Povo
Os nyemba vivem sobretudo em Angola, no interior do sul e do sudeste, e também na Namíbia. Há igrejas entre eles, a maioria católica, mas muitas famílias mantêm crenças tradicionais ligadas à proteção da família e à relação com os mortos. Poucos são evangélicos.
O nome Ngangela foi dado primeiro a um grupo pequeno e depois usado para vários povos vizinhos, cada um com língua e identidade próprias. Por isso, nem todos que levam esse nome compartilham os mesmos costumes. Os nyemba vivem da roça e dos laços de parentesco, e a guerra que começou em 1975 pesou mais sobre eles do que o domínio colonial.
Ngangela era o nome de um pequeno povo, mas passou a ser aplicado a outros grupos a leste do Planalto do Bié. Os portugueses quase não conseguiram entrar na terra deles, e os nyemba não foram obrigados a trabalhar para o governo colonial nem a pagar imposto. O que mais os afetou foi a guerra civil angolana.
A guerra levou famílias a fugir. Um grupo de refugiados nyemba da província de Cuando Cubango se instalou perto da cidade de Rundu, no norte da Namíbia. Ali, muitos evitavam falar de etnia, para não serem tratados como estrangeiros.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Angola Superficialmente alcançado
|
98,5%
|
1.192.000 |
Namíbia Superficialmente alcançado
|
1,5%
|
18.000 |
A maior parte vive da roça para o sustento da família. Criam animais pequenos e colhem frutas silvestres e mel. As mulheres cozinham, plantam, fazem cerâmica e tecem; secam alimentos ao sol e preparam bebidas. Os homens caçam, pescam, abrem a terra, constroem as cabanas e cuidam das abelhas.
A criação das crianças é compartilhada por toda a família, e os idosos são cuidados por toda a aldeia. Há regras de boa educação que orientam as saudações e o respeito aos mais velhos.
A maioria é católica, mas o catolicismo se mistura com as crenças dos antepassados. Muitos acreditam que os espíritos dos parentes mortos acompanham a família e podem afetar a saúde e o bem-estar, e por isso fazem orações e oferendas. A natureza também é vista como portadora de poder divino.
As igrejas precisam levar em conta como as famílias entendem a doença, a morte e a proteção. O ensino da Bíblia pode ajudar os cristãos a conhecer melhor Jesus e a viver a fé com respeito aos mais velhos.
A tradução antiga da Bíblia em ngangela foi feita por missionários há quase 60 anos e ficou difícil de entender. Por isso, muitas igrejas passaram a ler as Escrituras em português. Em 2019 saiu o Novo Testamento em linguagem atual, impresso e em formato digital, e há também uma gravação em áudio dramatizada. Ainda não existe a Bíblia completa: o Antigo Testamento está em preparação.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Etapa atual
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
Quando a Bíblia só existe em um texto antigo, a mensagem fica distante da fala de hoje, e o português acaba ocupando o lugar da língua do coração. Outro desafio é acompanhar os cristãos em questões como a proteção dos espíritos dos mortos. O ensino precisa ser claro e próximo da vida das famílias.
Para as famílias que vivem da roça, a água é um problema em algumas épocas, e há quem precise de irrigação confiável. Em muitas comunidades, o atendimento médico fica longe demais para uma emergência.
As igrejas também precisam de apoio para ensinar a Bíblia na língua do povo e para levar o Novo Testamento a todas as famílias.
A equipe de tradução levou dez anos para terminar o Novo Testamento, e continuou apesar de problemas técnicos, doenças e acidentes. O livro foi impresso e está sendo distribuído às comunidades, e a gravação em áudio permite que as famílias o ouçam, mesmo quem lê pouco.
Ore por Nyemba Ngangela
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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