Shabak

Povo não alcançado Fronteira

Shabak

População253 mil
IdiomaShabak
ReligiãoIslã
Não alcançado
0%
Evangélicos
Iranianos-MedosCurdo
Quem são

Os shabaks são um povo agricultor da planície de Nínive, no norte do Iraque, que não se considera nem árabe nem curdo, mas um grupo étnico e linguístico à parte, com raízes que remontam ao século XVI. Vivem em vilarejos ao norte de Mosul, numa região que há décadas serve de linha de fronteira cultural entre curdos e árabes, o que torna sua identidade própria ainda mais marcante.

Falam o shabaki, uma língua de raiz iraniana que incorpora influências do turco, do persa, do curdo e do árabe, prova de séculos de convivência com povos vizinhos. Essa mistura linguística e cultural, somada a uma tradição religiosa própria, dá aos shabaks um lugar singular no mosaico étnico da Mesopotâmia, mesmo estando cercados por grupos muito maiores.

História e origem

A presença dos shabaks nas terras que hoje ocupam remonta a pelo menos o início do século XVI. Ao longo dos séculos seguintes, o povo desenvolveu uma identidade própria na planície de Nínive, preservando uma língua e uma tradição religiosa distintas mesmo vivendo entre populações árabes e curdas muito maiores.

O século XX trouxe duras provações: sob o regime de Saddam Hussein, dezenas de aldeias shabaks foram destruídas e milhares de famílias deslocadas à força. Depois de 2003, a comunidade voltou a ser alvo de ataques, e em 2014 o avanço do Estado Islâmico sobre a planície de Nínive esvaziou vilarejos inteiros, obrigando famílias a fugir mais uma vez antes de poderem retornar, anos depois, a um território devastado.

Onde vivem
1
País
253 mil
População
PaísParcela do povoPopulação
Iraque Não alcançado
100%
253.000
Como vivem

Os shabaks são majoritariamente agricultores, cultivando a terra fértil da planície de Nínive ao norte de Mosul. Até meados do século XX, quase todos trabalhavam como arrendatários em terras pertencentes a famílias xiitas influentes da cidade, que também intermediavam seus conflitos com tribos vizinhas; reformas agrárias posteriores permitiram que parte da comunidade passasse a possuir suas próprias terras.

A vida social gira em torno da aldeia e da devoção a um guia espiritual chamado pir, respeitado como mediador entre o divino e os fiéis. Vilarejos como Ali Rash, Khazna e Talara, ao norte de Mosul, concentram famílias que mantêm, ao mesmo tempo, laços com a cultura curda e árabe ao redor.

No que creem

A maioria dos shabaks segue uma forma própria de islã, ligada à tradição xiita e organizada como uma ordem sufi, com uma minoria sunita. No centro dessa prática está a figura do pir, guia espiritual que orienta os rituais e é visto como intermediário entre os fiéis e uma realidade divina mais profunda do que a interpretação literal do Alcorão.

Historicamente, a crença shabak reconhecia em Ali, genro de Maomé, uma manifestação especial do divino, dentro de uma visão de mundo que se aproxima do alevismo anatólio. Com o tempo, boa parte da comunidade se aproximou do islamismo xiita mais convencional, mas o respeito ao pir e às tradições próprias segue vivo em muitas famílias.

Religiões dos não alcançados
Islã99,99%
Cristianismo0,01%
Idioma e Bíblia

O shabaki é uma língua iraniana distinta, influenciada por turco, persa, curdo e árabe, e considerada ameaçada mesmo entre o próprio povo, já que muitos preferem o árabe ou o curdo no dia a dia. Não há registro de tradução das Escrituras nessa língua, o que deixa os shabaks dependentes de textos em árabe ou curdo, línguas que nem todos dominam com igual fluência. A ausência de um Novo Testamento ou de porções bíblicas no idioma do coração é um dos maiores vazios espirituais desse povo.

A Bíblia na língua deste povo

Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.

Shabak Porções traduzidas
Gravações em áudio Não disponível Filme Jesus Não disponível

Dados de tradução: Joshua Project.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)0,01%
Evangélicos0%
Barreiras ao evangelho

Entre os shabaks, pertencer ao povo é quase indissociável de pertencer ao islã: a fé xiita, ou a devoção ao pir e à tariqa, funciona como marca de identidade coletiva, e afastar-se dela é visto como romper com a família e com a comunidade. A situação na planície de Nínive, marcada por décadas de deslocamento forçado, perseguição e insegurança, também deixa pouco espaço para que ideias de fora, inclusive o evangelho, encontrem ouvidos abertos. Sem igrejas ou comunidades cristãs locais que falem shabaki, o primeiro contato com a mensagem de Jesus continua sendo raro.

Necessidades

Depois de anos de deslocamento e da destruição trazida pela guerra contra o Estado Islâmico, muitas famílias shabaks ainda reconstroem casas, plantações e a confiança de que um futuro estável é possível na planície de Nínive. Há necessidade real de segurança duradoura, de meios de vida restabelecidos e de reconciliação entre os grupos que dividem a região.

No campo espiritual, falta ao povo shabak acesso à Palavra de Deus em sua própria língua e contato com uma comunidade cristã que possa caminhar ao seu lado, discipulando os poucos que se aproximam da fé em Jesus.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Por proteção e provisão para as famílias que ainda se recuperam do deslocamento.
Por uma tradução das Escrituras na língua shabaki.
Pela ação do Espírito Santo revelando a soberania e o amor de Deus aos shabaks.
Por obreiros que aprendam a língua e a cultura shabak para levar o evangelho.
Por obreiros que aprendam a língua e a cultura shabak para levar o evangelho.
Pelos poucos shabaks que já creem em Jesus, por perseverança e comunidade.
Pelos poucos shabaks que já creem em Jesus, por perseverança e comunidade.
Pelo surgimento de uma igreja local entre o povo shabak.
Pelo surgimento de uma igreja local entre o povo shabak.

Ore por Shabak

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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