Povo
Anton Diaz - Flickr, CC BY-NC-SA 2.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os sasak são o povo indígena da ilha de Lombok, no arquipélago da Indonésia, onde formam a grande maioria da população local. Falam uma língua austronésia aparentada ao balinês e ao javanês, mas com escrita e pronúncia próprias, além de muitos empréstimos do javanês antigo, do sânscrito e do árabe, sinal de séculos de encontros culturais na região.
Vivem entre planícies férteis e encostas do vulcão Rinjani, terra que já foi chamada de “terra seca” pela escassez de chuvas em parte do ano. Sua identidade combina o orgulho de uma cultura própria, com tecelagem, cerâmica e artes tradicionais reconhecidas, e uma fé islâmica que moldou profundamente os costumes, a linguagem e a vida comunitária ao longo dos últimos séculos, a ponto de ser hoje quase inseparável do que significa ser sasak.
Antes do islã, os sasak viveram sob forte influência hindu e budista vinda de Java, herança que ainda aparece em certos ritos e na veneração de lugares sagrados. Entre os séculos XVI e XVII, o islã se espalhou pela ilha e passou a moldar a identidade do povo, ainda que misturado por muito tempo a crenças e práticas anteriores.
Lombok viveu séculos de pequenos reinos rivais até ser dominada por forasteiros vindos de Bali, situação que só terminou no final do século XIX. Desse período de disputas e influências sucessivas nasceu o sasak de hoje: muçulmano, mas com camadas culturais mais antigas ainda visíveis em festas, costumes e na relação com a terra.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Indonésia Não alcançado
|
100%
|
3.032.000 |
A maioria dos sasak vive da agricultura, do cultivo de arroz e de outras culturas de subsistência, complementados pela pesca nas áreas costeiras e por ofícios manuais. Tecelões e ceramistas produzem peças vendidas a visitantes e exportadas, um dos poucos caminhos de renda extra em uma ilha ainda marcada pela pobreza.
A vida social gira em torno da aldeia, do respeito à idade e à posição social, e de uma noção de honra chamada tindih. O casamento tradicionalmente acontece por meio do merariq, quando o rapaz “leva” a noiva antes das famílias formalizarem a união, um costume antigo hoje repensado para proteger jovens de uniões precoces.
Quase todos os sasak são muçulmanos, e a fé islâmica está entrelaçada com o que significa pertencer ao povo. A maioria segue o islã sunita nos moldes mais ortodoxos, com as cinco orações diárias, enquanto uma minoria, concentrada em vilarejos mais isolados do norte da ilha, mantém uma tradição própria de apenas três momentos de oração ao dia.
Essa tradição mais antiga preserva elementos de crenças anteriores ao islã: veneração de ancestrais, festas comunitárias e peregrinações a túmulos de líderes religiosos e ao monte Rinjani, tido como sagrado. Para a maior parte do povo, porém, a identidade sasak e a identidade muçulmana se tornaram praticamente inseparáveis.
Porções das Escrituras em língua sasak existem desde 1948, e o Novo Testamento completo foi concluído em 2007, fruto do trabalho da Sociedade Bíblica da Indonésia. Ainda não há uma Bíblia completa no idioma. Há também recursos em áudio e vídeo, incluindo dramatizações da vida de Jesus e aplicativos com o Novo Testamento, pensados para alcançar uma população em que a oralidade pesa mais do que a leitura no dia a dia.
Entre os sasak, ser muçulmano é parte do que significa pertencer ao povo, de modo que seguir Jesus é frequentemente entendido como abandonar a própria identidade, a família e a aldeia. A força da tradição religiosa, a vida centrada na mesquita e nos rituais comunitários, e a quase inexistência de comunidades cristãs locais tornam raro qualquer contato prolongado com o evangelho, deixando quem se aproxima de Jesus praticamente sozinho nessa caminhada.
A pobreza ainda marca boa parte da vida sasak, com altos índices de mortalidade materna e infantil em contraste com a beleza natural da ilha onde vivem. Muitos dependem do turismo crescente em Lombok sem ter acesso à qualificação necessária para se beneficiar dele de forma estável.
Há também a necessidade, ainda distante, de comunidade cristã: hoje praticamente não existe entre os sasak um corpo de crentes que possa acompanhar, discipular e sustentar quem se aproxima de Jesus vindo dessa cultura.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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