Povo
Os Bhil Dubla são uma comunidade tribal do oeste da Índia, ligada à grande família dos povos bhil. Vivem sobretudo no sul de Gujarat, em distritos como Surat, Valsad, Bharuch e Vadodara, e também em partes de Maharashtra. Em Gujarat, a comunidade é reconhecida oficialmente como tribo, e entre os próprios Dubla há vários subgrupos, cada um com seus casamentos e costumes.
O nome “Dubla” é explicado de modos diferentes pelos estudiosos, e várias dessas explicações foram criadas por vizinhos, não pelo próprio povo. Em muitas famílias prevalece outra memória: a de descenderem de clãs rajputes que se dedicaram ao cultivo da terra. Um dos subgrupos, os Talavia, também chamados Halpati, é visto como de posição mais elevada que os demais.
São gente da terra: lavradores, trabalhadores rurais e, em muitas aldeias, vigias. A vida acontece entre campos pequenos, vilarejos e laços de parentesco que sustentam cada família.
A história dos Dubla está ligada às terras férteis do sul de Gujarat. Os estudos antigos registram que muitas famílias, ao longo dos séculos, passaram a trabalhar nas terras de grandes proprietários. Surgiu assim o sistema do hali, o trabalhador agrícola permanente, em que a família inteira servia à casa e ao campo do patrão. Pesquisadores o descrevem como uma forma de trabalho preso por dívida e dependência.
No século XX, leis e movimentos sociais foram mudando esse cenário, e o reconhecimento como tribo oficial trouxe alguns direitos e acesso a programas públicos. Ainda assim, a memória de gerações de dependência marca a maneira como o povo se enxerga e como é visto pelos vizinhos.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
119.000 |
A maior parte das famílias vive da agricultura, seja em pequenas lavouras próprias, muitas vezes de pouco rendimento, seja como diaristas nos campos de outros. Outros servem como vigias da aldeia. É comum que a família trabalhe junta, e que os filhos cedo ajudem na roça.
A vida social gira em torno da família e da própria comunidade: os subgrupos são endógamos, e os casamentos acontecem dentro deles. Laços de parentesco, festas e rituais marcam o ritmo do ano e sustentam a ajuda mútua entre as famílias, e a casa é o centro onde se aprendem a língua, os costumes e o respeito aos mais velhos.
A grande maioria é hindu, e a religião é vivida de modo próximo e prático. Cultuam divindades conhecidas em todo o hinduísmo, mas também espíritos e divindades locais ligados ao campo, à chuva, às doenças e à proteção da aldeia. Os rituais acompanham os momentos importantes da vida: nascimento, casamento, colheita e morte.
Para muitas famílias, a fé não é uma doutrina abstrata, e sim parte da identidade e da pertença. Por isso, mudar de religião costuma ser percebido como afastar-se da família e da comunidade, não apenas como uma escolha pessoal. Esse peso social faz com que o assunto seja tratado com cuidado dentro das casas.
Os Dubla falam uma variedade de língua bhil, chamada dubli, e muitos também usam o gujarati no comércio, na escola e nos meios de comunicação. O gujarati conta com a Bíblia completa, e é por essa língua que a Palavra mais facilmente chega a eles. Mas a língua do coração, aquela das conversas em casa e das histórias contadas à noite, é outra. Para quem tem pouca escolaridade, a leitura é um obstáculo real, e por isso a Palavra falada e ouvida tende a alcançar mais pessoas do que a escrita.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os Dubla, ser da comunidade e ser hindu caminham juntos, de modo que seguir Jesus pode soar como romper com a família e com os costumes dos antepassados. A pobreza e a dependência de patrões e de empregos sazonais deixam pouca margem para correr riscos sociais. Soma-se a isso a distância entre a língua do dia a dia e as línguas em que há materiais cristãos, além da pouca escolaridade. Há também pouquíssimas comunidades cristãs próprias do povo, e quem poderia dar testemunho muitas vezes é visto como estrangeiro.
Muitas famílias precisam de terra produtiva, renda mais estável, escola para os filhos e atenção à saúde. O peso de gerações de dependência e dívida ainda se faz sentir, e a dignidade do povo precisa ser reconhecida e valorizada.
No plano espiritual, o povo precisa ouvir o evangelho em sua língua e de maneira clara, por pessoas em quem confie. Precisa também de pequenas comunidades de fé nascidas entre os próprios Dubla, onde quem segue a Cristo encontre acolhimento, discipulado e coragem para permanecer ligado à sua gente.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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