Povo
Onde o evangelho ainda não chegou a este povo
2 mil pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
-
Vietnã Não alcançado
2.400 pessoas
Os nguon (também escrito nguồn) são um pequeno povo do norte do centro do Vietnã, ligado ao grupo viet-mường, a família de línguas à qual pertence também o vietnamita. Vivem sobretudo no distrito de Minh Hóa, na província de Quảng Bình, e há uma pequena comunidade do outro lado da fronteira, no Laos.
Falam uma língua própria, que durante muito tempo foi tratada como simples dialeto do vietnamita ou do mường. Estudiosos de folclore e de linguística vêm mostrando que o idioma, as narrativas, as festas e os costumes dos nguon se distinguem dos de seus vizinhos. Em uma lista oficial de 1979, eles foram contados como um ramo da maioria kinh, o que ajuda a explicar por que são tão pouco conhecidos fora de sua região.
Mais do que uma categoria de recenseamento, ser nguon é pertencer a uma memória compartilhada: a aldeia, os antepassados, as celebrações do calendário e a língua que se fala em casa. É um povo discreto, que guarda a própria identidade com firmeza e sem alarde.
A origem dos nguon não está bem esclarecida. Pela língua, pertencem ao ramo viet-mường, o que aponta raízes comuns com os povos que deram origem a vietnamitas e mường. Alguns linguistas os aproximam mais do mường; outros, do vietnamita, e há quem os considere uma terceira língua desse mesmo ramo. Pelas diferenças de idioma e de costumes, estudiosos locais defendem que formaram ao longo dos séculos uma cultura distinta.
No século XX, a classificação oficial dos nguon foi motivo de debate: foram incluídos entre os kinh, e pesquisadores como o folclorista Đinh Thanh Dự defendem até hoje que sejam reconhecidos como povo à parte. A discussão mostra o quanto o povo valoriza o próprio nome e o que ele guarda de história e tradição.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Vietnã Não alcançado
|
72,7%
|
2.400 |
Laos Parcialmente alcançado
|
27,3%
|
900 |
Os nguon vivem em aldeias do distrito de Minh Hóa, numa região de vida predominantemente rural. A família e o parentesco ocupam o centro da vida social, e o respeito aos pais e aos antepassados atravessa o calendário. Um costume muito querido é o “giỗ sống”, a refeição de gratidão que os filhos preparam em vida para os pais quando a primavera chega, reunindo a casa inteira em torno da mesa para desejar um ano de paz e harmonia. Filhos que trabalham longe costumam voltar para a ocasião.
Outro momento forte do ano é o Rằm tháng Ba, a festa do décimo quinto dia do terceiro mês lunar, ligada a uma tradição sobre a cachoeira da região. Ela reúne comunidades inteiras em torno de feira, jogos, cantos e comidas típicas, e é uma das expressões mais vivas da cultura nguon.
A vida espiritual dos nguon está enraizada nas religiões étnicas tradicionais: a veneração dos antepassados, o altar da casa e as oferendas feitas nas festas do ano dão forma à relação com o mundo invisível. Muitos acreditam em espíritos e divindades que abençoam e protegem a comunidade, o que revela um anseio profundo por cuidado e bênção.
Nessa visão de mundo, honrar os mortos e manter os ritos é também uma forma de honrar os vivos e a comunidade. Fé e identidade caminham juntas: praticar os costumes dos antepassados é parte do que significa ser nguon. Quase não há cristãos entre eles.
A língua nguon é falada no cotidiano das aldeias, e é nela que o coração do povo se expressa. Existe um trabalho de tradução bíblica iniciado nesse idioma, mas a Palavra de Deus ainda não está disponível de forma completa para quem a fala em casa. Muitos nguon convivem com o vietnamita escrito, que aprendem na escola, porém a Escritura na língua materna toca de modo único a memória, as histórias e o afeto de um povo.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Etapa atual
- 2 Porções Ainda falta
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
Os nguon são tão poucos e tão pouco conhecidos que raramente aparecem nos mapas de quem pensa em compartilhar o evangelho. Soma-se a isso o vínculo entre fé e identidade: seguir os ritos dos antepassados é parte de pertencer à família e à aldeia, e mudar de caminho espiritual pode ser percebido como afastamento da comunidade. A ausência da Escritura completa em sua língua e de uma igreja própria no meio deles torna o primeiro encontro com Jesus ainda mais raro.
Os nguon precisam de ser conhecidos e reconhecidos pelo que são: um povo com língua, memória e festas próprias. Vivem em uma região rural, e a segurança das famílias e o sustento de cada dia fazem parte das preocupações de qualquer comunidade assim. Precisam também de amigos que os visitem com respeito, aprendam sua língua e ouçam sua história.
Espiritualmente, precisam encontrar em sua própria língua a boa notícia de que Jesus cuida das famílias, perdoa e dá vida, e de comunidades de fé onde possam seguir a Cristo sem deixar de ser nguon.
Ore por Nguon
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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