, e muitos nunca ouviram alguém explicá-las na língua do coração. Em um contexto onde a literatura cristã é restrita, o áudio e o celular podem ser caminhos discretos para a Palavra chegar às famílias.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Concluída
- Bíblia completa Etapa atual
Dados de tradução: Joshua Project.
Para o baharlu, a fé está ligada à honra da família e à lealdade da tribo, de modo que seguir Cristo parece trair os antepassados e o próprio povo. Quem se interessa pelo evangelho pode enfrentar pressão dos parentes, desconfiança da comunidade e o risco real de perseguição, já que o Irã é um dos países onde a vida cristã é mais vigiada. Soma-se a isso o fato de o testemunho cristão entre eles ter sido extremamente limitado, com poucas pessoas que conheçam a cultura tribal e a língua turca de Fars e possam dar o primeiro testemunho de modo respeitoso.
Os baharlus precisam de um testemunho cristão paciente, que chegue em sua língua e respeite a hospitalidade e a honra tribal. Necessitam de Escrituras e de áudios acessíveis, de amizades duradouras e de discípulos maduros que caminhem ao lado de quem começar a perguntar sobre Jesus.
Há também necessidades concretas: o encolhimento da vida pastoril e a mudança para as cidades trazem incerteza econômica e o risco de perder laços com a tribo e com a terra. Que haja quem os ame em meio a essas transições, mostrando que o evangelho não é estranho à sua cultura, mas boa notícia para ela.
Ore por Baharlu
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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