Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os kunbi lewa formam um dos ramos da grande comunidade agrícola kunbi, historicamente enraizada na região de Gujarat, no oeste da Índia, com uma presença menor também no Paquistão. O nome “lewa” identifica um dos subgrupos que, dentro da estrutura de castas, regula quem pode se casar com quem, um traço que ainda organiza boa parte da vida social do povo.
Onde vivem na Índia, falam principalmente o guzerate; já os que estão no Paquistão adotaram o sindi como língua do dia a dia, um sinal de como o mesmo povo se molda à terra e à língua do lugar onde se estabelece, sem perder o nome e a memória de origem que carregam.
Muitos kunbi lewa alcançaram, ao longo do tempo, posição social e econômica mais estável que outros ramos da mesma comunidade, ligada à posse de terra e à liderança em cooperativas rurais. É um povo de raízes profundas na terra, no parentesco e em uma identidade que atravessa gerações.
A identidade kunbi remonta a comunidades agrícolas do subcontinente indiano, organizadas há gerações em torno da terra e do parentesco. O ramo lewa formou-se como um dos subgrupos que, dentro da estrutura de castas, regula alianças de casamento e reforça o senso de pertencimento ao grupo.
Com o tempo, parte dos kunbi lewa passou a ser conhecida também como "patidar" ou "patel", termo ligado a quem, no século XVIII, coletava impostos e administrava terras em nome dos governantes locais, o que trouxe prestígio econômico a alguns ramos da comunidade. Enquanto a maioria permaneceu em Gujarat, um número menor se deslocou para o território que hoje é o Paquistão, onde manteve o nome do povo mas passou a falar sindi.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
99,8%
|
2.112.000 |
Paquistão Não alcançado
|
0,2%
|
5.200 |
A vida dos kunbi lewa gira historicamente em torno da terra: o cultivo, a criação de gado e o trabalho agrícola remunerado sustentam boa parte das famílias. Em muitas comunidades, o arroz é o alimento básico à mesa, e o consumo de carne é comum, ao contrário de outros grupos hindus mais estritamente vegetarianos.
A organização social se apoia na família extensa e no subgrupo lewa, que define alianças de casamento e reforça laços de pertencimento. Onde a comunidade prosperou, muitos se tornaram proprietários e líderes em cooperativas de produção rural, o que deu a alguns ramos do povo influência em comércio e educação além do campo.
A grande maioria dos kunbi lewa professa o hinduísmo e cultua diversas divindades, com festas como Dussehra entre as celebrações marcantes do calendário religioso. A fé está entrelaçada com a estrutura social do povo: o subgrupo lewa ocupa um lugar definido dentro do sistema mais amplo de castas, o que molda tanto o casamento quanto os costumes do dia a dia.
Conselhos tradicionais de casta e de aldeia orientam decisões importantes da comunidade, incluindo normas de casamento entre parentes próximos. Essa organização religiosa e social é transmitida de geração em geração como parte do que significa ser kunbi lewa, tanto na Índia quanto no Paquistão.
Onde os kunbi lewa vivem na Índia, já existe Bíblia completa em guzerate, e no Paquistão, em sindi, além de recursos como filme sobre a vida de Jesus e gravações em áudio na língua local. A disponibilidade da Escritura, porém, não significa que o povo a conheça: a identidade hindu e a rotina agrícola deixam pouco espaço de contato com o texto bíblico ou com quem poderia apresentá-lo.
Entre os kunbi lewa, a fé hindu está tão unida à identidade de casta e de família que considerar outra crença é visto como romper com a própria linhagem e com o lugar que o subgrupo lewa ocupa na comunidade mais ampla. A vida ligada à terra, muitas vezes em áreas rurais afastadas dos grandes centros, e a quase ausência de igrejas ou de cristãos próximos tornam raro qualquer primeiro contato com o evangelho.
Como povo ligado à agricultura, os kunbi lewa enfrentam as incertezas próprias da vida rural: dependência de chuva e colheita, oscilações de renda e, para os que não possuem terra própria, a instabilidade do trabalho contratado. Há também necessidade de que a identidade de casta, hoje tão central, não seja um obstáculo à busca espiritual de cada pessoa.
Falta ao povo qualquer comunidade cristã visível e discipulado na própria língua, seja guzerate ou sindi: hoje praticamente ninguém entre os kunbi lewa tem um cristão por perto para conversar sobre fé.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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