Povo
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Don LaVange - Flickr, CC BY-SA 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os pashtuns formam um dos maiores povos tribais do mundo, originários das regiões montanhosas que hoje se dividem entre o Afeganistão e o Paquistão, onde constituem a maior etnia de um país e uma das principais do outro. Falam pashto, uma das línguas mais antigas da família iraniana, e reconhecem-se por um código de honra próprio, o pashtunwali, que molda a hospitalidade, a justiça e as relações de clã muito antes de qualquer fronteira nacional existir.
Divididos em centenas de tribos e subtribos, os pashtuns carregam uma identidade que atravessa gerações e resistiu a impérios, ocupações e a própria linha que separou seu território em dois países. Fora da Ásia Central, comunidades pashtuns se estabeleceram também na Europa, na América do Norte e no Golfo Pérsico, mantendo viva a língua e os costumes onde quer que estejam.
As raízes dos pashtuns remontam a povos iranianos que se estabeleceram na região por volta de mil anos antes de Cristo, muito antes da chegada do islã. A tradição oral do próprio povo narra origens diversas, incluindo laços com tribos antigas do Oriente Médio, mas o que uniu de fato os pashtuns ao longo dos séculos foi a língua comum e o código do pashtunwali, mantido de geração em geração mesmo sob domínios estrangeiros.
Em 1893, o acordo que traçou a chamada Linha Durand dividiu o território pashtun entre a então Índia britânica e o Afeganistão, uma fronteira que o Afeganistão nunca reconheceu plenamente. Com a criação do Paquistão em 1947, essa divisão se consolidou, deixando o povo pashtun repartido entre dois países até hoje, sem que isso apagasse o sentimento de pertencer a uma só nação.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Paquistão Não alcançado
|
83,5%
|
28.595.000 |
Afeganistão Não alcançado
|
13,4%
|
4.588.000 |
Emirados Árabes Unidos Não alcançado
|
1,3%
|
453.000 |
Arábia Saudita Não alcançado
|
0,5%
|
181.000 |
Estados Unidos Não alcançado
|
0,5%
|
157.000 |
Reino Unido Não alcançado
|
0,2%
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55.000 |
Canadá Não alcançado
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0,1%
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50.000 |
França Não alcançado
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0,1%
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40.000 |
Alemanha Não alcançado
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0,1%
|
39.000 |
Turquia Não alcançado
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0,1%
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28.000 |
Dinamarca Não alcançado
|
0%
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13.000 |
Turcomenistão Não alcançado
|
0%
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13.000 |
Austrália Não alcançado
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0%
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10.000 |
Malásia Não alcançado
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0%
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6.700 |
Rússia Não alcançado
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0%
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5.400 |
Tajiquistão Não alcançado
|
0%
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5.400 |
A vida pashtun gira em torno da tribo e do clã, que organizam desde a resolução de conflitos até os grandes acordos familiares, como casamentos. O código não escrito conhecido como pashtunwali rege o cotidiano: hospitalidade generosa ao visitante, defesa intransigente da honra própria e da família, e o dever de responder à ofensa recebida. É um código antigo, anterior ao islã, mas hoje vivido como parte inseparável da identidade religiosa e étnica do povo.
Muitos pashtuns ainda vivem da agricultura e da pecuária nas regiões montanhosas que habitam há gerações, enquanto outros se estabeleceram em cidades como Cabul, Peshawar e Karachi, ou emigraram para o Golfo e para o Ocidente em busca de trabalho. Onde quer que estejam, a língua pashto e os laços tribais continuam sendo o elo que os une como um só povo.
Os pashtuns são, em sua quase totalidade, muçulmanos sunitas, e para eles a fé islâmica não é apenas religião, mas parte constitutiva da própria identidade de povo. O islã se mistura ao pashtunwali de tal forma que separar um do outro é quase impensável na mentalidade tradicional: ser pashtun é, antes de tudo, professar o islã.
Na prática cotidiana, a religiosidade se expressa tanto nas orações e nos preceitos formais do islã sunita quanto em crenças populares locais, como o respeito a líderes religiosos tribais e a determinados costumes transmitidos de geração em geração. Essa fusão entre fé e etnia torna qualquer mudança religiosa uma questão que ultrapassa o indivíduo e afeta toda a honra da família e do clã.
O pashto tem tradução bíblica avançada, com o Novo Testamento e parte do Antigo Testamento disponíveis, e uma Bíblia completa no dialeto do sul, mais usado no Paquistão. Ainda assim, o alto índice de analfabetismo em muitas comunidades rurais faz da oralidade o caminho mais natural para a Palavra, por meio de gravações em áudio, do filme Jesus dublado em pashto e de rádio, mais do que da leitura direta do texto impresso.
Ser pashtun é, na prática, ser muçulmano: a fé está entrelaçada com a etnia e com o código de honra pashtunwali, de modo que abandonar o islã é visto como traição ao clã e à família, podendo custar a vida do convertido. A organização por tribos e a instabilidade das regiões onde vivem, especialmente nas áreas fronteiriças entre Afeganistão e Paquistão, dificultam ainda mais qualquer aproximação com uma fé diferente, tornando raro o primeiro contato de um pashtum com um cristão.
Décadas de guerra, deslocamento e instabilidade nas regiões afegãs e paquistanesas onde vivem os pashtuns deixaram marcas profundas: famílias divididas, economias fragilizadas e um número enorme de refugiados dentro e fora de seus países. Há necessidade real de paz duradoura, de oportunidades de trabalho e de educação, especialmente para as mulheres, em muitas comunidades ainda restritas ao espaço doméstico.
No campo espiritual, a carência é igualmente grande: quase não existem comunidades cristãs locais entre os pashtuns, e quem chega a crer em Jesus frequentemente o faz sem qualquer apoio de outros crentes por perto, enfrentando sozinho o peso da decisão.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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