Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os boria assameses formam uma comunidade agrícola que vive no vale do Brahmaputra, no estado indiano de Assam. Seu nome deriva de um termo usado para viúva, uma referência que aponta para os costumes próprios da comunidade em torno de casamento e herança.
Falam, leem e escrevem em assamês, língua que dá nome ao próprio estado e carrega uma longa tradição literária e religiosa na região. A identidade dos boria se expressa no trabalho da terra, nos hábitos alimentares baseados em arroz e peixe, e em práticas familiares que equilibram tradição hindu com regras próprias, como a possibilidade de novo casamento para viúvas e divorciados.
Como a maioria dos povos hindus de Assam, os boria assameses seguem a cremação como rito funerário e organizam a transmissão de bens dentro da família segundo costumes bem definidos, transmitidos de geração em geração.
Os boria assameses formaram-se como comunidade dentro do mosaico étnico e de castas que caracteriza o vale do Brahmaputra, região historicamente moldada pela cultura assamesa e por sua língua, que se tornou uma das mais antigas do subcontinente a receber tradução bíblica completa. O próprio nome do povo, ligado à palavra que designa viúva, sugere uma origem associada a costumes específicos de casamento e herança que passaram a distinguir o grupo dentro da sociedade hindu local ao longo do tempo.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
194.000 |
A vida dos boria assameses gira em torno da lavoura nas terras férteis do vale do Brahmaputra, complementada por pesca, pequeno comércio e trabalho manual quando a colheita não basta. Homens costumam cuidar do preparo da terra, da aração e da venda da produção, enquanto as mulheres se dedicam ao transplante de mudas, à capina e ao beneficiamento dos alimentos colhidos em casa.
O arroz é a base da alimentação, acompanhado de carne, peixe e ovos. Depois da morte do pai, os bens da família são divididos igualmente entre os filhos homens, um costume que reforça a estrutura patriarcal da comunidade. Viúvas, viúvos e pessoas divorciadas podem casar novamente, um traço que distingue os boria de costumes mais rígidos de outras castas hindus da região.
Os boria assameses são hindus, e sua fé segue de perto os padrões das comunidades hindus do vale do Brahmaputra. A religião permeia o ciclo de vida da família, dos ritos de casamento às cerimônias que marcam a morte.
Como a maioria dos hindus assameses, cremam seus mortos, um costume que expressa a compreensão hindu sobre a alma e sua passagem para além da vida terrena. A prática religiosa está entrelaçada com a identidade étnica do povo, de modo que ser boria e ser hindu caminham juntos na vida cotidiana.
Os boria assameses leem e escrevem em assamês, língua com uma das histórias de tradução bíblica mais antigas do subcontinente indiano: o Novo Testamento já circulava nesse idioma no início do século XIX. A Escritura completa está, portanto, disponível na língua do coração do povo há muito tempo. O desafio não é a falta de texto, mas a distância entre o texto disponível e uma comunidade em que praticamente ninguém já abriu essas páginas ou ouviu alguém contar o que elas dizem.
Ser boria assamês está profundamente ligado ao hinduísmo e aos costumes de casta que organizam casamento, propriedade e ritos funerários da comunidade. Seguir Jesus significa romper com práticas que sustentam a identidade e o pertencimento ao grupo, o que expõe o convertido ao isolamento da própria família e vizinhança. Como há pouquíssimos discípulos de Cristo entre eles, quase não existe alguém de dentro do povo para explicar o evangelho em termos que façam sentido para sua cultura: a mensagem, quando chega, normalmente vem de fora, o que a torna mais estranha e mais fácil de rejeitar.
Como em boa parte do vale do Brahmaputra, o acesso à água potável limpa e segura ainda é uma necessidade concreta para muitas famílias boria assamesas. A maior carência, porém, é espiritual: praticamente não há entre eles quem já tenha ouvido o evangelho de alguém da própria comunidade, e a ausência de irmãos na fé próximos torna o primeiro contato com Cristo raro. O povo precisa de cristãos indianos dispostos a caminhar ao lado dos boria, anunciar Jesus com respeito à sua cultura e ajudar a formar os primeiros discípulos que poderão, um dia, alcançar os demais.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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