Povo
Joegoauk Goa - Flickr, CC BY-SA 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os kunbi kadwa são um povo agrário do noroeste da Índia, concentrado sobretudo em Gujarat, com uma pequena comunidade também na província de Sindh, no Paquistão. O nome kunbi está ligado à lavoura, e por gerações essa foi a vocação que moldou a identidade do grupo: famílias que trabalham e possuem a terra, pertencentes a uma casta agrícola tradicionalmente modesta na hierarquia hindu, mas que ao longo do tempo conquistou prosperidade e reconhecimento social através da posse de terras.
Kadwa é o nome de um dos ramos históricos dentro desse grande grupo de agricultores, distinto de outros ramos como os lewa e os anjna. Muitas famílias kadwa passaram a adotar o sobrenome Patel ou Patidar, ligado à administração de terras, o que hoje aparece em documentos e sobrenomes por toda a região de origem.
A língua principal do povo é o guzerate, falado pela grande maioria que vive na Índia, enquanto o pequeno ramo no Paquistão fala sindi, marca até hoje da experiência de dois grupos com a mesma origem étnica vivendo sob línguas e países diferentes.
As raízes dos kunbi remontam às comunidades agrárias que se fixaram no noroeste da Índia muito antes da era moderna, cultivando as planícies férteis de Gujarat. Com o tempo, o grande grupo kunbi se dividiu em ramos conforme região e costume, entre eles o ramo kadwa, historicamente ligado ao norte de Gujarat.
No período dos impérios mogol e marata, alguns kunbis passaram a cobrar impostos sobre parcelas de terra, função que deu origem ao termo patidar. Com a prosperidade que a posse de terra trouxe, o nome foi adotado pelas famílias kadwa como sinal de status. A divisão do subcontinente indiano no século XX separou o ramo que permaneceu na Índia, falando guzerate, do pequeno grupo hoje no Paquistão, falando sindi.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
98,9%
|
1.235.000 |
Paquistão Não alcançado
|
1,1%
|
14.000 |
A agricultura continua no centro da vida kunbi kadwa: o cultivo da terra, a criação de gado e o trabalho assalariado no campo sustentam a maioria das famílias, que historicamente também atuam como proprietárias e administradoras de terras na região. A vida social gira em torno do conselho de aldeia e da casta, que regulam desde disputas de terra até acordos de casamento.
O casamento entre primos é comum, e a viuvez costuma trazer restrições sociais rígidas para as mulheres. O arroz é a base da alimentação cotidiana, e festas religiosas do calendário hindu, como Dussehra, marcam o ritmo do ano, reunindo a comunidade em torno de celebrações compartilhadas por toda a aldeia.
Os kunbi kadwa são hindus, devotos de uma variedade de divindades cultuadas conforme a tradição familiar e regional. A prática religiosa se expressa no dia a dia por meio de rituais domésticos, peregrinações a templos locais e festas do calendário hindu que estruturam o ano agrícola e social da comunidade.
Ser kunbi kadwa está profundamente ligado a ser hindu: a fé não é apenas uma crença pessoal, mas parte da identidade de casta e de família, transmitida através de rituais, casamentos e da própria organização social da comunidade. Abandonar essa fé é percebido como romper com a própria pertença ao grupo.
A Bíblia completa já existe tanto em guzerate, língua falada pela grande maioria do povo na Índia, quanto em sindi, língua do pequeno ramo que vive no Paquistão. Ainda assim, o texto bíblico circula pouco dentro da comunidade kunbi kadwa: a identidade hindu e de casta funciona como uma barreira natural ao contato com as Escrituras, mesmo quando elas estão tecnicamente acessíveis na língua do povo.
A fé hindu está entrelaçada com a identidade de casta e de família entre os kunbi kadwa: seguir Jesus significaria, aos olhos da comunidade, abandonar não só uma religião, mas o próprio lugar social conquistado por gerações como agricultores e proprietários de terra. Isso torna a conversão um risco de isolamento da família e da rede de apoio da casta. Some-se a isso a quase ausência de igrejas e de cristãos locais na região, o que faz do primeiro contato com o evangelho algo raro mesmo onde a Bíblia já existe na língua do povo.
Como em qualquer comunidade agrária, secas, colheitas ruins e a instabilidade do preço da terra afetam diretamente o sustento das famílias kunbi kadwa, tornando a segurança econômica uma preocupação constante. Falta também comunidade cristã por perto: sem igrejas locais nem crentes de dentro do próprio grupo, quem se interessasse pelo evangelho encontraria pouco apoio para caminhar na fé.
Há uma necessidade real de que a Palavra, já traduzida em guzerate e em sindi, chegue de fato aos lares kunbi kadwa de forma compreensível e acolhedora, e de que surjam os primeiros discípulos capazes de compartilhar essa fé dentro da própria cultura, sem precisar abandoná-la.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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