Povo
Os dhimars formam uma casta hindu da Índia central, tradicionalmente ligada à água: pescadores, barqueiros e carregadores de palanquim que por gerações serviram vilarejos ao longo de rios e lagos. Em algumas regiões o povo também é conhecido como bhoi, kahar, machandar, baraua ou palewar, nomes que variam conforme o estado e o ofício exercido.
Estão concentrados principalmente em Madhya Pradesh, Maharashtra, Chhattisgarh e Odisha, com presença menor em outros estados indianos. Falam majoritariamente hindi, além de marathi, chhattisgarhi, oriá e outras línguas locais, conforme a região onde vivem.
Apesar de hoje exercerem também outras profissões, ligadas ao comércio e a diferentes ofícios locais, a identidade dhimar continua marcada por essa vocação histórica junto à água e por um forte senso de pertencimento a uma comunidade organizada por região e função.
A origem dos dhimars remonta a comunidades de pescadores, barqueiros e carregadores de palanquim da Índia central, que se organizaram como casta dentro do sistema social hindu, associando ocupação e identidade hereditária ao longo de gerações.
Ao longo do tempo, o grupo se espalhou pelas antigas Províncias Centrais da Índia, hoje distribuído principalmente por Madhya Pradesh, mas também por Maharashtra, Chhattisgarh, Odisha e diversos outros estados indianos, sendo conhecido por diferentes nomes conforme a região, como bhoi, kahar, machandar, baraua e palewar. Essa dispersão geográfica ajuda a explicar a diversidade de línguas faladas hoje pelo povo dhimar.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
1.989.000 |
A vida dhimar tradicionalmente girou em torno dos rios e lagos da Índia central: pesca, transporte em barcos e carregamento de palanquins. Muitos também atuaram como comerciantes, ofícios que hoje convivem com o trabalho agrícola e outras ocupações urbanas em cidades e vilarejos.
O casamento entre primos em primeiro grau não é permitido, e viúvas podem se casar novamente, um costume que oferece alguma proteção social às mulheres da comunidade. A família celebra o Holi, festival hindu que marca o fim do inverno e o triunfo do bem sobre o mal, junto com outras festas do calendário hindu. Por causa da pobreza, muitas famílias não cremam seus mortos, optando pelo sepultamento como despedida final.
Os dhimars são hindus na quase totalidade, cultuando divindades como Dulha Deo, Shiva, Ganesh, Hanuman e Lakshmi, em rituais ligados aos ciclos da vida: nascimento, casamento e morte. A devoção está entrelaçada com a identidade de casta, de modo que praticar o hinduísmo e pertencer à comunidade dhimar são, para a maioria, a mesma coisa, sem espaço percebido para outra fé.
Como em muitas castas hindus da Índia central, a religiosidade cotidiana combina elementos do hinduísmo tradicional com cultos locais e crenças populares transmitidas de geração em geração, sem que isso seja percebido como contradição pela comunidade. O cristianismo é praticamente desconhecido entre eles.
O hindi, principal língua falada pelos dhimars, tem a Bíblia completa traduzida desde o início do século XIX, com múltiplas versões e recursos em áudio e aplicativos disponíveis hoje. Ainda assim, a Escritura permanece praticamente ausente do cotidiano da comunidade, pois a identidade hindu e de casta deixa pouco espaço para que ela circule ou seja considerada relevante. Para os dhimars que falam outras línguas da região, como marathi, chhattisgarhi e oriá, também já existem traduções bíblicas disponíveis.
Ser dhimar está profundamente ligado a ser hindu: a fé, o sistema de casta e os laços de parentesco formam um só tecido social, de modo que abandonar o hinduísmo é percebido como romper com a própria comunidade e família. A dispersão do povo por vários estados, cada um com sua língua e seus costumes locais, soma-se à quase total ausência de igrejas ou de cristãos conhecidos entre eles, tornando raro qualquer contato com o evangelho.
Como comunidade historicamente ligada a ofícios de baixo prestígio social em vários estados indianos, muitos dhimars ainda enfrentam dificuldades de acesso a educação, renda estável e reconhecimento social, mesmo onde já exercem outras profissões além da pesca tradicional. Essas dificuldades atravessam gerações e pesam especialmente sobre famílias mais pobres.
Há uma carência real de quem anuncie o evangelho de forma compreensível dentro da cultura dhimar, respeitando sua língua, seus costumes e sua história, e de comunidades cristãs que possam acompanhar de perto os que decidirem seguir Jesus.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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