Povo
Os ongkor são um dos menores povos do mundo e talvez um dos mais discretos. Vivem no oeste da China, na região de Xinjiang, perto da cidade de Yining, no vale do Ili. São descendentes de grupos evenkis do tipo solon, vindos de terras muito distantes, no nordeste do país. Oficialmente, o Estado os conta dentro da nacionalidade evenki, mas eles não usam esse nome. Quando falam de si, costumam se chamar de solons de Xinjiang.
Poucos povos carregam uma identidade tão frágil. A língua própria quase desapareceu, os costumes antigos foram em grande parte deixados para trás, e hoje a comunidade vive lado a lado com vizinhos de outros povos, cujos modos de vida acabaram moldando o seu. Ainda assim, continuam sendo um povo com nome, memória e família.
Cada pessoa ongkor é conhecida por Deus pelo nome. Ser um povo pequeno, esquecido e quase ausente dos mapas não torna ninguém invisível diante dele. A história deles nos lembra de que o evangelho é para todas as nações, inclusive para aquelas que o mundo quase deixou de enxergar.
A história dos ongkor começa em 1763, quando a dinastia manchu enviou soldados solon evenkis, com suas famílias, da Manchúria até Xinjiang. Foi uma longa travessia pela China. A missão era guardar a região ocidental, tida como hostil, e firmar ali a autoridade do império.
Com o fim do domínio manchu, os soldados e suas famílias decidiram não voltar. Permaneceram em Xinjiang, longe da terra de origem, e com o passar das gerações foram se misturando aos povos ao redor, sobretudo daures e xibes. O que restou é um remanescente de uma travessia que já tem mais de dois séculos.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
China Não alcançado
|
100%
|
30 |
Os ongkor guardam hoje poucos costumes que os distingam de quem vive ao seu redor. Adotaram em boa medida o estilo de vida dos vizinhos, e a língua do dia a dia de muitos já não é a de seus antepassados. O que ainda se preserva é, sobretudo, a memória de uma origem comum e a consciência de pertencerem a uma pequena comunidade.
Vivem reunidos numa aldeia perto de Yining. Ali, a convivência diária e os casamentos com pessoas de outros povos foram, ao longo das décadas, diminuindo o número de quem se reconhece como ongkor. Um recenseamento de 1945 ainda contava milhares deles; hoje restam pouquíssimos, e cada família guarda com cuidado o que lembra da própria história.
Diferentemente de outros grupos evenkis da China, que mantêm práticas xamânicas, os ongkor perderam esses costumes. Não há uma estrutura religiosa organizada que sustente a fé tradicional na vida da comunidade, e poucos ainda sabem explicar de onde vieram os costumes religiosos de seus antepassados.
Entre os mais jovens, a maioria não segue religião alguma. Muitos cresceram sem qualquer ensino espiritual transmitido pela família, o que deixa uma lacuna: um povo que já não tem os antigos rituais e ainda não conheceu aquele que responde às perguntas mais profundas do coração. Esse vazio é também uma porta aberta, pois não há laços de fé que prendam a pessoa a outro sistema religioso.
A língua própria dos ongkor chegou a um ponto crítico, com pouquíssimos falantes remanescentes, e hoje eles se comunicam sobretudo nos idiomas dos povos vizinhos. Não há notícia de Escrituras, áudio ou outro material bíblico preparado especialmente para eles. Na prática, a Palavra de Deus só pode alcançá-los por meio das línguas que já usam no cotidiano, em especial o chinês, e por materiais em áudio e vídeo que dispensam a leitura.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Etapa atual
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
A maior barreira é a ausência quase total de contato. Ao longo de toda a sua história, os ongkor nunca foram alcançados pelo cristianismo, e não se conhece nenhuma igreja que tenha surgido entre eles. Vivem numa região de forte presença islâmica, uma das menos evangelizadas do mundo, e são tão poucos que dificilmente atraem a atenção de quem poderia levar a mensagem. A própria dissolução da identidade étnica faz com que o povo seja facilmente esquecido, até por quem se dispõe a servir os povos não alcançados.
Os ongkor precisam, antes de tudo, de alguém que os procure. Uma comunidade tão pequena e tão misturada aos vizinhos corre o risco de desaparecer sem que a sua história, o seu nome e o seu futuro sejam notados por ninguém. Precisam de amizade genuína, de respeito pela memória que ainda guardam e de pessoas dispostas a conviver com eles no vale do Ili.
Precisam também de esperança que vá além da vida cotidiana. Muitos jovens crescem sem fé nem rumo espiritual, e um povo que viveu séculos sem ouvir falar de Jesus merece conhecê-lo de forma clara, em sua própria casa e na língua que compreende.
Ore por Ongkor
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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