Povo
Os konkomba vivem no norte de Gana e no Togo, na planície do rio Oti. Em Gana, a terra natal fica em volta de Guerin, no distrito de Yendi, e muitas famílias se espalharam por outras partes do norte como agricultores migrantes. Sua língua, o likpakpaln, é do grupo gur.
A terra é o centro da vida: dela vêm o sustento, a memória das famílias e os rituais. O inhame é a principal lavoura, e há um grande mercado de inhame konkomba em Acra.
Os konkomba contam que foram expulsos da região de Yendi pelos dagomba. As datas variam: alguns estudiosos falam em meados do século XVI, outros em meados do XVII, e os próprios konkomba dizem que foi há cerca de dez gerações. Sob os dagomba, tinham de pagar tributo para poder cultivar a terra.
Em 1994 e 1995, uma guerra no norte de Gana opôs os konkomba a dagomba, nanumba e gonja, em disputas por terra e por reconhecimento de seus chefes. As conversas de paz terminaram no Acordo de Kumasi, assinado em 30 de março de 1996 por delegações de sete povos da região.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Gana Parcialmente alcançado
|
90,3%
|
1.142.000 |
Togo Parcialmente alcançado
|
9,7%
|
123.000 |
A lavoura é o trabalho de quase todos. Em Acra, comerciantes konkomba vendem inhame e abastecem a capital. Cada aldeia costuma se dividir em duas linhagens: a da terra, ligada aos fundadores e aos rituais, e a do povo, que cuida da vida do dia a dia.
O utindaan, o sacerdote da terra, dirige os ritos da época do plantio e cuida de buscar a boa vontade da terra e dos antepassados. Para os konkomba, trabalho, família e fé se misturam no solo.
As religiões tradicionais têm forte presença entre os konkomba, e há também cristãos e muçulmanos. Nos rituais da terra, lugares como árvores e bosques são considerados sagrados.
A fé cristã chegou à região no século XX, por meio de igrejas pentecostais, católicas e de outros grupos. Mesmo assim, em muitos lugares as igrejas ainda têm pouca influência.
O Novo Testamento em likpakpaln saiu em 1977, e a Bíblia, dedicada em Saboba, em 1997, com nova edição em 2009. Mas os konkomba não falam todos do mesmo jeito: um estudo de 1971 concluiu que o likoonli, do norte, e o lichabol não se entendem entre si. Por isso, os cristãos do norte pediram uma tradução na sua variedade. Há também o Novo Testamento para ler e ouvir pela internet.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Concluída
- Bíblia completa Etapa atual
Dados de tradução: Joshua Project.
Em muitas aldeias, a igreja tem pouco alcance, e os cristãos konkomba precisam levar o ensino do evangelho a lugares onde ele ainda não chegou, em Gana e no Togo. Como a língua tem variedades que não se entendem, uma tradução feita para uma delas pode não servir a outra.
A paz com os povos vizinhos continua sendo uma necessidade, depois de décadas de disputas por terra e por chefias.
Há também a situação das mulheres: uma pesquisa de campo feita em 2008 por órgão de direitos humanos de Gana ouviu moças e famílias konkomba nos distritos de Yendi, Nanumba Norte e Saboba e registrou casamentos forçados. Nas igrejas, há necessidade de ensino que faça os cristãos crescerem na fé e de líderes locais para servir outras comunidades konkomba.
Em 2014, o Novo Testamento na variedade do norte, o likɔɔnl, foi impresso e celebrado em Gbintiri, depois de anos de trabalho de tradutores konkomba e de uma comissão local ligada às igrejas.
Ore por Konkomba
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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