Povo
Povo não alcançado
Os chong são um pequeno povo indígena do sudeste da Ásia, de língua pearic, um ramo da grande família mon-khmer. Vivem sobretudo no leste da Tailândia, nas províncias de Chanthaburi e Trat, entre colinas e florestas, e há registros de comunidades chong também no noroeste do Camboja, na região de Pursat, embora a presença ali seja hoje incerta.
Sua língua é aparentada do khmer, mas distinta dele, e traz a memória de gerações que viveram da terra e dos frutos da mata, entre eles o cardamomo, planta que algumas famílias colhiam e cultivavam. Hoje, muitas famílias falam também tailandês no dia a dia, e a língua dos antepassados corre o risco de silenciar.
Cada pessoa desse povo, mesmo sendo poucas e pouco conhecidas, é amada por Deus, e a história deles merece ser contada e ouvida com respeito.
Os chong pertencem ao grupo dos povos pearic, comunidades indígenas de língua mon-khmer que há muito tempo habitam as terras baixas e as serras entre a Tailândia e o Camboja. Vivendo em áreas de floresta, mantiveram por séculos modos de vida próprios ao lado de povos maiores, como os thai e os khmer.
Com o passar do tempo, o convívio cada vez mais próximo com a sociedade tailandesa levou muitos a adotar o idioma e os costumes da maioria. A língua chong é hoje falada por poucas pessoas e é objeto de iniciativas de revitalização na Tailândia.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Tailândia Não alcançado
|
55,3%
|
2.100 |
Camboja Não alcançado
|
44,7%
|
1.700 |
Tradicionalmente, os chong vivem do que a terra e a floresta oferecem. Nas colinas de Chanthaburi, o cardamomo foi uma planta importante para as famílias, que também cultivam pomares e lavouras da região. Esse conhecimento da mata passou de pais para filhos por gerações.
A vida gira em torno da família e da vila, onde a convivência com vizinhos thai é cotidiana. Nessa convivência, os mais jovens costumam adotar a língua e os hábitos da maioria, enquanto os mais velhos guardam canções, nomes de plantas e histórias que fazem parte do que significa ser chong. Há iniciativas recentes para registrar a língua e ensiná-la às novas gerações.
A fé dos chong costuma combinar o budismo, praticado em toda a região, com crenças antigas nos espíritos da floresta, da casa e dos antepassados. O templo budista marca festas e momentos importantes da vida, e ao mesmo tempo as famílias procuram manter em paz os espíritos de que depende a colheita e a saúde.
Para muitos, seguir essas tradições é parte de ser bom filho e bom vizinho. Por isso, a fé é vivida mais como costume herdado e laço comunitário do que como sistema de doutrinas estudado. Isso abre espaço para conversas sinceras sobre quem Deus é, desde que haja amizade e respeito.
A língua chong é falada por poucas pessoas e tem pouquíssimo material escrito, pois só recentemente recebeu uma forma escrita, baseada no alfabeto tailandês. Isso significa que muitos chong ouvem e leem a Palavra, quando a ouvem, em tailandês. Gravações em áudio na própria língua do coração seriam um caminho especialmente valioso para famílias que estão deixando de usar o idioma.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
A tradução ainda não começou nesta língua.
Dados de tradução: Joshua Project.
Para muitos chong, ser budista e ser parte da comunidade caminham juntos, e deixar as práticas da vila pode soar como abandonar a própria família. A população pequena e dispersa dificulta que alguém dedique tempo a aprender a língua e a cultura. Há ainda pouquíssimo material cristão em chong, e poucas igrejas próximas que falem a língua deles. Muitos talvez nunca tenham encontrado alguém que lhes apresentasse Jesus de forma clara e amiga.
O povo chong precisa, antes de tudo, de ser conhecido e de ser visitado por amigos que os respeitem e aprendam com eles. Há necessidade de valorizar a língua e a memória cultural, hoje ameaçadas, e de acesso a educação e oportunidades sem que isso signifique perder a identidade.
No plano espiritual, faltam a eles a Escritura na própria língua, testemunhas que os conheçam de perto e uma comunidade de fé em que possam crescer como chong e como seguidores de Jesus.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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