Povo
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Povo não alcançado
4,6 mi pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
Taiwan Não alcançado
4.152.000 pessoas
Hong Kong Não alcançado
288.000 pessoas
Tailândia Não alcançado
81.000 pessoas
Mianmar Não alcançado
23.000 pessoas
Canadá Não alcançado
11.000 pessoas
Camboja Não alcançado
8.700 pessoas Os hakka são um povo chinês de origem han cuja identidade nasceu não de um território fixo, mas de sucessivas migrações. O próprio nome, que significa algo como “famílias hóspedes” ou “forasteiros”, veio de outros grupos chineses que os viam como recém-chegados às terras do sul, mesmo depois de gerações de convivência. Essa história de deslocamento moldou um povo conhecido pela coesão de clã, pela disciplina no trabalho e por preservar uma língua e costumes próprios em meio à cultura han mais ampla.
Estão hoje espalhados por várias províncias do sul e do sudeste da China, além de comunidades importantes em Taiwan e em bolsões da diáspora chinesa ao redor do mundo. Apesar de partilharem a etnia han com a maioria dos chineses, os hakka mantêm um idioma próprio, tradições culinárias distintas e um forte senso de pertencimento que atravessa fronteiras provinciais e nacionais.
As raízes hakka remontam às regiões do vale do rio Amarelo, no norte da China, de onde sucessivas ondas de guerra e instabilidade empurraram populações han para o sul ao longo de vários séculos, com movimentos importantes ainda na Antiguidade tardia e outros à época da queda da dinastia Song, no século XIII. Cada nova leva de migrantes encontrava as terras mais férteis já ocupadas por grupos anteriores, e se estabelecia nas encostas e vales menos disputados das províncias do sul.
Esse ciclo repetido de chegar como recém-vindos, sem terra própria à espera, é o que deu origem ao nome pelo qual passaram a ser conhecidos e ajudou a forjar um povo acostumado a preservar identidade e solidariedade de clã onde quer que se estabelecesse, inclusive nas ondas posteriores de emigração para fora da China.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
China Parcialmente alcançado
|
82,2%
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36.107.000 |
Taiwan Não alcançado
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9,5%
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4.152.000 |
Malásia Parcialmente alcançado
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4,6%
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2.012.000 |
Indonésia Parcialmente alcançado
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1,8%
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798.000 |
Hong Kong Não alcançado
|
0,7%
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288.000 |
Singapura Parcialmente alcançado
|
0,6%
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253.000 |
Tailândia Não alcançado
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0,2%
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81.000 |
Jamaica Parcialmente alcançado
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0,2%
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73.000 |
Panamá Parcialmente alcançado
|
0,1%
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30.000 |
Reino Unido Parcialmente alcançado
|
0,1%
|
30.000 |
Mianmar Não alcançado
|
0,1%
|
23.000 |
Guiana Francesa Parcialmente alcançado
|
0%
|
16.000 |
Suriname Parcialmente alcançado
|
0%
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13.000 |
Reunião Parcialmente alcançado
|
0%
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12.000 |
Canadá Não alcançado
|
0%
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11.000 |
Austrália Significativamente alcançado
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0%
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9.400 |
Camboja Não alcançado
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0%
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8.700 |
Maurício Parcialmente alcançado
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0%
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4.100 |
Brunei Parcialmente alcançado
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0%
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2.600 |
Historicamente lavradores e migrantes, os hakka se estabeleceram em terrenos montanhosos e menos férteis do que os já ocupados por outros povos, o que explica parte de sua fama de trabalho duro e economia. As mulheres hakka são lembradas por trabalhar lado a lado com os homens no campo, sem o costume do enfaixamento dos pés comum em outras regiões da China.
A vida em clã ainda organiza boa parte da identidade hakka: sobrenome, linhagem e aldeia de origem seguem sendo referências fortes, mesmo entre quem hoje mora em grandes cidades ou no exterior. As construções comunitárias em terra batida, erguidas em formato circular ou retangular para abrigar famílias de um mesmo clã, são um dos símbolos mais conhecidos dessa vida coletiva, com um salão de culto aos ancestrais no centro.
A religiosidade tradicional hakka combina o culto aos ancestrais com elementos de taoísmo, budismo e religiosidade popular chinesa, expressos em rituais domésticos de oferendas e incenso e no cuidado com túmulos e salões ancestrais. Em bolsões mais isolados, sobrevivem ainda práticas de caráter xamânico ligadas à proteção espiritual da família e da terra.
Décadas de secularização sob o regime comunista, porém, esvaziaram boa parte dessa prática religiosa organizada, e hoje a maioria dos hakka na China pode ser descrita como sem religião declarada. Ainda assim, existe uma comunidade cristã hakka de tamanho considerável, fruto de conversões que remontam a mais de um século, concentrada sobretudo no sul da China.
O hakka é uma língua chinesa com sons e vocabulário próprios, falada por dezenas de milhões de pessoas em várias províncias e no exterior. A Bíblia completa já foi traduzida para o hakka, em versão que circula sobretudo em Taiwan, tanto em caracteres chineses quanto em forma romanizada. Ainda assim, boa parte dos hakka no território chinês tem mais contato com o mandarim no dia a dia do que com textos na própria variante, o que faz da leitura oral e da transmissão falada um caminho tão importante quanto o texto impresso para alcançar o coração da cultura hakka.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Ser hakka na China contemporânea, para a maioria, não significa pertencer a uma religião específica: o secularismo promovido desde a chegada do comunismo esvaziou práticas religiosas antigas e deixou pouco espaço institucional para qualquer fé, inclusive a cristã. Em bolsões mais isolados, permanece um substrato de animismo e culto aos ancestrais que compete com qualquer mensagem nova. A identidade hakka também é fortemente ligada ao clã e à linhagem familiar, e romper com os costumes de honra aos antepassados pode ser lido como abandono da própria família, mesmo onde não há hostilidade religiosa organizada.
Como em boa parte da China contemporânea, comunidades hakka em áreas rurais ainda enfrentam desafios de renda, acesso a boa educação e êxodo dos mais jovens para as grandes cidades, o que fragiliza a transmissão da língua e dos costumes às novas gerações. No campo espiritual, a carência mais visível é de comunidade: crentes hakka costumam estar dispersos e sem muito apoio para amadurecer na fé, e famílias inteiras podem carecer de qualquer contato próximo com um cristão que fale a mesma língua do coração.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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