Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os kahar kamkar muçulmanos são uma pequena comunidade do leste e do norte da Índia, ligada à grande família dos kahar, tradicionalmente carregadores de palanquins e de água. O próprio nome kahar é entendido como “os que levam nos ombros”, uma lembrança de gerações que serviram sustentando o peso dos outros.
Vivem sobretudo em Bengala Ocidental, com grupos menores em Uttarakhand e Uttar Pradesh. Falam principalmente o bengali, e muitos também usam o urdu e o hindi no dia a dia, conforme a região em que moram.
Sua identidade é feita de várias camadas: são muçulmanos, mas guardam a memória de um passado kahar compartilhado com vizinhos hindus. Têm reconhecimento oficial como Casta Registrada, o que lhes abre portas em empregos públicos e vagas universitárias. Pouco conhecidos fora de sua região, seguem vivendo discretamente entre as multidões do subcontinente, sem que quase ninguém pergunte por seu nome.
A maior parte dos kahar é hindu, e os kamkar muçulmanos descendem de uma pequena parcela que abraçou o islã durante o período mogol. Esse caminho os distinguiu de parentes que seguiram outra religião, mas manteve laços de ofício e de memória com o tronco comum.
Por séculos, o trabalho de carregar palanquins e água definiu o lugar dos kahar na sociedade. Hoje, os kamkar muçulmanos vivem em poucos estados do leste e do norte da Índia e atuam em ocupações muito variadas.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
2.200 |
O sustento vem de muitas frentes: lavoura, pequenos comércios como restaurantes, barracas de comida e lojas de tecido, transporte, riquixá, carpintaria, cestaria, barcos e pesca. Há também quem tenha estudado e atue como profissional ou na política. Arroz, lentilhas, verduras, frutas e laticínios compõem a mesa, e a carne de porco e a de boi são evitadas.
A vida social gira em torno da família. Casa-se dentro do próprio povo, e os casamentos costumam ser combinados pelos pais. Os filhos homens herdam os bens do pai. A poligamia é permitida, mas a regra é um só casamento. Em muitos lugares, a comunidade celebra tanto as festas muçulmanas quanto as hindus, partilhando a alegria dos vizinhos.
Seguem o islã sunita, e a fé é parte inseparável de quem são. A oração, o jejum, os costumes alimentares e as festas religiosas marcam o calendário da família e dão à comunidade senso de pertencimento diante de uma sociedade de maioria hindu.
Na prática, porém, a cosmovisão do povo também absorve crenças de sabor hindu, herança de um passado comum com os kahar de outras tradições. Por isso muitos celebram datas dos dois mundos religiosos. Essa mistura não significa indiferença: para eles, ser muçulmano é ser parte da família e do povo, e mudar de fé seria romper com os próprios laços.
A língua do coração de grande parte do povo é o bengali, e nela a Bíblia completa existe há bastante tempo, com versões atualizadas recentemente. Há também Escrituras em áudio, o filme sobre a vida de Jesus e aplicativos, além de materiais impressos. O desafio, portanto, não é a falta da Palavra, e sim o fato de ela quase nunca chegar às mãos e aos ouvidos desta comunidade pequena e dispersa, que fala também urdu e hindi em diferentes lugares.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Entre os kahar kamkar, ser da comunidade e ser muçulmano caminham juntos, e seguir Jesus tende a ser visto como abandono da família e do povo. A dispersão em poucos núcleos pequenos, longe uns dos outros, dificulta que algum cristão os conheça, e quase não há obreiros ou comunidades de fé que falem com eles de modo próximo.
Muitas famílias precisam de boas escolas secundárias para os filhos, de formação profissional que abra caminho para empregos melhores e de acesso à medicina moderna. São necessidades concretas de uma comunidade que trabalha duro e deseja dar futuro às novas gerações.
No plano espiritual, o povo precisa ouvir e entender a mensagem de Isa, Jesus, que perdoa pecados e dá vida nova. Precisa também de alguém que chegue com respeito, partilhe a vida e ajude famílias inteiras a descobrir juntas quem Ele é.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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