Maba, Mabangi

Povo não alcançado Fronteira

Maba, Mabangi

População mundial660 mil
IdiomaMaba (Chad)
ReligiãoIslã
Não alcançado
0,01%
Evangélicos
Africanos SubsaarianosOuaddai-Fur
Quem são

Os maba, também chamados mabangi, wadai ou bargo, são o povo dominante das montanhas de Wadai, no leste do Chade, com presença também no oeste do Sudão. Herdeiros de um antigo sultanato que floresceu entre os séculos XVII e XIX, carregam até hoje o orgulho dessa história e uma identidade fortemente ligada ao islã.

Organizados em clãs e subclãs que administram terras de pastagem e fontes de água, os maba combinam a vida pastoril com a agricultura nas terras áridas do leste chadiano. Sua língua, o maba (ou bura mabang), foi por muito tempo idioma de estado do império de Wadai, sinal da influência que o povo exerceu na região.

Descritos como um povo conservador, de forte senso de identidade e reservado diante de estranhos, os maba mantêm viva a memória de seu passado como potência regional, mesmo hoje vivendo, em sua maioria, do campo e do comércio local.

História e origem

Pouco se sabe com certeza sobre os maba antes do século XVII, quando lideraram a derrubada da dinastia tunjur e estabeleceram uma nova ordem islâmica na região de Wadai, a leste do lago Chade. A partir daí, o povo passou a ocupar o centro de um sultanato que se tornaria uma das grandes potências da África central.

No século XIX, sob líderes como Muhammad al-Sharif e Doud Murra, o sultanado de Wadai alcançou seu apogeu, controlando rotas de caravanas e rivalizando com impérios vizinhos, até ser dissolvido pela colonização francesa em 1912. Essa trajetória de poder e autonomia segue moldando o modo como os maba veem a si mesmos até hoje.

Onde vivem
2
Países
660 mil
População mundial
PaísParcela do povoPopulação
Chade Não alcançado
95,2%
628.000
Sudão Não alcançado
4,8%
32.000
Como vivem

Tradicionalmente pastores e agricultores, os maba organizam sua vida em torno de subclãs, entre os quais se destacam os marfa, djene e mandaba, cada um responsável por terras de pastagem e fontes de água na própria região. Essa estrutura de clã orienta desde a resolução de conflitos até os laços de solidariedade e hospitalidade que sustentam a vida comunitária.

As terras do povo maba, nas montanhas de Wadai, ficam no cruzamento de antigas rotas de caravanas que ligavam o Sahel e a África Ocidental ao Oriente Médio, o que por séculos aproximou o povo do comércio, do islã e de outras culturas em trânsito pela região.

No que creem

Os maba são muçulmanos sunitas da escola malequita havia mais de três séculos, e a maioria dos mestres religiosos locais segue a irmandade sufi tijaniyya. Ser muçulmano é, para o povo, quase sinônimo de ser maba: a fé islâmica está tão unida à identidade étnica e à memória do antigo sultanato de Wadai que os dois se confundem na vida cotidiana de cada família.

Ao lado da observância islâmica formal, praticam-se costumes e crenças populares transmitidos pelas famílias e pelas lideranças religiosas locais, parte de uma religiosidade vivida no dia a dia da comunidade, e não apenas nos rituais formais do islã.

Religiões dos não alcançados
Islã95,96%
Religiões Étnicas4%
Cristianismo0,04%
Idioma e Bíblia

Do idioma maba existem apenas porções da Bíblia traduzidas; não há Novo Testamento nem Bíblia completa na língua do povo. Quem vive no campo costuma falar apenas o idioma materno, enquanto os moradores das cidades também dominam o árabe chadiano, usado no comércio e nas trocas com outros povos da região. Com tão pouco das Escrituras em maba, o contato do povo com a mensagem cristã em sua própria língua segue muito limitado.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)0,09%
Evangélicos0,01%
Barreiras ao evangelho

Ser maba é, na prática, ser muçulmano: a fé islâmica está entrelaçada com a memória do antigo sultanato de Wadai e com o orgulho de clã, de modo que abandonar o islã é visto como abandonar a própria identidade e a família. As poucas porções da Bíblia já traduzidas para a língua maba ainda deixam a maior parte da mensagem cristã fora do alcance do povo em termos verdadeiramente compreensíveis, e a fama do povo como conservador e reservado diante de estranhos torna raro qualquer contato inicial com um cristão.

Necessidades

Instalados em uma das regiões mais áridas e isoladas do Chade, os maba enfrentam as dificuldades comuns à vida no Sahel: dependência das chuvas para a colheita e o pasto, distância dos centros urbanos e acesso limitado a serviços básicos de saúde e educação. A essas necessidades materiais soma-se uma carência ainda maior: a de ouvir e ler, em sua própria língua, a mensagem completa do evangelho, hoje disponível apenas em pequenas porções entre eles.

Não há comunidade cristã local nem qualquer estrutura de discipulado voltada para o povo maba. Quem viesse a crer em Jesus precisaria de acompanhamento e apoio para amadurecer na fé em meio a um ambiente onde essa decisão tem custo social alto.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Pela abertura dos maba para ouvir o evangelho apesar do forte laço entre identidade étnica e islã.
Por mais porções da Bíblia traduzidas na língua maba, hoje ainda muito limitadas.
Pelos poucos maba que já creem em Jesus, que enfrentam isolamento e risco social por sua fé.
Por chuvas regulares e boas colheitas nas terras áridas de Wadai.
Por chuvas regulares e boas colheitas nas terras áridas de Wadai.
Por obreiros dispostos a aprender a língua e a cultura maba para viver entre o povo.
Pelo surgimento de uma igreja local entre os maba, algo que ainda não existe.
Por sonhos, visões e outros meios pelos quais Deus possa alcançar corações fechados ao evangelho.
Pelas famílias e clãs maba, para que a hospitalidade e a união que já praticam se abram também para Cristo.

Ore por Maba, Mabangi

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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