Povo
Povo não alcançado
Os laz são um povo do litoral sudeste do mar Negro, uma faixa de montanhas verdes que descem até o mar, conhecida como Lazistão. Pertencem à família de povos caucasianos meridionais, a mesma do georgiano, e carregam uma identidade própria, distinta tanto dos turcos quanto dos georgianos, entre os quais vivem.
A maior parte do povo mora na Turquia, ao longo da costa, e uma pequena comunidade permanece na região georgiana da Adjara. Há também laz que emigraram para cidades da Europa, levando consigo a língua e as lembranças da terra natal.
O que os torna únicos é a língua lazuri, aparentada do mingreliano e hoje considerada em perigo. Durante gerações ela foi transmitida quase só de pais para filhos, na cozinha e na roça, sem escola nem livros. Muitos laz são bilíngues e orgulhosos de sua herança, mas enfrentam a pressão de deixar a língua materna para trás.
Os antepassados dos laz são ligados à antiga Cólquida, a terra da tradição grega do Velocino de Ouro. Em fontes clássicas aparece o nome dos lazes, e na Antiguidade tardia formou-se o reino de Lázica, que se alinhou ora a Roma e Bizâncio, ora aos persas, e adotou o cristianismo.
Com o avanço do poder otomano sobre o litoral, a maioria dos laz passou ao islã, ao longo de séculos. As fronteiras modernas dividiram depois o Lazistão em dois Estados, e a vida passou a correr em turco de um lado e em georgiano do outro, o que explica a fragilidade atual da língua.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Turquia Não alcançado
|
98,4%
|
108.000 |
Alemanha Não alcançado
|
0,9%
|
1.000 |
Geórgia Não alcançado
|
0,7%
|
800 |
Os laz vivem em aldeias espalhadas pelas encostas que dão para o mar, onde o clima úmido sustenta a agricultura em terraços e a pesca. A casa e a vizinhança são o centro da vida: famílias extensas se ajudam nas colheitas e nos grandes eventos, e a hospitalidade à mesa é motivo de honra. Muitos jovens hoje seguem para as cidades em busca de estudo e trabalho, mas voltam às aldeias nas festas e no verão.
A cultura do mar Negro marca a música e a dança do povo, com instrumentos de corda e canções que falam da terra, do mar e da saudade de quem partiu. Há ainda um esforço crescente, sobretudo entre os mais jovens, de registrar a língua em canções, em escrita e em encontros culturais, como forma de preservar quem são.
Na Turquia, a grande maioria dos laz é muçulmana sunita, e o islã faz parte do tecido da família e da vida comunitária. A fé é vivida em casa, na mesquita da aldeia e nas datas do calendário religioso, e costuma andar junto com tradições locais herdadas de antes do islã, ligadas à terra, às águas e à proteção da família.
Entre os poucos laz da Geórgia, o islã também predomina, e só uma pequena parte é cristã. Em ambos os lados, pertencer ao povo e seguir a religião dos pais costuma ser visto como uma só coisa, e isso torna a mudança de fé um assunto delicado para as famílias.
O lazuri nunca teve um padrão escrito amplamente adotado: na escola, os laz aprendem a ler em turco ou em georgiano. Existe uma porção das Escrituras na língua, o Evangelho de Lucas, e há gravações em áudio disponíveis, mas não há um Novo Testamento completo. Para um povo que aprendeu a guardar suas histórias pela voz, o áudio na língua do coração é um caminho natural para ouvir a Palavra.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Para a maioria dos laz, ser do povo significa seguir a fé da família, e quem se volta para Jesus pode ser visto como alguém que se afasta da comunidade e das tradições dos pais. Pesa também o fato de o povo ser pequeno e disperso: quase não existe igreja próxima nem testemunho cristão em lazuri, e a língua materna, sem Bíblia completa, mal chegou a ser usada para falar de Cristo. Muitos nunca conheceram pessoalmente um seguidor de Jesus.
O primeiro passo é que o Evangelho chegue aos laz em sua própria língua. Isso pede a continuação da tradução das Escrituras para o lazuri, com revisão feita por falantes nativos, e mais materiais em áudio e em vídeo que possam ser ouvidos em casa, na aldeia e no celular.
Faltam também pessoas dispostas a viver entre os laz, aprender sua língua e construir amizades duradouras. Quem crê precisa de comunhão e de apoio para permanecer fiel sem se isolar da família. Por fim, os laz da diáspora na Europa podem ser uma ponte valiosa, se forem alcançados com respeito e atenção à sua cultura.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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