Rashaida

Vít Hassan - Flickr, CC BY-NC 2.0, via Joshua Project

Povo não alcançado Fronteira

Rashaida

População mundial196 mil
IdiomaArabe, Sudanese
ReligiãoIslã
Não alcançado
0%
Evangélicos
Mundo ÁrabeÁrabe, Sudanês
Quem são

Os rashaidas são um povo beduíno que vive nas duas margens do Mar Vermelho, entre o litoral do Sudão e o da Eritreia. Vieram da Península Arábica há cerca de cento e setenta anos, descendentes de tribos do Hejaz e do Nejde que deixaram suas terras de origem fugindo de guerras e fome entre parentes. Até hoje mantêm um forte senso de linhagem árabe, e é comum ouvir um ancião recitar de memória a genealogia da família e do próprio rebanho.

São conhecidos por preservar hábitos beduínos que muitos outros grupos da região já abandonaram: as mulheres usam um véu bordado e ornamentado que as distingue à distância, e os homens ainda cultivam o gosto pela poesia, pelos cavalos e pelos camelos de raça. A hospitalidade é um traço marcante do povo, e receber bem um estranho é visto como parte essencial da honra da família.

História e origem

A origem dos rashaidas remonta à tribo árabe dos Banu Abs, do Hejaz e do Nejde, na Arábia. Por volta de 1846, famílias inteiras atravessaram o Mar Vermelho fugindo de disputas internas entre clãs, buscando refúgio na costa africana. Estabeleceram-se primeiro na faixa litorânea entre o atual Sudão e a Eritreia, e desde então mantêm laços com os dois lados da fronteira, movendo-se conforme as estações e a disponibilidade de pasto para os rebanhos.

Mesmo depois de gerações vivendo na África, os rashaidas preservaram o dialeto árabe e os costumes trazidos da península, resistindo à mistura cultural com os povos vizinhos e mantendo uma identidade separada e orgulhosa de suas origens.

Onde vivem
2
Países
196 mil
População mundial
PaísParcela do povoPopulação
Sudão Não alcançado
73,5%
144.000
Eritreia Não alcançado
26,5%
52.000
Como vivem

Tradicionalmente nômades, os rashaidas vivem em tendas feitas de pelo de cabra e se deslocam em busca de água e pastagem para seus rebanhos de cabras, ovelhas e camelos. A criação de camelos ocupa lugar especial: mesmo sendo em grande parte analfabetos, os pastores guardam de memória a linhagem de cada animal ao longo de sete ou oito gerações, um conhecimento transmitido oralmente de pai para filho.

A vida social gira em torno da família extensa e do clã, que resolve disputas internas e organiza casamentos, geralmente realizados entre parentes próximos para preservar linhagens e propriedades. Muitos hoje combinam o pastoreio com pequeno comércio nas cidades da fronteira, sem deixar de lado o vínculo com a vida do deserto.

No que creem

Os rashaidas são muçulmanos sunitas, e a fé islâmica está profundamente entrelaçada com a identidade étnica do povo: ser rashaida é, na prática, ser muçulmano. As orações diárias, o jejum e as demais práticas do islã fazem parte do cotidiano, ao lado de costumes tribais próprios que antecedem a chegada do islã à região, como códigos de honra e hospitalidade.

Por viverem entre outros grupos étnicos muçulmanos do Sudão e da Eritreia, os rashaidas costumam se distinguir menos pela religião e mais pela origem árabe e pelo estilo de vida beduíno, que consideram sinal de pureza e continuidade com os antepassados da Arábia.

Religiões dos não alcançados
Islã94%
Religiões Étnicas6%
Idioma e Bíblia

Os rashaidas falam um dialeto árabe de origem hejazi, junto com o árabe sudanês, e parte deles também fala tigre, língua comum na Eritreia. Já existem iniciativas de tradução da Bíblia para o árabe hejazi, com trechos do Novo Testamento e material em áudio disponíveis, mas a Bíblia completa nesse dialeto específico ainda não está pronta. Como o povo tem alto índice de analfabetismo, a oralidade e os recursos em áudio tendem a ser o caminho mais natural para que as Escrituras cheguem até as famílias.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)0%
Evangélicos0%
Barreiras ao evangelho

Entre os rashaidas, ser árabe e ser muçulmano são a mesma coisa aos olhos da comunidade, o que torna qualquer aproximação do evangelho uma ameaça direta à identidade do clã. O nomadismo constante dificulta ainda mais qualquer continuidade de relacionamento, já que famílias e grupos se deslocam com frequência entre o Sudão e a Eritreia em busca de pasto e água, tornando raro e passageiro o contato com quem já conhece a Cristo.

Necessidades

A instabilidade política e os conflitos na região do Sudão afetam diretamente famílias que dependem do deslocamento livre entre pastagens para sobreviver, e a paz duradoura ainda é uma necessidade concreta para o povo. Falta também, no dia a dia, o cuidado que vem de comunidade: entre um povo até pouco tempo sem nenhum seguidor conhecido de Cristo, os poucos que hoje creem enfrentam isolamento e precisam de apoio para permanecer firmes na fé e crescer em conhecimento das Escrituras.

Sinais de esperança

Durante o conflito de fronteira entre a Eritreia e a Etiópia, entre 1998 e 2000, muitos rashaidas tiveram contato pela primeira vez com pessoas que conheciam a Cristo, e esse período marcou o surgimento dos primeiros seguidores de Jesus vindos desse povo. Ainda são poucos, mas sua existência já é, em si, uma mudança significativa depois de gerações sem nenhum crente conhecido entre os rashaidas.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Por paz e estabilidade duradoura para as famílias rashaidas no Sudão e na Eritreia.
Pelos poucos seguidores de Cristo que já existem entre os rashaidas, por proteção e crescimento na fé.
Por quem em breve encontrará a fé em Jesus dentro dessa comunidade.
Por unidade e cuidado mútuo entre as famílias e clãs rashaidas.
Por unidade e cuidado mútuo entre as famílias e clãs rashaidas.
Pela chegada das Escrituras em áudio e em vídeo no dialeto árabe hejazi a mais famílias.
Por oportunidades de amizade genuína com viajantes e vizinhos que conhecem a Cristo, apesar do nomadismo.
Pelo surgimento de uma comunidade de fé estável entre os rashaidas.

Ore por Rashaida

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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