Povo
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Povo não alcançado Fronteira
2,9 mi pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
Reino Unido Não alcançado
650.000 pessoas
Estados Unidos Não alcançado
621.000 pessoas
Tanzânia Não alcançado
587.000 pessoas
Canadá Não alcançado
292.000 pessoas
Madagascar Não alcançado
105.000 pessoas
Maláui Não alcançado
62.000 pessoas
Austrália Não alcançado
57.000 pessoas
Omã Não alcançado
56.000 pessoas
Quênia Não alcançado
52.000 pessoas
Zâmbia Não alcançado
52.000 pessoas
Moçambique Não alcançado
51.000 pessoas
Irã Não alcançado
39.000 pessoas
Mianmar Não alcançado
35.000 pessoas
África do Sul Não alcançado
35.000 pessoas
Bahrein Não alcançado
33.000 pessoas
Malásia Não alcançado
33.000 pessoas
Uganda Não alcançado
29.000 pessoas
Nova Zelândia Não alcançado
27.000 pessoas
Fiji Pouco alcançado
25.000 pessoas
Portugal Não alcançado
21.000 pessoas
Reunião Não alcançado
21.000 pessoas Os gujaratis são um povo originário do estado indiano de Gujarat, na costa noroeste da Índia, região com uma das mais antigas tradições comerciais do subcontinente. Falam a língua gujarati e carregam uma identidade forjada por séculos de trocas marítimas com a Arábia, a África e o Sudeste Asiático, o que explica por que, hoje, comunidades gujaratis vivem espalhadas por dezenas de países, do Reino Unido e dos Estados Unidos ao Quênia, à Tanzânia e a Moçambique.
Sua identidade combina o apego à terra natal, a devoção religiosa e um agudo senso prático para os negócios. Entre os gujaratis encontram-se comunidades muito diversas, como os patidares, agricultores que se tornaram empresários, os bhatias e outras castas mercantis, cada uma com seu próprio lugar dentro de uma sociedade organizada por castas e comunidades locais. Essa combinação de raízes profundas e vocação para migrar é um dos traços mais marcantes do povo gujarati.
A região de Gujarat abriga uma das civilizações mais antigas do sul da Ásia: o sítio arqueológico de Lothal, com mais de três mil anos, revela uma sociedade já dedicada ao comércio marítimo. Ao longo dos séculos, reinos hindus, a chegada do jainismo e, mais tarde, do islã moldaram a região, enquanto os portos de Gujarat conectavam a Índia à Arábia e à África Oriental.
Foi justamente essa vocação comercial que, a partir do século XIX, levou famílias gujaratis a se estabelecerem em portos e cidades da África Oriental, e depois no Reino Unido e em outras partes do mundo, formando uma das diásporas indianas mais numerosas e bem-sucedidas até hoje.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Reino Unido Não alcançado
|
22,3%
|
650.000 |
Estados Unidos Não alcançado
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21,3%
|
621.000 |
Tanzânia Não alcançado
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20,1%
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587.000 |
Canadá Não alcançado
|
10%
|
292.000 |
Madagascar Não alcançado
|
3,6%
|
105.000 |
Maláui Não alcançado
|
2,1%
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62.000 |
Austrália Não alcançado
|
2%
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57.000 |
Omã Não alcançado
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1,9%
|
56.000 |
Quênia Não alcançado
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1,8%
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52.000 |
Zâmbia Não alcançado
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1,8%
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52.000 |
Moçambique Não alcançado
|
1,7%
|
51.000 |
Irã Não alcançado
|
1,3%
|
39.000 |
Mianmar Não alcançado
|
1,2%
|
35.000 |
África do Sul Não alcançado
|
1,2%
|
35.000 |
Zimbábue Parcialmente alcançado
|
1,2%
|
34.000 |
Bahrein Não alcançado
|
1,1%
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33.000 |
Malásia Não alcançado
|
1,1%
|
33.000 |
Uganda Não alcançado
|
1%
|
29.000 |
Nova Zelândia Não alcançado
|
0,9%
|
27.000 |
Fiji Pouco alcançado
|
0,9%
|
25.000 |
Portugal Não alcançado
|
0,7%
|
21.000 |
Reunião Não alcançado
|
0,7%
|
21.000 |
A vida gujarati gira em torno da família estendida e do negócio familiar: do pequeno comércio de bairro às grandes casas de diamantes e têxteis, é comum que gerações trabalhem juntas, com a confiança da comunidade servindo de garantia tantas vezes quanto qualquer contrato escrito. A hospitalidade é valorizada, e a culinária gujarati, majoritariamente vegetariana e adocicada em relação a outras regiões da Índia, é um símbolo de identidade tão forte quanto a própria língua.
Festas como o Navratri, dedicadas à Deusa e marcadas por noites de dança garba e raas em torno de temas devocionais hindus, reúnem comunidades inteiras, inclusive na diáspora, onde recriar essas celebrações ajuda a manter viva a ligação com Gujarat mesmo a milhares de quilômetros de distância.
A grande maioria dos gujaratis é hindu, com forte devoção a Krishna e a outras divindades vaishnavitas, embora Gujarat também seja historicamente um dos centros mais importantes do jainismo na Índia, com sua ênfase na não violência, no vegetarianismo estrito e numa ética comercial de honestidade. Em alguns países da diáspora, como Irã, Malásia e Omã, parte dos gujaratis é muçulmana.
Para a maioria, a fé não é separada da vida cotidiana ou dos negócios: rituais domésticos, jejuns, peregrinações e princípios como a não violência orientam desde as refeições até a condução dos negócios de família, entrelaçando religião, ética comercial e identidade étnica num só tecido.
A língua gujarati tem uma Bíblia completa há quase dois séculos: o Novo Testamento foi publicado ainda em 1820 por missionários batistas sediados em Serampore, e uma revisão de referência apareceu em 1862, servindo de base para os textos usados até hoje. Apesar dessa disponibilidade antiga, a Escritura circula pouco entre famílias hindus e jainistas gujaratis, para quem ler a Bíblia é visto como adotar uma fé estranha à própria identidade.
Ser gujarati está profundamente ligado a ser hindu ou jainista: a fé sustenta a identidade familiar, as festas, os negócios e até a reputação diante da comunidade, de modo que considerar Jesus soa, para muitos, como abandonar a própria família e sua honra. A forte coesão das redes de parentesco e de casta, tanto em Gujarat quanto na diáspora, reforça esse peso social, e a quase ausência de igrejas locais formadas por gujaratis torna raro qualquer contato real com o evangelho.
Muitas famílias gujaratis, mesmo prósperas nos negócios, carregam o peso de tradições religiosas rígidas e da pressão constante por sucesso material e reputação diante da comunidade. Há grande necessidade de comunidade cristã genuína entre os próprios gujaratis, de discipulado e de vozes que anunciem a graça de Cristo numa cultura onde valor pessoal costuma estar ligado a conquista e status.
Onde já existem seguidores de Jesus de origem gujarati, eles frequentemente enfrentam isolamento familiar e social, e precisam de apoio para permanecer firmes na fé sem romper de todo os laços com sua própria gente.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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