Povo não alcançado
Os bonai são um povo da ilha de Sumatra, na Indonésia, que habita aldeias junto aos rios Rokan Kiri e Rokan Kanan, na província de Riau. É nas margens desses rios que se organiza a vida da comunidade, de uma aldeia à outra.
A língua que falam pertence ao conjunto das línguas malaias, e é ela que carrega a memória, os provérbios e o jeito próprio de contar a vida. Embora vivam sobretudo em áreas rurais, também há bonai em outras partes de Sumatra, sinal de que parte do povo se deslocou em busca de trabalho e novas oportunidades.
Durante muito tempo viveram afastados dos grandes centros. Hoje o isolamento diminui, e o contato com cidades, escolas e mercados cresce a cada geração. Os bonai estão assim entre a herança dos antepassados e as mudanças que chegam pelos rios e pelas estradas.
Os bonai pertencem ao mundo malaio de Sumatra, e os linguistas situam sua língua dentro do grupo malaio. Isso aponta para raízes comuns com os povos vizinhos da região, ainda que cada comunidade tenha preservado nome, costumes e identidade próprios.
Por gerações, as aldeias ribeirinhas permaneceram relativamente isoladas. As crenças tradicionais eram de natureza animista, até que o islã se tornou a fé dominante entre eles. Hoje, com mais acesso à região, a vida do povo se abre a novos contatos, e a identidade bonai se reafirma em meio a essas mudanças.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Indonésia Não alcançado
|
100%
|
17.000 |
A maioria dos bonai vive da terra. Cultivam frutas e verduras nas suas roças e criam animais, e as famílias organizam a vida em torno desse trabalho. A vida acontece em pequenas aldeias, onde parentes e vizinhos se conhecem pelo nome e partilham o trabalho, as alegrias e as dificuldades.
As aldeias, antes distantes, vêm sendo alcançadas aos poucos por escolas, comércio e estradas. Isso traz oportunidades, mas também desafia os jovens a decidir o que levar consigo da tradição dos mais velhos e o que buscar fora. Danças e cerimônias próprias marcam a herança que o povo deseja manter viva.
Os bonai antigamente seguiam crenças tradicionais de natureza animista, em que o mundo era habitado por forças e espíritos que pediam respeito. Com o tempo, o islã passou a ser a fé dominante, e hoje quase todos se identificam como muçulmanos.
A religião faz parte do sentimento de pertencer à família e ao povo. Ser bonai e ser muçulmano caminham juntos na vida da aldeia. Por isso, qualquer conversa sobre fé toca em laços muito profundos de identidade e de lealdade comunitária.
A Escritura na língua dos bonai ainda está dando os primeiros passos: existem porções bíblicas, mas o Novo Testamento e a Bíblia completa ainda não estão disponíveis. Há também o filme sobre a vida de Jesus e ensino bíblico em áudio, recursos valiosos para comunidades onde muitos aprendem mais ouvindo e vendo do que lendo. A língua do coração ainda espera ouvir toda a Palavra de Deus com clareza e beleza.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os bonai, o caminho do evangelho encontra a força da identidade: a fé islâmica está entrelaçada com a vida da aldeia e com a lealdade à família. Quem pensa diferente pode temer a incompreensão dos seus. Além disso, há pouquíssima presença cristã conhecida entre eles, poucos materiais na língua e pouco contato com quem possa explicar a mensagem de Jesus com paciência e amizade.
O desenvolvimento econômico e a educação estão entre as maiores necessidades do povo. Famílias que vivem da roça e da criação de animais precisam de melhores oportunidades de renda, de escolas que alcancem as aldeias e de caminhos para que as novas gerações prosperem sem perder suas raízes.
No campo espiritual, os bonai precisam de testemunhas que vivam entre eles com humildade, de Escrituras em sua língua e de uma comunidade de discípulos que possa surgir de dentro do próprio povo.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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