Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os buol são um povo do litoral norte da ilha de Sulawesi, na Indonésia, distribuído por cerca de setenta vilarejos entre os subdistritos de Paleleh, Bunobogu, Bokat, Momunu, Biau e Baolan, próximo à fronteira com a província de Gorontalo. Falam uma língua da família gorontálica e por isso, às vezes, são vistos como um ramo próximo do povo gorontalo, com quem compartilham traços culturais e linguísticos, ainda que mantenham costumes e um senso de identidade próprios.
Vieram originalmente das montanhas do interior e hoje vivem principalmente da pesca e da lavoura de arroz, atividades que moldam o ritmo das comunidades ao longo da costa. Ainda que as vilas estejam espalhadas ao longo do litoral e o contato entre elas dependa sobretudo do mar, os buol mantêm um forte senso de identidade comum, unidos pela língua e por tradições compartilhadas mesmo quando a distância física os separa.
A história da região onde vivem os buol é marcada pela ascensão e queda de pequenos reinos, que ora disputavam território entre si, ora se uniam em confederações para se defender ou conquistar vizinhos. Em meados do século XVI, o antigo reino buol adotou o islã e passou a existir como sultanato, uma mudança que reorganizou a sociedade em camadas ligadas à família real, à nobreza e ao povo comum.
Com o tempo, essa estrutura de classes foi cedendo lugar a uma nova ordem baseada em cargos públicos ou religiosos e no nível de escolaridade, à medida que o islã e a educação formal se espalhavam pela região.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Indonésia Não alcançado
|
100%
|
112.000 |
Depois de séculos vivendo nas montanhas do interior, os buol de hoje estão espalhados por dezenas de vilarejos ao longo da costa norte de Sulawesi, banhada pelo mar de Sulawesi. A pesca e o cultivo de arroz sustentam a maior parte das famílias, e a floresta ao redor ainda oferece parte do necessário para viver.
Como não há uma boa malha de estradas ligando as comunidades, o contato entre os vilarejos buol acontece principalmente por mar. Mesmo distantes uns dos outros, mantêm um forte senso de povo único, unidos pela língua e pelos costumes compartilhados mais do que pela proximidade física.
A grande maioria dos buol segue o islã, adotado pelo antigo reino buol ainda no século XVI, quando se tornou um sultanato islâmico sob a liderança de um governante local. Desde então, a fé muçulmana se entrelaçou tão profundamente com a identidade do povo que, para a maioria, ser buol é ser muçulmano.
Ao mesmo tempo, crenças animistas tradicionais continuam fortes no dia a dia: muitos buol atribuem poder a espíritos ligados a lugares considerados sagrados e recorrem a curandeiros locais em busca de proteção contra doenças ou infortúnios. Essa combinação entre prática islâmica e visão de mundo tradicional segue moldando explicações sobre saúde, natureza e os espaços em que vivem.
O buol pertence à família linguística gorontálica, próxima do gorontalo, e ainda não conta com o Novo Testamento nem a Bíblia completa traduzidos para o idioma. Já existem porções das Escrituras publicadas e gravações de ensino bíblico em áudio preparadas para o povo buol, um caminho importante numa região onde a oralidade ainda pesa mais do que o texto escrito e nem todos têm facilidade de leitura.
Ser buol é, na prática, ser muçulmano: a fé islâmica se fundiu com a identidade do povo depois que o antigo sultanato local abraçou o islã, e seguir outro caminho é visto como romper com a própria origem. A localização isolada no litoral norte de Sulawesi, longe de boas estradas e dependente do mar para qualquer contato externo, mantém as comunidades buol afastadas de igrejas e de cristãos vizinhos.
A pesca, a exploração florestal e o turismo são apontados como as principais frentes de desenvolvimento econômico da região buol, mas isso depende de melhores estradas e meios de transporte numa área hoje isolada e ligada principalmente pelo mar. Há também a necessidade de mais irmãos gorontalo, povo vizinho e culturalmente próximo, voltarem os olhos para os buol e não apenas para as próprias necessidades espirituais. Falta ainda comunidade cristã estável e visível entre os vilarejos buol, hoje dispersos ao longo da costa e ligados sobretudo pelo mar.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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