Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os lampung abung formam um dos povos do interior de Sumatra, na Indonésia, vivendo em três áreas distintas entre os rios Kanan e Seputih, no leste da província de Lampung. São conhecidos como habitantes das terras altas e guardam uma história marcada por um passado de caçadores de cabeças, hoje distante da vida cotidiana, mas ainda presente na memória do povo.
Fazem parte do grande grupo étnico lampung, dividido entre os pepadun do interior, ao qual pertencem, e os saibatin da costa. Essa origem comum não apaga a identidade própria dos abung, marcada pela língua lampung nyo, por uma organização social baseada em clãs e por uma ligação profunda e duradoura com a terra onde plantam arroz e pimenta, geração após geração.
Os lampung abung descendem dos povos que se estabeleceram nas terras altas do sul de Sumatra, região que por muito tempo esteve sob influência de antigos reinos da ilha. Com o passar dos séculos, formaram-se dois grandes ramos do povo lampung: os pepadun do interior, entre os quais estão os abung, e os saibatin da costa.
A identidade dos abung como agricultores e caçadores das montanhas se consolidou nesse território entre os rios Kanan e Seputih, onde até hoje se organizam em três áreas de ocupação tradicional, mantendo viva a memória de um passado guerreiro que hoje deu lugar à vida de lavoura e pesca.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Indonésia Não alcançado
|
100%
|
210.000 |
A vida gira em torno da terra e da água. Depois da colheita do arroz, os melhores campos são reaproveitados para o plantio de pimenta, e a pesca completa o sustento das famílias que vivem perto dos rios Kanan e Seputih. Essa combinação de lavoura e pesca molda o ritmo do ano e organiza o trabalho entre gerações.
Os lampung abung vivem em comunidades tradicionais chamadas tiuh, onde cada clã mantém uma casa permanente que reúne parentes e preserva a memória da família. Fazem parte do grupo pepadun dos povos lampung, conhecido por valores mais igualitários entre os clãs, em contraste com a aristocracia hereditária de outros ramos lampung da costa.
Quase todos os lampung abung se identificam como muçulmanos, e o islã está entrelaçado à identidade do clã e da família. Mas essa fé convive, na prática cotidiana, com uma crença arraigada em espíritos que habitam a natureza e interferem na vida das pessoas.
Por isso é comum recorrer a um dukun, uma espécie de curandeiro e guardião de práticas ocultas, para tratar doenças ou expulsar o que se acredita ser obra de espíritos malignos. Essa mistura de islamismo formal e espiritualidade tradicional molda boa parte das decisões da vida diária.
A língua do coração dos lampung abung, o lampung nyo, já recebeu porções das Escrituras traduzidas, mas ainda não conta com o Novo Testamento completo. Isso significa que grande parte da história bíblica ainda não chegou a esse povo em sua própria língua, e quem deseja se aprofundar depende de trechos avulsos ou precisa recorrer ao indonésio, uma segunda língua para muitos.
Ser lampung abung é, na prática, ser muçulmano: a fé islâmica está entrelaçada à identidade de clã e à honra da família, e abandoná-la é visto como romper com o próprio povo. A localização em enclaves no interior de Sumatra, afastados dos grandes centros urbanos, soma-se a isso: há poucas igrejas por perto e poucos cristãos que falem a língua do coração dessas comunidades, o que torna raro até mesmo um primeiro contato com o evangelho.
Já existe uma versão do filme JESUS na língua lampung nyo, uma ferramenta rara que aproxima a história do evangelho da língua do coração desse povo. Ainda são poucos os lampung abung que seguem a Cristo, mas esse recurso abre uma porta para que a mensagem seja ouvida em termos que a alma reconhece como próprios.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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