Povo
Os chopi vivem numa faixa da costa do sul de Moçambique, entre Chidenguele e Inharrime, com Zavala e a vila de Quissico no centro. Falam a língua chopi, e os mais jovens também falam português. São conhecidos pelas timbila, instrumentos de madeira parecidos com xilofones, tocados em grupo. A palavra timbila também nomeia a dança, a música e a poesia que acompanham os instrumentos.
Os grupos de Zavala ensaiam para cerimônias e festas. Cantam em chopi canções compostas pelos próprios músicos e também canções antigas. Em 2005 a Unesco proclamou as timbila chopi obra-prima do patrimônio oral e imaterial da humanidade.
No tempo do domínio português, orquestras de timbila foram levadas a Portugal: ao Porto em 1934, para a primeira Exposição Colonial, e a Lisboa em 1940, para a Exposição do Mundo Português. O governo colonial usava a música para mostrar Moçambique aos visitantes.
Mais tarde, as timbila também passaram a representar o próprio país. O reconhecimento da Unesco veio de um pedido feito pelo governo moçambicano.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Moçambique Parcialmente alcançado
|
100%
|
1.521.000 |
A maioria das famílias chopi vive da lavoura de subsistência: mandioca, milho e amendoim. Muitos também pescam. Na costa há muitos coqueiros e cajueiros.
Muitos homens trabalham nas minas da África do Sul, por isso muitas casas são chefiadas por mulheres, de várias gerações. As mulheres cultivam a terra, criam os filhos, buscam água, cozinham e vendem a produção no mercado.
A maior parte do povo segue um sistema tradicional em que os antepassados são cultuados e apaziguados, e curandeiros têm autoridade espiritual. Sacrifícios de animais são vistos como necessários para ganhar o favor dos espíritos. Cordas e fios são amarrados sob a roupa para proteção.
Muitos chopi pertencem às igrejas zione, igrejas africanas independentes que unem ensinos do Antigo Testamento a ritos tradicionais de purificação. Há também algumas igrejas católicas e protestantes. Muitos membros de igreja continuam a seguir, em parte, as crenças tradicionais.
A Bíblia completa em chopi foi publicada em 2016. O trabalho começou antes: textos saíram em 1931 e 1953, e em 1976 uma comissão com membros de várias igrejas retomou a tradução. O Novo Testamento ficou pronto em 2000. Por causa das diferenças de fala, durante muito tempo não houve acordo sobre uma tradução única. A escolhida foi a variedade falada de Mavila a Zandamela, em Zavala. A edição traz introduções, notas, glossário e cinco mapas.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Concluída
- Bíblia completa Etapa atual
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os chopi, pertencer a uma igreja nem sempre significa deixar as práticas tradicionais. Ritos de proteção e de purificação continuam entre pessoas que frequentam comunidades cristãs. Os anciãos e chefes de família, que têm peso na vida da comunidade, precisam colocar sua confiança em Cristo e não no mundo dos espíritos.
Os chopi precisam entender de forma profunda que o Criador é todo-poderoso e os ama, e que em Cristo há salvação e vitória sobre as trevas. As igrejas precisam de ensino bíblico que alcance também os que seguem práticas tradicionais.
A lavoura é o principal sustento, e as mudanças no clima a afetam. Há também falta da árvore mwenje, de cuja madeira se fazem as timbila, por causa do desmatamento.
Ore por Chopi
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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