Povo
ZIPPASGO - Wikimedia, CC BY-SA 4.0, via Joshua Project
Povo não alcançado
Cuiba
Onde o evangelho ainda não chegou a este povo
500 pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
-
Venezuela Não alcançado
500 pessoas
Os cuiba, também chamados wamonae, são um povo indígena das planícies tropicais do Orinoco, os Llanos, entre a Colômbia e a Venezuela. No lado venezuelano, vivem no estado de Apure, na região do alto rio Capanaparo e de seu afluente Riecito, em um território de savanas abertas, matas de galeria e margens alagadiças.
Pertencem à família linguística guahibo, e a língua cuiba continua viva, falada no dia a dia pela comunidade. Tradicionalmente, organizam-se em bandas ligadas por parentesco, que se deslocam pelo território conforme as estações, e essa mobilidade é parte essencial do modo como entendem a si mesmos e a terra que habitam.
Sua identidade está enraizada na relação com o rio, a caça, a pesca e a coleta. Mesmo cercados por fazendas e povoados, os cuiba mantêm um forte senso de pertencimento coletivo e uma memória própria de quem são e de onde vieram.
Os cuiba habitam os Llanos há muito tempo, bem antes da chegada dos colonizadores, e fazem parte do grande conjunto de povos guahibo que percorria as savanas entre os rios. Durante séculos, a mobilidade das bandas foi sua forma de conviver com um ambiente de cheias e secas.
A expansão da pecuária e a ocupação das terras por criadores de gado estreitaram o território que antes percorriam livremente. Houve disputas pela terra, e episódios de violência contra o povo, em que muitos foram mortos para que suas terras fossem tomadas, marcaram sua memória. Ainda hoje, o direito de circular e de viver em suas terras é uma preocupação central.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Colômbia Parcialmente alcançado
|
64,3%
|
900 |
Venezuela Não alcançado
|
35,7%
|
500 |
Tradicionalmente, vivem às margens dos rios, da caça, da pesca e da coleta de frutos e raízes, complementadas em muitos lugares por pequenas roças. As bandas se mudam ao longo do ano acompanhando os rios, a abundância de peixe e o ritmo das chuvas. A vida social gira em torno da família extensa, e a partilha do alimento entre parentes é um valor muito respeitado.
Nas últimas décadas, o contato crescente com vizinhos criadores de gado e com povoados da região trouxe novas formas de trabalho, de comércio e de escolarização. Muitas famílias vivem entre dois mundos, mantendo a língua e os laços de parentesco enquanto aprendem a negociar com a sociedade ao redor, sem abrir mão da sua maneira de estar na terra.
A espiritualidade tradicional dos cuiba entende o mundo como habitado por espíritos presentes nos rios, nas árvores, nas pedras e nos animais. A relação com esses seres orienta a caça, a pesca e o cuidado com certos lugares, e o conhecimento espiritual é transmitido pela palavra dos mais velhos e conduzido por lideranças espirituais da comunidade.
Essa fé não é um sistema separado da vida: ela se mistura ao parentesco, à terra e à memória do povo. Por isso, o que vem de fora costuma ser avaliado a partir do que significa para a família e para a banda, e não apenas como uma ideia individual. Existem pequenos grupos de cuiba que conheceram a mensagem cristã, mas a fé tradicional segue como o horizonte espiritual da grande maioria.
Existe o Novo Testamento na língua cuiba, com porções das Escrituras traduzidas desde a década de 1970, e ele está disponível em formato digital. Ainda assim, a Palavra é pouco conhecida onde o povo vive. Como a tradição é sobretudo oral, o contato com a Bíblia escrita é limitado, e o caminho mais natural até as famílias passa pela voz, pelas histórias contadas e pelo áudio na própria língua. O espanhol é a segunda língua de alguns, mas é no idioma do coração que a mensagem toca mais fundo.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Etapa atual
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
A fé tradicional está entrelaçada com o parentesco e a vida da banda, de modo que mudar de caminho espiritual raramente é uma decisão individual. A mobilidade do povo, a distância entre as comunidades e a pouca presença de cristãos em seu território dificultam o contato contínuo e o discipulado. Além disso, a desconfiança diante de quem vem de fora, fruto de uma história de perdas de terra, faz com que a mensagem precise chegar por relações de confiança construídas com paciência.
Os cuiba precisam de segurança sobre suas terras e de liberdade para viver e circular em seu território. Há também necessidade de acesso a saúde e educação que respeitem a língua e a cultura do povo, de modo que as crianças aprendam sem perder a identidade.
No campo espiritual, falta uma comunidade de fé enraizada no próprio povo, com Escrituras e ensino acessíveis em cuiba, e com discípulos que andem junto das bandas em vez de depender de visitas ocasionais. Que o evangelho seja recebido como boa notícia dentro da cultura cuiba, e não como algo estranho a ela.
Ore por Cuiba
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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