Povo
Povo não alcançado
50 mil pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
Ore por estes 50 milOs Bru Orientais são um povo das terras altas do sudeste asiático, da família mon-khmer. Vivem espalhados por três países, em aldeias de encostas e vales do interior montanhoso, e falam uma língua própria do ramo katuico. No Vietnã são mais conhecidos como Van Kieu, e no Laos recebem o nome de Bru Tri: nomes diferentes para uma mesma identidade que hoje atravessa os limites entre nações.
Durante gerações, a vida bru girou em torno da terra, da família ampliada e da comunidade da aldeia. A língua materna é o laço mais forte: é nela que se contam as histórias, se transmitem os costumes dos antepassados e se reconhece quem pertence ao povo. Embora convivam há muito tempo com povos majoritários, os Bru mantiveram um senso claro de quem são.
Hoje, muitos jovens aprendem o idioma nacional, o que abre portas na escola e no trabalho, mas traz o desafio de preservar a língua e as tradições. Os Bru Orientais são um povo discreto, pouco conhecido fora de sua região, e por isso merecem ser lembrados.
Os Bru pertencem aos povos de língua mon-khmer que habitam há muito tempo as serras do interior da península indochinesa, bem antes da formação dos Estados modernos. Por séculos viveram em comunidades relativamente autônomas, em contato com reinos e povos vizinhos das planícies, de quem receberam influências sem perder a identidade própria.
As guerras do século XX tocaram profundamente a região onde vivem. Deslocamentos, perdas e a divisão do povo entre países diferentes marcaram muitas famílias. Por isso há hoje comunidades bru em mais de uma nação, cada uma com sua experiência histórica, mas unidas por parentesco, língua e memória em comum.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Vietnã Parcialmente alcançado
|
58,3%
|
70.000 |
Tailândia Não alcançado
|
21,7%
|
26.000 |
Laos Não alcançado
|
20%
|
24.000 |
A vida cotidiana bru gira em torno da agricultura de subsistência, com o arroz no centro da alimentação e do ritmo do ano. As famílias cultivam roças nas encostas, complementam o sustento com a coleta e a criação de animais e vivem em aldeias onde os laços de parentesco organizam o trabalho, a ajuda mútua e as decisões da comunidade.
Os mais velhos são respeitados como guardiões da tradição, e a hospitalidade e a solidariedade entre vizinhos são valores muito presentes. Casamentos, colheitas e a lembrança dos antepassados reúnem as famílias em momentos de festa e de cerimônia. Em cada país, a convivência com a cultura majoritária vai moldando também o modo de vestir, de estudar e de trabalhar.
A religião tradicional bru está ligada ao mundo dos espíritos e à veneração dos antepassados. Acredita-se que forças espirituais habitam a casa, a floresta, a terra e as águas, e que é preciso manter boas relações com elas por meio de oferendas e rituais em momentos importantes, como o plantio, a doença e o luto. A fé é vivida em família e em comunidade, não como doutrina escrita.
Em algumas regiões, a convivência com vizinhos budistas deixou marcas, e muitos misturam práticas de origens diferentes sem sentir contradição. Seguir os costumes religiosos da aldeia é também uma forma de pertencer ao povo e honrar os que vieram antes. Por isso, a pergunta sobre Jesus costuma ser vivida como uma questão de família e de comunidade, mais do que de escolha individual.
A Escritura existe na língua bru oriental. O trabalho de tradução e de escrita da língua começou no século XX, com um alfabeto em letras latinas, e o Novo Testamento foi publicado há décadas, com revisões posteriores. Hoje existe também a Bíblia completa. Ter o texto disponível não significa tê-lo ao alcance de todos: muitos adultos leem pouco na própria língua, e o ensino na escola é feito em outros idiomas. Materiais em áudio e a leitura em voz alta nas casas são caminhos naturais para uma cultura que valoriza a palavra falada.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Para muitos Bru, os costumes espirituais da aldeia e a lembrança dos antepassados fazem parte de quem se é. Deixar esses ritos pode ser visto como afastar-se da família e da comunidade, e a decisão de seguir a Cristo raramente é tomada sozinha. Soma-se a isso o isolamento das aldeias de montanha, a pouca presença de igrejas e de líderes cristãos na própria língua em muitas áreas e a desconfiança que pode existir em relação a religiões consideradas de fora. Em alguns lugares, restrições à vida religiosa também dificultam a reunião e o ensino.
Como em muitas comunidades de montanha, há necessidade de escolas que valorizem também a língua materna, de acesso à saúde e de melhores condições de sustento para as famílias que vivem da terra. Espiritualmente, o povo precisa de comunidades cristãs que falem a sua língua, vivam em meio aos seus costumes e possam discipular com paciência e respeito.
Onde já existem crentes, a necessidade é de ensino bíblico sólido, líderes locais bem formados e apoio mútuo entre as igrejas pequenas e distantes umas das outras. Sobretudo, há necessidade de que o evangelho seja apresentado de forma compreensível, a partir da cultura bru, e não como algo estranho a ela.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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