Povo
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Povo não alcançado
1,4 mi pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
Índia Não alcançado
392.000 pessoas
Emirados Árabes Unidos Pouco alcançado
374.000 pessoas
Kuwait Pouco alcançado
319.000 pessoas
Estados Unidos Pouco alcançado
89.000 pessoas
Catar Pouco alcançado
84.000 pessoas
Austrália Não alcançado
79.000 pessoas
Bahrein Pouco alcançado
59.000 pessoas
Singapura Não alcançado
27.000 pessoas
Canadá Pouco alcançado
20.000 pessoas Os malayalis são um povo tribal das colinas orientais de Tamil Nadu, no sul da Índia, cujo nome significa simplesmente gente da montanha. Vivem espalhados pelas serras de Shervaroy, Kalrayan, Kolli e Pachaimalai, onde cada comunidade guarda um forte senso de pertencimento ao lugar que habita.
Não devem ser confundidos com os falantes de malaiala de Kerala, que levam o mesmo nome por uma coincidência histórica de linguagem. Os malayalis das colinas falam tâmil e se organizam em subgrupos batizados conforme a serra onde vivem: os grandes malayalis das Shervaroy, os pequenos das Kolli e os do meio das Pachaimalai.
Apesar da proximidade com as cidades da planície, mantêm uma identidade própria, moldada por séculos de vida nas encostas, entre a lavoura, a floresta e os rituais que marcam cada estação do ano.
As raízes dos malayalis remontam a agricultores da casta vellala, que viviam nas planícies em torno de Kanchipuram. Por volta de meados do século dezoito, em meio à instabilidade política do sul da Índia sob domínio muçulmano, famílias inteiras deixaram a cidade sagrada e subiram as encostas em busca de terra e segurança.
Ao longo de cerca de dez gerações, essas famílias se fixaram nas diferentes serras, desenvolveram práticas próprias de agricultura de encosta e formaram comunidades hoje reconhecidas como um povo distinto das planícies que deixaram para trás.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
18,4%
|
392.000 |
Malásia Significativamente alcançado
|
18,1%
|
387.000 |
Emirados Árabes Unidos Pouco alcançado
|
17,5%
|
374.000 |
Kuwait Pouco alcançado
|
14,9%
|
319.000 |
Omã Parcialmente alcançado
|
11,7%
|
250.000 |
Estados Unidos Pouco alcançado
|
4,2%
|
89.000 |
Catar Pouco alcançado
|
3,9%
|
84.000 |
Austrália Não alcançado
|
3,7%
|
79.000 |
Bahrein Pouco alcançado
|
2,8%
|
59.000 |
Singapura Não alcançado
|
1,3%
|
27.000 |
Irlanda Parcialmente alcançado
|
1,2%
|
25.000 |
Mianmar Parcialmente alcançado
|
1,1%
|
23.000 |
Canadá Pouco alcançado
|
0,9%
|
20.000 |
Nova Zelândia Significativamente alcançado
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0,3%
|
6.800 |
A vida gira em torno da terra: arroz, milheto e especiarias sustentam a maioria das famílias, complementados pela coleta de produtos da floresta e pela criação de pequenos rebanhos. As plantações de café que hoje cobrem parte das colinas também empregam muitos malayalis como trabalhadores, e o calendário da aldeia segue de perto o ritmo das chuvas e das colheitas.
Cada comunidade é conduzida por um chefe tradicional, o govendan, auxiliado por um mooppan que atua como intermediário nas questões do dia a dia. Decisões importantes, disputas e celebrações passam por essa liderança, que mantém viva a coesão da aldeia e a hospitalidade entre vizinhos e parentes espalhados pelas encostas.
Os malayalis são majoritariamente hindus, mas sua fé carrega uma camada mais antiga de crenças ligadas ao próprio território: espíritos guardiões da aldeia, dos limites das terras e da fertilidade do solo são reverenciados ao lado das divindades hindus tradicionais, numa devoção que nasceu da vida nas encostas.
Rituais realizados em pedras sagradas, árvores e pequenos santuários locais buscam proteção para a colheita e a saúde da aldeia, e costumam reunir a comunidade inteira em festas que marcam as estações do ano e renovam os laços entre famílias vizinhas. Essa mistura entre hinduísmo e culto ao território dá à religiosidade malayali um caráter muito próprio, profundamente ligado ao lugar que habitam.
O tâmil, língua predominante entre os malayalis, tem a Bíblia completa há séculos, uma das traduções mais antigas do subcontinente indiano, e hoje disponível também em áudio e vídeo. Ainda assim, o isolamento das aldeias nas encostas mantém a maioria das famílias longe de qualquer contato direto com as Escrituras ou com alguém que as explique dentro da vida concreta na montanha, o que faz da Bíblia algo conhecido de nome, mas raramente lido ou ouvido.
Seguir Jesus soaria, para muitos, como abandonar os rituais que protegem a colheita e a aldeia, arriscando a proteção espiritual que toda a comunidade acredita depender desses costumes transmitidos por gerações. A distância das cidades, a vida concentrada nas encostas e a raridade de qualquer visita de cristãos também dificultam um contato mais profundo com as Escrituras ou com o evangelho, deixando muitas aldeias praticamente isoladas de qualquer testemunho.
A dependência de pequenas colheitas e do trabalho sazonal nas plantações deixa muitas famílias vulneráveis a anos de safra ruim, e o acesso à educação e a serviços de saúde ainda é limitado nas aldeias mais altas e distantes das estradas principais.
Espiritualmente, o povo carece quase por completo de uma comunidade cristã própria: há poucos ou nenhum malayali capaz de acompanhar de perto alguém da mesma origem que decida seguir Jesus e precise de apoio para permanecer na fé.
Nas plantações de café das colinas Shervaroy, onde muitos malayalis trabalham, algumas famílias do povo já fazem parte de comunidades cristãs locais formadas ao longo de gerações entre os trabalhadores das lavouras. É um sinal pequeno, mas real, de que o evangelho já encontrou caminho até parte dessas encostas, mesmo em meio a um povo majoritariamente ainda distante de Cristo.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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